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    Em discurso combativo na ONU, Netanyahu é vaiado e distribui ataques a críticos

    O primeiro-ministro de Israel , Binyamin Netanyahu , faz um discurso recheado de ataques a críticos na Assembleia Geral da ONU , como tem sido costume para o premiê do Estado judeu ao menos desde 2024, durante a guerra na Faixa de Gaza . Leia mais (09/24/2026 - 15h46)

    Folha de S.Paulo
    24 de setembro de 2026 às 18:46
    Em discurso combativo na ONU, Netanyahu é vaiado e distribui ataques a críticos
    Homem de cabelos grisalhos, vestido com terno azul escuro e gravata vermelha, caminha segurando documentos em uma mão. Ele está em um ambiente interno com paredes douradas e detalhes em mármore verde e preto. — Foto: Folha de S.Paulo

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    O primeiro-ministro de Israel , Binyamin Netanyahu , faz um discurso recheado de ataques a críticos na Assembleia Geral da ONU , como tem sido costume para o premiê do Estado judeu ao menos desde 2024, durante a guerra na Faixa de Gaza .

    O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, chega para discursar na Assembleia Geral da ONU; em seu discurso preparado, é possível ver que já havia a expectativa de chamar os delegados que deixaram o salão de covardes - Timothy A. Cl
    O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, chega para discursar na Assembleia Geral da ONU; em seu discurso preparado, é possível ver que já havia a expectativa de chamar os delegados que deixaram o salão de covardes - Timothy A. Cl — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Como no ano passado , Netanyahu viu dezenas de delegações se levantarem e deixarem o salão da Assembleia Geral, inclusive o Brasil . Também como em 2025, um grupo de convidados e aliados de Tel Aviv nas tribunas acima do salão aplaudiram e gritaram em apoio ao premiê, a ponto de o presidente da Assembleia pedir ordem antes do início da fala.

    Netanyahu criticou logo de saída os delegados no local. "Se ainda há covardes que não deixaram o salão, o façam agora por favor", afirmou. Em seguida, lembrou da fala do líder sírio Ahmed al-Sharaa de que as Colinas de Golã, ocupadas por Israel desde 1967, são parte do território sírio. "Senhor Al-Sharaa, os judeus estiveram nas Colinas de Golã desde o tempo de Moisés, você pode ler isso na Bíblia."

    Netanyahu também usou de elementos visuais, como nos dois últimos anos, quando mostrou cartazes com perguntas e mapas do Oriente Médio. Mostrou um pager, como os explodidos em operação contra o Hezbollah , para atacar o grupo libanês, e um aparelho de internet Starlink, de Elon Musk, para dizer que o Irã impede seus cidadãos de se comunicar com o mundo.

    Líderes mundiais discursam na 81ª Assembleia Geral da ONU
    Líderes mundiais discursam na 81ª Assembleia Geral da ONU — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Na Assembleia do ano passado, Israel ainda não havia aprovado acordo de cessar-fogo com o Hamas e, naquela mesma semana, uma série de países anunciaram conjuntamente o reconhecimento da Palestina . Netanyahu abordou o tema em sua fala na ocaisão, comparando o atitude a "dar um Estado para a Al Qaeda a uma milha de Nova York depois do 11 de Setembro."

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    Nesta quarta, Netanyahu também usou o 11 de Setembro para compará-lo ao 7 de Outubro, ataque terrorista do Hamas contra Israel em 2023 que matou 1.200 e deu início à guerra em Gaza, hoje destruída pelas forças israelenses com mais de 73 mil palestinos mortos.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A cidade sede da ONU e alvo dos ataques terroristas que abriram uma nova era na geopolítica mundial também teve protestos contra Israel e o apoio militar dos EUA ao Estado judeu. O governo de Netanyahu, por outro lado, pagou por 500 outdoors e propagandas pró-Israel e anti-Irã para serem posicionadas na cidade, segundo o gabinete do premiê.

    O premiê criticou ainda o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani , dizendo que ele apoia o Hamas e terroristas. "Você falsamente, repetidamente, acusou Israel de genocídio. Você tentou me impedir de vir aqui, tentou me silenciar. Mas você não pode me silenciar ou silenciar a verdade. Aqui está uma verdade simples: Israel não cometeu genocídio, mas preveniu o genocídio", disse.

    "Isso é exatamente o que o senhor Mamdani e seus amigos do Hamas teriam feito conosco", disse. "O dia em que os judeus eram vítimas indefesas e marchavam em direção ao abate acabaram", afirmou o premiê.

    An Italian passport with a smartphone over a tourist magazine of South America, on a light background.
Foto:  Mario / adobe stock
    An Italian passport with a smartphone over a tourist magazine of South America, on a light background. Foto: Mario / adobe stock — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Já havia a expectativa de que Netanyahu fosse ao menos criticar Mamdani. O prefeito de Nova York, primeiro muçulmano a assumir o cargo, fez das críticas ao governo de Netanyahu e das ações de Israel em Gaza parte importante de sua campanha.

    Em julho, publicou vídeo no qual afirmou que, caso Netanyahu visitasse a cidade, seria preso, em razão do mandado de prisão aberto contra o premiê israelense no Tribunal Penal Internacional (TPI). Depois ele voltou atrás, reconhecendo publicamente que não teria autoridade para tal.

    Netanyahu criticou ainda países que recentemente impuseram sanções a Israel contra assentamentos judeus em terras palestinas ocupadas na Cisjordânia.

    "Acusam o pequeno país de Israel de colonialismo. E quem nos acusa, alguns na França, no Reino Unido. Meu deus do céu, eles inventaram o termo. Colonianismo... dá um tempo", afirmou Netanyahu. Ele também fez referência aos colonos como "cidadãos que respeitam a lei", embora registros de violência contra palestinos estejam em crescimento enquanto o governo aprova licitações para novos assentamentos.

    Como outros discursos na tribuna da ONU, incluindo os de Lula e de Donald Trump, as declarações de Netanyahu não miraram apenas a comunidade internacional, mas o público doméstico.

    Israel tem eleições parlamentares em outubro que devem ser acirradas e terminar sem uma maioria óbvia de nenhum dos blocos, inclusive o do premiê, segundo pesquisas. O apoio em Israel à guerra contra o Hamas é alto no país, também de acordo com pesquisas.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2026/09/em-discurso-combativo-na-onu-netanyahu-e-vaiado-e-distribui-ataques-a-criticos.shtml.

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    O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, chega para discursar na Assembleia Geral da ONU; em seu discurso preparado, é possível ver que já havia a expectativa de chamar os delegados que deixaram o salão de covardes - Timothy A. Cl — Foto: Folha de S.Paulo

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