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    Eletromagnetismo: a força invisível que move o mundo

    Quando você acende uma lâmpada, usa o celular, ouve música em um alto-falante ou prende um desenho na geladeira com um ímã, está observando efeitos de uma força da natureza: o eletromagnetismo. Leia mais (09/24/2026 - 20h00)

    Folha de S.Paulo
    24 de setembro de 2026 às 23:00
    Eletromagnetismo: a força invisível que move o mundo
    0 — Foto: Folha de S.Paulo

    Doutora em física teórica de partículas, a pesquisadora explica temas científicos para crianças

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    Lâmpadas acesas - Allison Sales/Folhapress · Allison Sales/Folhapress
    Lâmpadas acesas - Allison Sales/Folhapress · Allison Sales/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Quando você acende uma lâmpada, usa o celular, ouve música em um alto-falante ou prende um desenho na geladeira com um ímã, está observando efeitos de uma força da natureza: o eletromagnetismo.

    Ele reúne dois fenômenos que durante muito tempo pareciam separados, a eletricidade e o magnetismo.

    A eletricidade está relacionada às cargas elétricas. Prótons têm carga positiva , elétrons têm carga negativa e partículas de mesmo sinal se repelem, enquanto as de sinais opostos se atraem.

    Energia
    Energia — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Ao redor de uma carga existe uma região invisível chamada campo elétrico, capaz de exercer força sobre outras cargas. O magnetismo também envolve campos invisíveis. Eles aparecem ao redor de ímãs , mas também podem ser produzidos pelo movimento de cargas.

    Quando uma corrente percorre um fio, forma-se um campo magnético ao redor dele. Cientistas também descobriram o caminho inverso: um campo magnético que varia pode gerar corrente elétrica em um fio.

    Esse fenômeno, chamado indução eletromagnética, está por trás dos geradores usados nas usinas . Neles, o movimento entre ímãs e bobinas ajuda a transformar energia mecânica em energia elétrica.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Nos motores, a interação entre corrente elétrica e campo magnético produz movimento. É assim que funcionam ventiladores , liquidificadores e elevadores.

    Uma bobina de fio percorrida por corrente também pode virar um eletroímã. Ao contrário de um ímã permanente, ele pode ser ligado, desligado e ter sua intensidade controlada.

    Eletroímãs são usados em campainhas, alto-falantes e guindastes. James Clerk Maxwell reuniu essas descobertas em equações e mostrou que campos elétricos e magnéticos variáveis podem viajar pelo espaço como ondas eletromagnéticas.

    A luz visível é uma delas, mas não é a única. Ondas de rádio, micro-ondas, infravermelho, ultravioleta, raios X e raios gama pertencem à mesma família . Elas diferem pela frequência, pelo comprimento de onda e pela energia que transportam.

    Graças a essas ondas, podemos transmitir informações por rádio, Wi-Fi e celulares, aquecer alimentos, observar o Universo e produzir imagens do interior do corpo.

    O eletromagnetismo também ajuda a manter os elétrons ligados aos átomos e participa das interações entre átomos e moléculas.

    Por isso, seus efeitos estão presentes nos materiais, na química, na tecnologia e até nos impulsos elétricos do organismo. Embora não possamos enxergar esses campos, vivemos cercados por seus efeitos.

    Compreender essa força invisível foi essencial para iluminar cidades, criar computadores e conectar pessoas separadas por grandes distâncias.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/colunas/bibi-bailas/2026/09/eletromagnetismo-a-forca-invisivel-que-move-o-mundo.shtml.

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