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    El Niño já está em patamar forte e continuará se intensificando, diz agência americana

    O El Niño já está em patamar forte e continuará ganhando intensidade até o final do ano. A afirmação é da Noaa (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica) dos Estados Unidos, que atualizou nesta quinta-feira (13) a sua análise sobre o fenômeno. Leia mais (08/13/2026 - 10h44)

    Folha de S.Paulo
    13 de agosto de 2026 às 13:44
    El Niño já está em patamar forte e continuará se intensificando, diz agência americana
    Área residencial alagada com água de enchente cobrindo ruas e parte das casas. Quatro casas visíveis, algumas com água até o telhado, árvores e vegetação parcialmente submersas. — Foto: Folha de S.Paulo

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    O El Niño já está em patamar forte e continuará ganhando intensidade até o final do ano. A afirmação é da Noaa (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica) dos Estados Unidos, que atualizou nesta quinta-feira (13) a sua análise sobre o fenômeno.

    Casas submersas pelas águas do rio Taquari, que transbordou após fortes chuvas em Encantado (RS); El Niño normalmente causa mais chuvas no sul do Brasil - Gustavo Ghisleni - 22.jul.26/AFP · Gustavo Ghisleni - 22.jul.26/AFP
    Casas submersas pelas águas do rio Taquari, que transbordou após fortes chuvas em Encantado (RS); El Niño normalmente causa mais chuvas no sul do Brasil - Gustavo Ghisleni - 22.jul.26/AFP · Gustavo Ghisleni - 22.jul.26/AFP — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A partir de setembro, a agência climática americana prevê 93% de chance de que o El Niño evolua para a categoria muito forte —o que vem sendo chamado de um super El Niño. A probabilidade de que essas condições perdurem até janeiro é de 90%.

    A última previsão do órgão, do mês passado, era de 81% de chance de um El Niño muito forte entre outubro e dezembro .

    O fenômeno climático, que começou em junho , é caracterizado pelo aquecimento acima da média das águas do oceano Pacífico equatorial —ao contrário da La Niña, que ocorre quando a superfície nesta região está mais fria do que o normal.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Quando a variação acima da média é de 0,5°C a 1°C, o El Niño é classificado como fraco. Na classificação moderada, a anomalia de temperatura fica entre 1°C a 1,5°C e, na forte, vai de 1,5°C a 2°C. O El Niño é classificado como muito forte quando o aquecimento da superfície do Pacífico equatorial fica acima de 2°C.

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    Um El Niño mais forte, porém, não quer dizer que terá consequências necessariamente mais graves. Mas essa classificação aumenta as chances de que os impactos mais característicos do fenômeno ocorram, com tempestades, secas ou ondas de calor mais intensas, a depender da região do planeta.

    Mudanças climáticas poderão levar à predominância de espécies generalistas e não lenhosas nas comunidades de plantas da Caatinga
    Mudanças climáticas poderão levar à predominância de espécies generalistas e não lenhosas nas comunidades de plantas da Caatinga — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    No Brasil, o El Niño tende a provocar seca nas regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste e parte do Sudeste e mais chuvas na região Sul. Assim, com a nova previsão da Noaa aumentam as chances de um verão excepcionalmente quente em grande parte do país.

    Somados, o calor e o tempo seco em grande parte do Brasil também podem resultar em mais incêndios florestais. Por isso, o Ministério do Meio Ambiente e da Mudança Climática conseguiu destravar o repasse de mais de R$ 300 milhões aos órgãos de combate ao fogo. Medidas preventivas também vêm sendo adotadas por gestões estaduais e municipais.

    "O El Niño se intensificou no último mês", afirma a Noaa, uma das maiores autoridades do mundo em clima , meteorologia e ciência oceânica. Segundo o órgão, houve maior formação de nuvens e mais chuvas no Pacífico central e oriental, enquanto a Indonésia, que enfrenta uma forte seca, registrou menos precipitação do que o habitual.

    A agência estima que o El Niño deste ano pode ser um dos mais intensos desde o início de seus registros, em 1950, e deve durar, ao menos, até o início do outono, em abril do próximo ano.

    O El Niño é um acontecimento natural e acontece periodicamente. Agora, no entanto, ocorre em um mundo alterado pela crise climática , o que pode amplificar seus impactos.

    O fenômeno tem relação com os ventos alísios, que usualmente empurram águas quentes em direção à Ásia. Em alguns anos, porém, esses ventos se enfraquecem, mudando padrões de chuva e do ciclo de nutrientes no oceano —esses são os anos de El Niño.

    Atualmente, segundo a última atualização da Noaa, a temperatura na principal região usada para aferir o fenômeno (chamada de Niño-3.4) está 1,4°C acima da média —ou seja, dentro da categoria "forte".

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/ambiente/2026/08/el-nino-ja-esta-em-patamar-forte-e-continuara-se-intensificando-diz-agencia-americana.shtml.

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    Casas submersas pelas águas do rio Taquari, que transbordou após fortes chuvas em Encantado (RS); El Niño normalmente causa mais chuvas no sul do Brasil - Gustavo Ghisleni - 22.jul.26/AFP · Gustavo Ghisleni - 22.jul.26/AFP — Foto: Folha de S.Paulo

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