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    Eleições 2026 e o protagonismo jovem contra a desinformação

    A democracia enfrenta um de seus maiores desafios: o avanço desenfreado da desinformação, potencializado ainda mais pela IA (inteligência artificial) . Leia mais (08/20/2026 - 16h55)

    Folha de S.Paulo
    20 de agosto de 2026 às 19:55
    Eleições 2026 e o protagonismo jovem contra a desinformação
    A frase 'fake news' aparece centralizada, formada por letras recortadas de diferentes fontes e estilos, sobre um fundo desfocado com ícones coloridos de redes sociais como Instagram, TikTok, YouTube e Snapchat. — Foto: Folha de S.Paulo

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    A democracia enfrenta um de seus maiores desafios: o avanço desenfreado da desinformação, potencializado ainda mais pela IA (inteligência artificial) .

    Sebastien Bozon - 20.fev.25/AFP · Sebastien Bozon - 20.fev.25/AFP
    Sebastien Bozon - 20.fev.25/AFP · Sebastien Bozon - 20.fev.25/AFP — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Ferramentas tecnológicas avançadas tornaram a produção de conteúdos duvidosos extremamente fácil, rápida e de baixo custo. Imagens, textos, áudios e vídeos manipulados são criados em minutos, alimentando bolhas informacionais e reforçando a polarização política, em que narrativas que tratam o oponente como inimigo a ser aniquilado ganham espaço e escala.

    Essa dinâmica nociva fere os princípios democráticos da pluralidade e da diversidade de ideias, exigindo uma postura ativa e renovada de toda a sociedade.

    O ecossistema digital funciona sob a lógica da disputa pela atenção, onde algoritmos frequentemente impulsionam publicações que geram reações emocionais intensas , como o medo, a raiva e a indignação.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Nesse ambiente de excesso de estímulos, o viés de confirmação faz com que boatos e mentiras grosseiras ganhem tração e engajamento antes que qualquer desmentido possa circular. Por isso, nesse cenário, a tradicional checagem de fatos, embora fundamental, já não basta.

    O eleitor precisa desenvolver uma consciência crítica profunda, compreendendo as intenções por trás das mensagens recebidas e questionando ativamente por quais motivos determinados conteúdos chegam até suas telas.

    Para enfrentar essa realidade, a imprensa e a educação digital e midiática emergem como pilares essenciais. O jornalismo profissional, feito a partir de critérios e apuração rigorosos, oferece um contraponto crucial às montagens, aos cortes de vídeo descontextualizados e à avalanche de conteúdo sintético produzidos em larga escala.

    logo do produto folha de redação
    logo do produto folha de redação — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Paralelamente, a educação midiática atua como escudo preventivo, fornecendo ferramentas para avaliar fontes, buscar evidências e identificar interesses ocultos, e oferecendo instrumentos para que cada pessoa forme sua opinião com liberdade e autonomia.

    É nesse contexto que ações como o EducaMídia e o FakeTôFora, iniciativas do Instituto Palavra Aberta, revelam sua imensa relevância. Em paralelo ao período eleitoral, o Prêmio FakeTôFora, já em sua segunda edição, estimula a criação de coletivos de checagem nas escolas, preparando estudantes para atuarem como embaixadores e verificadores de conteúdos. Essa abordagem deixa de ver os jovens como meros alvos de mentiras e os posiciona como parte da resposta.

    Ao investigar imagens, comparar fontes e consultar veículos jornalísticos no ambiente escolar, os estudantes desenvolvem habilidades críticas valiosas. O impacto mais profundo reside no efeito multiplicador: esse aprendizado ultrapassa os muros da escola e chega às famílias e comunidades, auxiliando pais, avós e amigos a identificarem boatos, conteúdos fraudulentos e fora de contexto.

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    Assim, os jovens assumem a liderança na disseminação de práticas de letramento midiático , fortalecendo o combate à desinformação. É a educação midiática rompendo muros da escola e fortalecendo diretamente as comunidades.

    Para Ronney Marcos, professor da rede pública estadual de Sergipe e um dos ganhadores da primeira edição do prêmio com a criação do Observa (coletivo de checagem composto por alunos), "o mais bonito foi ver os estudantes assumindo o protagonismo, investigando, checando informação, produzindo conteúdo e percebendo que também podem contribuir para um ambiente digital mais responsável".

    Embora pareça pouco, o impacto de ações como essas muda completamente a forma como o jovem passa a encarar o seu papel no ambiente democrático . Ao incentivar e valorizar programas que engajam a juventude no combate à desinformação, plantamos sementes para um futuro democrático mais robusto em que a informação de qualidade prevaleça sobre a manipulação digital e sobre a desinformação.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2026/08/eleicoes-2026-e-o-protagonismo-jovem-contra-a-desinformacao.shtml.

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    Sebastien Bozon - 20.fev.25/AFP · Sebastien Bozon - 20.fev.25/AFP — Foto: Folha de S.Paulo

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