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    Egressos de faculdades particulares relatam aumento de renda e ascensão social familiar

    Quatro em cada dez egressos (42,4%) de universidades e faculdades privadas são a primeira pessoa da família a conseguir o diploma. O dado do setor consta na Pesquisa de Empregabilidade 2026, realizada pelo Semesp (Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior no Estado de São Paulo ) , entidade que representa empresas privadas de ensino superior do país. Isso representa, segundo o estudo, multiplicação da renda. Leia mais (10/08/2026 - 07h00)

    Folha de S.Paulo
    8 de outubro de 2026 às 10:00
    Egressos de faculdades particulares relatam aumento de renda e ascensão social familiar
    Mulher de cabelos longos e castanhos segura microfone em ambiente interno. Ao fundo, painel com logos do Lisbon Public Law Research Centre e Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. — Foto: Folha de S.Paulo

    Editado por Alex Sabino (interino), espaço cobre os bastidores da economia e de negócios. Com Luana Franzão e Maria Clara Guilherme

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    Lúcia Teixeira, presidente do Semesp, entidade que reúne universidades particulares - Divulgação/Unisanta · Divulgação/Unisanta
    Lúcia Teixeira, presidente do Semesp, entidade que reúne universidades particulares - Divulgação/Unisanta · Divulgação/Unisanta — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

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    Quatro em cada dez egressos (42,4%) de universidades e faculdades privadas são a primeira pessoa da família a conseguir o diploma. O dado do setor consta na Pesquisa de Empregabilidade 2026, realizada pelo Semesp (Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior no Estado de São Paulo ) , entidade que representa empresas privadas de ensino superior do país. Isso representa, segundo o estudo, multiplicação da renda.

    Entre esses formados que ganhavam até R$ 1.000 por mês antes de concluir o curso, 91,8% passaram para uma faixa de renda superior depois da formatura.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Para as instituições privadas, esses números servem para medir o retorno financeiro do investimento feito pelo aluno e mostram que o produto vendido pelas universidades particulares se converte em aumento de renda.

    "A conclusão é que o ensino superior é uma ferramenta de combate à desigualdade. Anos a mais de estudo estão associados ao aumento da renda do estudante, o que permite quebrar o ciclo da pobreza familiar. Comprova o papel da educação como a principal forma de mobilidade social do país", afirma Lúcia Teixeira, presidente do Semesp e da Unisanta (Universidade Santa Cecília) .

    A pesquisa foi realizada entre 8 de julho e 23 de agosto deste ano, por meio de questionários. Foram ouvidos 4.106 egressos de 200 instituições privadas e 134 cursos.

    Na divisão por cor ou raça, 51,6% dos pretos são a primeira pessoa da família a concluir o ensino superior. Entre os brancos, o índice é de 37,8%.

    A pesquisa registra associação entre escolaridade e rendimento. A renda média é de R$ 4.630 entre graduados, R$ 6.684 entre quem concluiu pós-graduação lato sensu e R$ 9.262 entre mestres, doutores e pós-doutores.

    A renda de quem tem lato sensu supera em 44,3% a dos graduados, e a de quem tem stricto sensu equivale a praticamente o dobro. Para as instituições, os valores delimitam o mercado de educação continuada: cada nível cursado depois da graduação aparece junto de aumento no rendimento do egresso.

    "A pesquisa mostra o diploma como uma ferramenta real de transformação da trajetória de vida de famílias inteiras", completa Lúcia Teixeira.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/colunas/painelsa/2026/10/egressos-de-faculdades-particulares-relatam-aumento-de-renda-e-ascensao-social-familiar.shtml.

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    Lúcia Teixeira, presidente do Semesp, entidade que reúne universidades particulares - Divulgação/Unisanta · Divulgação/Unisanta — Foto: Folha de S.Paulo

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