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    Efeito eleição leva B3 a ranking de melhores ações de dividendos; veja lista

    B3 Bovespa Bolsa de Valores de São Paulo (Germano Lüders/InfoMoney) " data-image-caption=" B3 Bovespa Bolsa de Valores de São Paulo (Foto: Ilustração de Germano Lüders/InfoMoney) " data-large-file="https://www.infomoney.com.br/wp-content/uploads/2021/11/DSC_2817.jpg?fit=1280%2C853&quality=70&strip=all" />Petrobras divide a liderança com Allos e Itaú, e a operadora da bolsa aparece entre as sete mais indicadas pelas dez casas consultadas The post Efeito eleição leva B3 a ranking de melhores ações de dividendos; veja lista appeared first on InfoMoney .

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    5 de outubro de 2026 às 10:00
    Efeito eleição leva B3 a ranking de melhores ações de dividendos; veja lista
    Foto: InfoMoney

    B3 Bovespa Bolsa de Valores de São Paulo (Germano Lüders/InfoMoney)

    B3 Bovespa Bolsa de Valores de São Paulo (Foto: Ilustração de Germano Lüders/InfoMoney)

    Montadas às vésperas do primeiro turno, as carteiras de dividendos de outubro trouxeram a B3 para a lista das sete ações mais recomendadas pelas dez casas consultadas pelo InfoMoney . A operadora da bolsa aparece em quatro carteiras, duas delas com inclusão neste mês, e a escolha se apoia em duas expectativas: a de que a volatilidade em torno da eleição e uma eventual mudança de rumo na política econômica elevem os volumes negociados, e a de que a queda dos juros sustente a retomada do mercado de capitais.

    B3 Bovespa Bolsa de Valores de São Paulo (Germano Lüders/InfoMoney)
    B3 Bovespa Bolsa de Valores de São Paulo (Germano Lüders/InfoMoney) — Foto: InfoMoney · Fonte: InfoMoney

    Essa expectativa ganhou força depois do primeiro turno, em que Flávio Bolsonaro (PL) terminou à frente de Lula (PT), por 47,03% a 45,16% dos votos válidos , contrariando a maior parte das pesquisas. Especialistas passaram a prever alta da bolsa, valorização do real e queda dos juros , sobretudo nos vencimentos longos, até o segundo turno, marcado para 25 de outubro.

    No topo do ranking de dividendos, Petrobras, Allos e Itaú Unibanco dividem a liderança, com seis indicações cada. Os seis nomes que lideraram em setembro continuam na lista, mas com indicações mais distribuídas: a Petrobras, que tinha oito, perde a liderança isolada, e a Axia cai de sete para cinco.

    O Itaú BBA, que também levou a Petrobras para a carteira de ações neste mês, destaca o crescimento da produção no pré-sal, as margens de refino favorecidas pelos preços elevados do petróleo e dos derivados e a capacidade de geração de caixa, que sustenta a perspectiva de dividendos. A XP aumentou o peso da ação para ampliar a exposição a óleo e gás, com retorno em fluxo de caixa ao acionista estimado em cerca de 12% em 2027, considerando o Brent a US$ 75 por barril.

    O Santander elevou a recomendação para compra e revisou o preço-alvo de R$ 35 para R$ 60, com a avaliação de que o preço ainda não reflete o potencial de alta da produção. Uma das casas avalia que o debate eleitoral deve girar em torno do valuation da companhia, já que produção, investimentos e política de preços tendem a permanecer estáveis, e projeta dividend yield de cerca de 11%.

    O Santander destaca o resultado do segundo trimestre acima do esperado, com inadimplência líquida de 1,4%, melhora de 0,45 ponto percentual em um ano. A Ágora cita a distribuição mensal de proventos e a parceria com a Kinea para estruturar um fundo imobiliário, que pode criar novas receitas recorrentes.

    As casas tratam a administradora de shoppings como uma das teses mais defensivas do setor imobiliário listado. Mesmo com juros elevados e famílias endividadas pressionando o varejo, a companhia mantém vacância baixa e alavancagem próxima de duas vezes o Ebitda, sem comprometer a remuneração aos acionistas. Na carteira do Itaú BBA, a Allos tem dividend yield projetado de 10,8% para 2026.

    O BTG Pactual considera o Itaú bem posicionado para qualquer resultado eleitoral e o mantém como o banco de grande porte preferido, pela qualidade dos ativos e pela gestão de risco. O crescimento de receita mais fraco no curto prazo é visto como consequência de uma postura conservadora, que prepara o banco para um ciclo de crédito mais difícil em 2027.

    O Santander colocou o Itaú como principal escolha no setor de bancos, com preço-alvo de R$ 51 para 2027. O Andbank destaca o lucro de R$ 12,4 bilhões e o retorno sobre o patrimônio de 24,5% no segundo trimestre, com inadimplência estável.

    O Andbank destaca a nova recompra de R$ 3,7 bilhões em ações, que eleva o programa de 2026 para R$ 7,7 bilhões, e a XP mantém a Axia como uma das maiores posições da carteira. Com visão positiva para os preços de energia e alavancagem em queda, uma das casas projeta dividend yield médio de 10% entre 2027 e 2029.

    A queda de sete para cinco indicações vem em parte do Itaú BBA, que trocou a Axia pela B3 em outubro em busca de exposição a uma eventual recuperação do mercado de capitais.

    O Andbank lembra que o Ebitda ajustado do segundo trimestre cresceu 21% na comparação anual, acima das expectativas, puxado pela distribuição. O Santander cita o valuation em relação aos pares, a exposição ao segmento de transmissão e a reestruturação societária esperada, que deve permitir melhor aproveitamento de créditos fiscais.

    As casas também apontam a migração para o Novo Mercado, a nova política de dividendos e uma revisão tarifária mais favorável do que o mercado projetava. O principal risco citado é o aumento das restrições de geração, que afeta os parques eólicos da companhia.

    A mineradora caiu cerca de 10% em setembro, segundo o Itaú BBA, com a preocupação do mercado sobre o impacto do frete mais caro nos próximos balanços. A XP reduziu o peso da ação na carteira, por avaliar que o desconto em relação aos pares diminuiu e que custos e investimentos pressionam o caixa no curto prazo, mas segue construtiva no longo prazo com a agenda de cobre.

    As casas que mantêm a Vale citam a disciplina na alocação de capital e uma tese cada vez menos dependente do minério de ferro, e uma delas aponta contratos de longo prazo, navios dedicados e escala como proteção contra o frete.

    A operadora da bolsa entrou neste mês nas carteiras do BTG Pactual e do Itaú BBA e ganhou peso na da XP. O BTG Pactual vê a B3 como uma companhia de alta qualidade e forte alavancagem operacional: no segundo trimestre, o volume médio diário de ações cresceu 21% e as receitas recorrentes, 17%, o que reforça a diversificação para além da negociação. Para o banco, a ação oferece dividend yield esperado acima de 8% para 2027.

    A XP aposta que juros mais baixos e a volatilidade eleitoral devem impulsionar os volumes e, com o controle de custos, sustentar o lucro e a remuneração aos acionistas. O Itaú BBA busca exposição a uma eventual recuperação da atividade a partir do quarto trimestre e projeta dividend yield de cerca de 6% em 2027.

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    Publicado originalmente por InfoMoney. Leia a matéria completa em https://www.infomoney.com.br/onde-investir/efeito-eleicao-leva-b3-a-ranking-de-melhores-acoes-de-dividendos-veja-lista/.

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