Política

    Em Brasília, ato pressiona STF com “Fora Moraes” e “chega de intocáveis”

    Novo participa de mobilização realizada durante julgamento sobre possível investigação contra o ministro Alexandre de Moraes

    Poder360
    15 de setembro de 2026 às 13:48
    Em Brasília, ato pressiona STF com “Fora Moraes” e “chega de intocáveis”
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    Novo participa de mobilização realizada durante julgamento sobre possível investigação contra o ministro Alexandre de Moraes

    Manifestantes ligados às campanhas de Romeu Zema (Novo) e Flávio Bolsonaro (PL) participam de ato na Esplanada dos Ministérios, próximo ao Congresso Nacional e ao Supremo Tribunal Federal, nesta 3ª feira (15.set.2026). Os participantes carregam bandeiras com os dizeres “Fora Lula, Fora Moraes” e pedem anistia.

    Entre os presentes estão os candidatos ao Senado Sebastião Coelho (Novo) e Adriana Ventura (Novo), além do candidato a vice na chapa de Zema, Eduardo Girão (Novo). A manifestação é realizada no dia em que o STF começa a julgar se autoriza a abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes.

    Manifestante com uma camisa vermelha escrita "Fora Lula", olhando para uma torre fictícia de dinheiro
    Manifestante com uma camisa vermelha escrita "Fora Lula", olhando para uma torre fictícia de dinheiro — Foto: Poder360 · Fonte: Poder360

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    O ato é realizado sob um esquema especial de segurança montado para a sessão. A Praça dos Três Poderes foi fechada, e as manifestações ficaram limitadas a uma área da Esplanada a partir da avenida José Sarney, com cones, gradis e policiais. A circulação nas vias S1 e S2 poderá ser interrompida caso seja necessário.

    A PMDF também reforçou o policiamento na região e utiliza drones para monitorar a área. O esquema envolve órgãos de segurança do Distrito Federal, STF, Congresso, Forças Armadas e setores de inteligência.

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    É a 1ª vez que o plenário do STF analisa se deve abrir uma investigação para apurar a conduta de um de seus integrantes em um procedimento criminal. A princípio, Moraes não participa da votação por ser alvo do relatório da PF.

    O caso envolve mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. O relatório produzido pela PF aponta uma interlocução entre Vorcaro e Moraes e cita contratos milionários entre o banco e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro.

    O julgamento começa às 10h e será conduzido pelo presidente do STF, Edson Fachin, relator do procedimento. Antes da análise do mérito, os ministros deverão discutir questões preliminares, incluindo a validade das diligências determinadas por André Mendonça, que era o relator do caso.

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    A PGR defende a nulidade do relatório da PF. Segundo o órgão, Mendonça determinou diligências contra pessoas específicas sem pedido do Ministério Público ou iniciativa da própria PF. A PGR também afirma que uma investigação contra ministro do Supremo dependeria de autorização do plenário da Corte.

    Zema convocou a manifestação e chamou 15 de setembro de “o início do fim dos intocáveis” .

    Em um ineditismo na história do Supremo, os ministros iniciaram na manhã desta 3ª (15.set.2026) o julgamento sobre o relatório da Polícia Federal que indica uma relação de um integrante da Corte, o ministro Alexandre de Moraes, com Daniel Vorcaro, investigado como líder da maior fraude ao Sistema Financeiro Nacional.

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    O caso teve início em 1º de setembro , quando o relator das investigações, ministro André Mendonça, tornou público um relatório que identifica uma interlocução entre Vorcaro e Moraes. O documento afirma que Vorcaro pediu uma interferência do magistrado nas investigações antes de sua prisão, em 17 de novembro de 2025.

    O relatório indicou contratos milionários entre o Banco Master e o escritório de advocacia da mulher do ministro, Viviane Barci de Moraes.

    Antes que fosse autorizado o andamento das investigações, o ministro André Mendonça remeteu o caso ao plenário do STF. Agora, os ministros analisam se a PF poderá ou não prosseguir com as apurações.

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    Em manifestação em 1º de setembro, a Procuradoria Geral da República afirmou que o procedimento da PF foi inválido por duas razões:

    Por sua atuação no inquérito, Mendonça é alvo de pedido do ministro Alexandre de Moraes para investigá-lo por abuso de autoridades e improbidade administrativa. O procedimento foi instaurado inicialmente no inquérito das fake news , mas o presidente do Tribunal, ministro Edson Fachin, avocou a relatoria do caso.

    O contra-ataque processual de Moraes se baseia em um relatório de inteligência da PF contra Mendonça. O documento interno e sem valor probatório indica que o ministro teria direcionado as investigações do Master contra Moraes.

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    A validade do documento culminou em uma guerra de liminares para afastar o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. Por decisão de Fachin, Rodrigues se mantém na chefia da corporação até que haja uma análise mais aprofundada sobre o tema.

    O presidente do STF também marcou o julgamento separado do caso para 23 de setembro .

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    Publicado originalmente por Poder360. Leia a matéria completa em https://www.poder360.com.br/poder-eleicoes-2026/em-brasilia-ato-pressiona-stf-com-fora-moraes-e-chega-de-intocaveis/.

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