Eleições 2026: saiba como votar sem biometria cadastrada
Confira as regras para participar das eleições no primeiro e segundo turno de votação, marcados para os dias 4 e 25 de outubro

A biometria facilita a identificação do eleitor na hora da votação, mas não é obrigatória . Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o eleitor precisa estar com a situação eleitoral regular para votar no 1º e 2º turno das eleições 2026, marcados para os dias 4 e 25 de outubro.
A biometria é obrigatória para o alistamento eleitoral em todos os municípios brasileiros, com exceção das eleitoras e dos eleitores que se cadastram no exterior. Mas, essa exigência se aplica à etapa de inscrição eleitoral. Para votar, o requisito é estar regularmente inscrito no Cadastro Eleitoral.
Segundo o TSE, os eleitores em situação eleitoral regular sem a biometria precisam apenas apresentar um documento oficial com foto. Na sequência, a urna vai solicitar o ano de nascimento do eleitor.

Após a votação, a pessoa será orientada a procurar a Justiça Eleitoral ao término do pleito para coletar seus dados biométricos. De acordo com o TSE, cerca de 10,99% do eleitorado brasileiro ainda não possui biometria cadastrada por diferentes razões.
Atualmente, o cadastro eleitoral está fechado justamente por conta das eleições de 2026 e será reaberto em novembro.
A biometria é o conjunto de dados físicos utilizados para identificar cada eleitor de forma única. O procedimento inclui a coleta das impressões digitais, da fotografia e da assinatura. As informações são armazenadas no Cadastro Eleitoral e podem ser usadas para a identificação da pessoa no atendimento eleitoral e na votação.

Além de conferir mais segurança ao processo eleitoral, a biometria contribui para a detecção de possíveis duplicidades cadastrais, padroniza o atendimento prestado aos eleitores e torna diversos procedimentos mais ágeis e eficientes. Os dados também integram a base da Identificação Civil Nacional (ICN).
Todas as seções eleitorais têm leitores biométricos integrados às urnas eletrônicas. Para os eleitores com biometria, a identificação ocorre antes da liberação do voto por meio da conferência da impressão digital.
A urna realiza até quatro tentativas de validação biométrica. Se a identificação não for confirmada após a quarta, o sistema adota outro procedimento, perguntando o ano de nascimento do eleitor.

Nas seções eleitorais fora do Brasil, a identificação biométrica não é utilizada. No exterior, a urna não solicita a impressão digital do eleitor. Para votar, a pessoa deve estar regularmente inscrita e apta no Cadastro Eleitoral.

Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/distrito-federal/eleicoes-2026-saiba-como-votar-sem-biometria-cadastrada.

Hugo Barreto/Metrópoles — Foto: Metrópoles
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