Eleição de 2026 tem 1ª queda de candidatos em 20 anos
20.607 inscritos concorrerão a algum cargo eletivo no pleito de outubro, 30% menos que em 2022; prazo para cadastro terminou na noite de sábado (15.ago)

20.607 inscritos concorrerão a algum cargo eletivo no pleito de outubro, 30% menos que em 2022; prazo para cadastro terminou na noite de sábado (15.ago)
As Eleições de 2026 terão 20.607 candidatos disputando algum cargo eletivo. Os dados são do Tribunal Superior Eleitoral e foram atualizados na noite de 3ª feira (18.ago.2026), data de referência para o levantamento do total de candidaturas pela Justiça Eleitoral. O prazo para envio dos registros terminou às 19h de sábado (15.ago), mas ajustes foram feitos nos dias seguintes em alguns cadastros.
Os registros deste ano são 29,6% menos que os de 2022, na última eleição geral. O dado do fechamento representa a 1ª queda de candidatos desde 2006. Depois daquele pleito, houve avanços consecutivos de cadastros (interrompidos agora), como mostra o infográfico a seguir:

O 1º turno da eleição será em 4 de outubro e o 2º, se necessário, em 25 de outubro.
Alguns poucos cadastros ainda podem estar travados nas bases da Justiça Eleitoral e o número final pode mudar. As atualizações dos próximos dias, no entanto, não serão suficientes para afetar as análises desta reportagem.
Quem enviou a candidatura ainda precisa ter seu nome aprovado. O TSE e os TREs verificam se cada um que enviou o registro cumpre as condições de elegibilidade e se não está enquadrado em alguma causa de inelegibilidade.

Os cadastros podem ser contestados e dar origem a recursos. Pelo calendário eleitoral, todos os registros devem estar julgados até 14 de setembro, 20 dias antes do 1º turno. Mas a discussão judicial pode se estender além disso.
A queda das candidaturas observada agora em 2026 pode ser explicada pelos seguintes motivos:
Os candidatos deste ano estão divididos da seguinte forma:

No infográfico abaixo, é possível acompanhar a evolução do número de candidatos em cada cargo:
Os 2 principais candidatos na corrida ao Planalto são Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 80 anos, que tenta a reeleição para o seu 4º mandato, e o senador Flávio Bolsonaro (PL), 45 anos, que concorre com o apoio do pai, Jair Bolsonaro (PL), que governou o Brasil de 2019 a 2022.
Também tentam chegar à Presidência, além de Lula e Flávio, os seguintes nomes:

Serão eleitos 1.790 candidatos nas eleições. As vagas são essas (alguns são eleitos juntos em uma mesma chapa):
O PL, do ex-presidente Jair Bolsonaro e do senador Flávio Bolsonaro, é o partido que mais registrou candidatos para as Eleições de 2026. Foram 1.629 registros no total, alta de 0,6% ante a quantidade de nomes lançados em 2022, no último pleito geral.
Na sequência dos partidos que mais lançaram candidatos aparecem MDB (1.392) e Republicanos (1.298). O PT teve uma baixa nos postulantes pela 4ª eleição seguida.

São Paulo, a unidade da Federação mais populosa do país, lidera em número de candidatos. São 2.590 (12,6% do todo), considerando a soma dos que vão tentar ser governador, vice-governador, senador, suplentes de senador, deputado federal e deputado estadual. Os paulistas representam 21,48% do eleitorado do Brasil.
O Rio de Janeiro, que concentra 8,10% dos votantes , terá 2.017 (9,8%) dos candidatos nas Eleições de 2026. Minas Gerais (o 2º maior colégio eleitoral do país) aparece na sequência, com 1.811 postulantes a algum cargo.
A eleição de 2026 terá recorde proporcional de participação de mulheres. Elas são 34,88% de todos os registros. Em números absolutos, serão 7.188 candidatas que se cadastraram para tentar algum cargo.

O percentual cresce de forma constante desde 2010. Naquele ano, só 22,4% das candidaturas eram de mulheres. Em 1994, os registros femininos correspondiam a 7,3% do total.
Na comparação do dado de 2026 com o de 2022, houve uma alta de 1,1 ponto percentual em 4 anos.
Nas eleições para deputado federal, estadual e distrital, partidos e federações precisam respeitar uma cota: no mínimo 30% e no máximo 70% das candidaturas devem ser de cada gênero. O percentual é calculado sobre o número total de candidaturas apresentadas.

Se uma legenda quiser lançar muitos candidatos homens, por exemplo, precisa apresentar mulheres em quantidade suficiente para manter a proporção mínima de 30%. Caso não consiga adequar a lista, a Justiça Eleitoral pode indeferir o registro da chapa proporcional.
A regra está na Lei das Eleições desde 1997, mas foi endurecida em 2009 pelo Congresso. Até aquele ano, a legislação dizia que partidos deveriam “reservar” no mínimo 30% das candidaturas para cada sexo, redação que permitia que vagas destinadas às mulheres permanecessem sem preenchimento. A Lei nº 12.034 substituiu “deverá reservar” por “preencherá” , tornando obrigatório o efetivo cumprimento da proporção.
Apesar disso, em 2010 várias chapas ficaram abaixo dos 30% de registros de mulheres. A Justiça Eleitoral teve que determinar alguns ajustes nos registros até que, em 2014, esse percentual foi finalmente atingido.
São 49,6% os candidatos que se declararam negros na eleição deste ano. Essa categoria é a soma dos que disseram ser pardos (36,0%) e pretos (13,6%).
Os brancos em 2026 serão 48,9% dos candidatos.
A proporção de negros concorrendo a algum cargo estava em alta desde 2014, quando a Justiça Eleitoral começou a registrar esse dado, mas teve uma leve queda agora, como mostra o infográfico a seguir:
Publicado originalmente por Poder360. Leia a matéria completa em https://www.poder360.com.br/poder-eleicoes-2026/eleicao-de-2026-tem-1a-queda-de-candidatos-em-20-anos/.

Na imagem, gráfico mostra o histórico de registros de candidaturas desde 1994, com números em milhares — Foto: Poder360
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