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    Eleição presidencial acirrada tem a ganhar com 2º turno

    Na véspera da abertura das urnas, o Datafolha indica que a acirrada disputa presidencial, liderada por Luiz Inácio Lula da Silva ( PT ) e Flávio Bolsonaro ( PL ), será provavelmente definida em segundo turno, dentro de quatro semanas. Leia mais (10/03/2026 - 22h00)

    Folha de S.Paulo
    4 de outubro de 2026 às 01:00
    Eleição presidencial acirrada tem a ganhar com 2º turno
    À esquerda, homem branco com cabelo grisalho e barba curta fala em microfone contra fundo azul. À direita, homem branco com cabelo castanho curto segura microfone e fala com expressão enfática, fundo desfocado. — Foto: Folha de S.Paulo

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    Montagem com Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) - EVARISTO SÁ e MAURO PIMENTEL/AFP · EVARISTO SÁ e MAURO PIMENTEL/AFP
    Montagem com Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) - EVARISTO SÁ e MAURO PIMENTEL/AFP · EVARISTO SÁ e MAURO PIMENTEL/AFP — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Na véspera da abertura das urnas, o Datafolha indica que a acirrada disputa presidencial, liderada por Luiz Inácio Lula da Silva ( PT ) e Flávio Bolsonaro ( PL ), será provavelmente definida em segundo turno, dentro de quatro semanas.

    Cabe a ressalva de que a confirmação de tal cenário está sujeita a migrações de voto de última hora e, não menos importante, à taxa de abstenção dos eleitores, crescente nos últimos anos. O que se pode afirmar com certeza é que a eleição terá a ganhar com mais uma rodada da corrida entre os principais candidatos.

    Lula tem 42% das intenções totais de voto, ante 40% de Flávio. Excluídos sufrágios nulos e em branco, como na contagem oficial, o placar é de 45% a 42% , o que caracteriza empate, na margem de erro, sem que ninguém consiga a maioria das preferências.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Ambos desrespeitaram o eleitorado ao recusar a participação em debates até aqui, subordinando o confronto aberto de ideias, obrigatório na democracia, a suas estratégias e conveniências.

    O episódio mais recente foi especialmente grave . A decisão do petista de faltar também ao derradeiro debate antes do primeiro turno, promovido pela TV Globo, ganhou o suporte de aliados de ocasião em cortes superiores.

    A ministra Estela Aranha, por ele indicada ao TSE , proibiu a emissora de exibir a cadeira vazia reservada ao presidente; no Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, sob pretexto descabido, contrariou entendimentos do TSE e de sua colega Cármen Lúcia e forçou a participação de Renan Santos (Missão) no evento, cancelado após a desistência de Flávio com a mudança de última hora nas regras do jogo.

    ilustração de Daniel Bueno para as páginas do projeto editorial da Folha
    ilustração de Daniel Bueno para as páginas do projeto editorial da Folha — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A discussão de programas de governo, ademais, foi ofuscada pelo escândalo do Banco Master e pela crise inaudita do STF , dois fenômenos associados que afetaram os postulantes ao Planalto.

    Flávio, mais diretamente —o senador pelo Rio foi flagrado em mensagens amáveis ao corruptor e ex-banqueiro Daniel Vorcaro , ao qual pediu cerca de R$ 130 milhões, em tese para o filme laudatório a seu pai. Tornou-se investigado no caso, o que foi omitido pelo ministro André Mendonça , indicado por Jair Bolsonaro ao STF e responsável pelo inquérito.

    Um contrato de valor similar foi firmado pelo Master com o escritório da mulher de Alexandre de Moraes , que no Supremo liderou o processo para a correta condenação do ex-presidente por tentativa de golpe de Estado —e que em mais de uma ocasião esteve alinhado a Lula, assim como Dias Toffoli , outro parceiro em negócios de Vorcaro.

    Também contribuiu para conturbar a campanha a enxurrada de medidas eleitoreiras tomadas pelo petista, que, a exemplo de seu antecessor, abusou da caneta presidencial e deixou os custos para a administração seguinte. Tudo isso —e mais as propostas dos candidatos, em particular para o urgente ajuste das contas públicas— poderá ser mais bem avaliado em um segundo turno.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2026/10/eleicao-presidencial-acirrada-tem-a-ganhar-com-2o-turno.shtml.

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    Montagem com Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) - EVARISTO SÁ e MAURO PIMENTEL/AFP · EVARISTO SÁ e MAURO PIMENTEL/AFP — Foto: Folha de S.Paulo

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