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    Eficiência operacional como motor imediato da descarbonização no transporte

    Em artigo à CNN Infra, Rebeca Ludovico explica como eficiência operacional assumiu o protagonismo na agenda de descarbonização do transporte rodoviário

    CNN Brasil
    31 de agosto de 2026 às 18:20
    Eficiência operacional como motor imediato da descarbonização no transporte
    Foto: CNN Brasil

    Durante anos, a transição energética no setor logístico e de transportes foi tratada como uma equação dependente quase exclusivamente da substituição de frotas. A conta parecia simples, ainda que complexa na prática. Para reduzir emissões de carbono, era preciso trocar o diesel por combustíveis alternativos ou acelerar a eletrização dos veículos. Trata-se, sem dúvida, de um passo inevitável e estratégico para o longo prazo.

    O problema é que a urgência climática e as exigências do mercado não esperam pelo tempo de depreciação e renovação dos ativos.

    O que vemos hoje é uma mudança profunda de perspectiva já que a eficiência operacional assumiu o protagonismo na agenda de descarbonização do transporte rodoviário de cargas.

    Movimentação de passageiros na rodoviária do Rio • Tomaz Silva/Agência Brasil - 30.dez.2022 · • Tomaz Silva/Agência Brasil - 30.dez.2022
    Movimentação de passageiros na rodoviária do Rio • Tomaz Silva/Agência Brasil - 30.dez.2022 · • Tomaz Silva/Agência Brasil - 30.dez.2022 — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Essa transformação não ocorre por acaso. Ela é impulsionada por uma nova dinâmica entre transportadores e embarcadores. A sustentabilidade deixou de ser um tópico acessório nos relatórios ESG ou um compromisso institucional para se tornar critério objetivo de contratação e renovação de contratos. Os embarcadores querem, e precisam, mensurar o impacto ambiental de toda a sua cadeia de suprimentos, o chamado Escopo 3.

    Com isso, a cobrança por metas claras de redução de carbono bateu à porta das transportadoras de forma imediata. E a resposta mais ágil para essa demanda não está na garagem aguardando a chegada de caminhões de nova geração, mas na tecnologia já aplicada à gestão das operações atuais.

    Reduzir emissões sem depender exclusivamente da troca de frota não é apenas possível; é a decisão mais inteligente no curto prazo. Quando uma operação passa a ser verdadeiramente guiada por dados, a identificação de ineficiências torna-se instantânea.

    Ferramentas avançadas de telemetria e inteligência de dados revelam uma camada invisível de desperdício: o tempo excessivo de motor em marcha lenta, comportamentos de condução que elevam o consumo de combustível, rotas mal otimizadas e ativos subutilizados ou ociosos.

    Corrigir esses desvios operacionais gera um impacto duplo e imediato: reduz custos diretos com combustível e diminui na mesma proporção a pegada de carbono por tonelada transportada.

    A transição energética do setor de transporte não será resolvida por uma bala de prata nem por uma única tecnologia. Ela será fruto de uma construção gradual e de múltiplas soluções combinadas.

    Enquanto os investimentos em novos veículos e matrizes energéticas limpas avançam no ritmo de médio e longo prazo que o capital exige, a digitalização das operações entrega ganhos reais no presente. A eficiência operacional guiada por dados provou que sustentabilidade e produtividade não são agendas concorrentes, mas a mesma página de um setor que precisa rodar melhor para rodar mais limpo.

    Rebeca Ludovico é d iretora de v endas da Platform Scienc e*

    Publicado originalmente por CNN Brasil. Leia a matéria completa em https://www.cnnbrasil.com.br/infra/eficiencia-operacional-como-motor-imediato-da-descarbonizacao-no-transporte/.

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    Movimentação de passageiros na rodoviária do Rio • Tomaz Silva/Agência Brasil - 30.dez.2022 · • Tomaz Silva/Agência Brasil - 30.dez.2022 — Foto: CNN Brasil

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