Em ato no Rio, Cury manda abraço para Mendonça e cobra investigação do STF
O candidato à Presidência da República pelo Avante , Augusto Cury , mandou um abraço para o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça durante ato de campanha em comemoração ao 7 de Setembro. A manifestação aconteceu na praia de Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro. Leia mais (09/07/2026 - 15h31)

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O candidato à Presidência da República pelo Avante , Augusto Cury , mandou um abraço para o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça durante ato de campanha em comemoração ao 7 de Setembro. A manifestação aconteceu na praia de Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro.

A fala aconteceu durante discurso a manifestantes. Questionado por jornalistas, ele afirmou que sua solidariedade se estendia ao presidente da corte, ministro Edson Fachin , e a outros membros do tribunal. O candidato também disse que Fachin é leitor dos seus livros.
"O que tem que haver é isenção. Ninguém deve ser poupado. Se há indício de corrupção, tem que ser investigado até as últimas consequências. Doa a quem doer", afirmou Cury sem citar o ministro Alexandre de Moraes .
Na terça-feira (1º), Mendonça retirou o sigilo de um relatório da Polícia Federal que mostra que Daniel Vorcaro teria perguntado a Moraes dias antes da sua prisão se deveria sair do país. Ele também editou uma minuta de contrato entre o banqueiro e o escritório de advocacia de sua família.

Moraes revidou e pediu a investigação do colega por abuso de poder. Segundo ele, houve direcionamento político, e Mendonça, ao ordenar a investigação, teria usurpado seu poder como relator do caso Master no STF.
A manifestação em apoio a Cury nesta segunda aconteceu sob chuva. Houve um empurra-empurra entre apoiadores no momento em que o candidato e sua esposa tentavam subir no trio elétrico para discursar.
Havia pouco material de campanha exclusivo de Cury. As bandeiras distribuídas aos presentes traziam a imagem do presidenciável com outros candidatos do Avante, como Dudu Nunes, Wellington Braga, Venissius e Viviane Carvalho, que tentam vaga na Câmara pelo Rio de Janeiro.

Cury também criticou a situação fiscal do país e a taxa de juros e demonstrou preocupação com o endividamento das famílias brasileiras. Ele disse que pretende se reunir com economistas para tornar o juro "civilizado" e criar mecanismos jurídicos para quitação dos débitos.
"O que estão fazendo com as pessoas que pedem empréstimo consignado? O que estão fazendo com as famílias? Nós precisamos pensar numa recuperação judicial, assim como tem para as empresas", disse.
Ele voltou a afirmar que tem "uma cabeça capitalista e um coração social" e defendeu o empreendedorismo.

O candidato do Avante subiu nas pesquisas e ocupa hoje a terceira posição na disputa presidencial. Segundo a pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira (3), Cury saltou seis pontos percentuais , indo a 8% das intenções de voto no primeiro turno. No levantamento divulgado no dia 21 de agosto, ele marcava 2%.
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Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/09/em-ato-no-rio-cury-manda-abraco-para-mendonca-e-cobra-investigacao-ao-stf-ninguem-deve-ser-poupado.shtml.

O candidato à Presidência pelo Avante, Augusto Cury, em ato no Rio de Janeiro - Tita Barros/Reuters · Tita Barros/Reuters — Foto: Folha de S.Paulo
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