Eleições 2026: candidatos à Presidência têm planos diferentes para IA, data centers e soberania digital
O Olhar Digital mergulhou em planos de governo para checar o que seis candidatos à presidência propõem em temas caros para a tecnologia O post Eleições 2026: candidatos à Presidência têm planos diferentes para IA, data centers e soberania digital apareceu primeiro em Olhar Digital .

O Olhar Digital publica nesta semana uma série analisando as propostas de candidatos à Presidência da República na Ciência e na Tecnologia. Nesta matéria, você vai ler sobre as propostas envolvendo inteligência artificial, data centers e soberania digital.
Tecnologia nunca esteve tão amarrada a outras esferas da vida como atualmente. Do Papa Leão XIV ao presidente dos EUA, Donald Trump, todos têm algo a dizer sobre o assunto. E a propor.
Em candidaturas à presidência da República, tecnologia aparece como um pilar estratégico. Não é mais uma pauta secundária.

O Olhar Digital analisou planos de governo de seis candidatos: Augusto Cury (Avante), Flávio Bolsonaro (PL), Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Renan Santos (Missão), Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD).
A reportagem mergulhou nos documentos – todos disponíveis no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) – para checar o que os candidatos propõem em três temas: inteligência artificial (IA), data centers e soberania digital.
( Para quem não sabe: soberania digital é a capacidade de um país de governar e controlar sua própria tecnologia, dados e infraestrutura digital sem depender totalmente de empresas ou governos estrangeiros.)

A apuração também considerou dois mapeamentos: um feito pelo centro de pesquisas Reglab e outro feito pela consultoria Alandar .
Nas listas de destaques das propostas, Lula aparece em primeiro por ser o atual presidente da República. Em seguida, vem Flávio Bolsonaro, candidato que tem aparecido tecnicamente empatado com Lula em pesquisas recentes de intenção de voto. Os demais quatro candidatos foram listados em ordem alfabética.
Existe um “núcleo comum” no qual propostas de candidatos distantes no espectro político se encontram. As convergências retratam o Estado “arrumando a própria casa”. E usando tecnologia para melhorar seus serviços.

As divergências, por sua vez, aparecem quando os textos exploram regras de mercado, direitos digitais e atuação das empresas privadas.
Os planos de governo analisados consideram a IA uma ferramenta decisiva para aumentar produtividade, modernizar serviços públicos e melhorar a saúde e a segurança do país.
Ou seja: os candidatos concordam sobre a importância do tema. Mas discordam sobre como o Estado deve agir e regular a IA.

Cury e Lula, por exemplo, defendem papel ativo do Estado, com foco em soberania digital, ética, proteção de direitos autorais, transparência e mitigação de riscos sociais e psicológicos.
Já Caiado propõe um caminho intermediário, estabelecendo regras jurídicas baseadas no nível de risco e dano concreto da tecnologia, sem copiar modelos rígidos estrangeiros.
Flávio Bolsonaro, Romeu Zema e Renan Santos, por sua vez, priorizam a liberdade econômica e a atração de investimentos privados, opondo-se a regulações amplas ou prévias que possam travar a inovação.

Confira abaixo os destaques das propostas:
Um data center é um grande galpão recheado de computadores superpotentes e servidores que funcionam sem parar.
Eles são o “cérebro” da internet. É neles que ficam guardados dados de governos, empresas, pessoas.

Também são neles que ocorrem os cálculos pesados para a inteligência artificial – aquela que não roda localmente em dispositivos – funcionar.
Entre os planos de governo analisados, atração e expansão de data centers aparecem como consenso.
Os seis candidatos consideram que o Brasil tem uma enorme vantagem em comparação a outros países. Isso porque o país tem energia limpa, renovável e abundante – ideal para alimentar esses galpões de supercomputadores.

Todos querem trazer esse dinheiro para o Brasil. Mas divergem sobre as regras para esses investimentos.
Uns exigem contrapartidas ecológicas e sociais. Outros preferem cortar impostos e burocracia para atrair empresas o mais rápido possível.
(O plano de governo de Augusto Cury não tem propostas detalhadas sobre data centers. A agenda do candidato voltada para tecnologia foca em saúde mental, educação e cibersegurança.)

Os planos de governo analisados abordam a soberania digital a partir de duas visões políticas.
Uma delas é a soberania por meio da capacidade estatal e da regulação. Aqui, prioriza-se a criação de infraestruturas públicas soberanas (supercomputadores estatais, por exemplo), o controle nacional sobre dados e a imposição de regras e salvaguardas para empresas de tecnologia.
A outra é a soberania via mercado e atração de capitais. Nesta visão, entende-se autonomia do país como a capacidade de se tornar produtor e polo atrativo para investimentos privados vindos de fora. Isso por meio de eliminação de amarras burocráticas. E aproveitando a energia limpa e os minerais estratégicos presentes no Brasil para desenvolver o setor.

Dito isso, vamos aos destaques das propostas dos candidatos:
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Publicado originalmente por Olhar Digital. Leia a matéria completa em https://olhardigital.com.br/2026/09/30/pro/eleicoes-2026-candidatos-a-presidencia-tem-planos-diferentes-para-ia-data-centers-e-soberania-digital/.

Inteligência artificial — Foto: Olhar Digital
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