Eduardo diz que “nação celebrará” eventual sanção dos EUA a ministros
Filho de Bolsonaro, ex-deputado rebate fala de Flávio Dino, do STF, e diz que "punição internacional de criminosos não ofende a soberania nacional"

Filho de Bolsonaro, ex-deputado rebate fala de Flávio Dino, do STF, e diz que “punição internacional de criminosos não ofende a soberania nacional”
O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou nesta 3ª feira (15.set.2026) que a “nação celebrará” eventuais sanções dos Estados Unidos a ministros do Supremo Tribunal Federal. A declaração foi uma resposta ao ministro Flávio Dino, que criticou durante sessão da Corte a possibilidade de novas punições norte-americanas.
“A punição internacional de criminosos não ofende a soberania nacional, muito menos nossa Constituição” , escreveu Eduardo em seu perfil no X.

O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) também acusou integrantes do Supremo de terem “sequestrado” a Corte.
“ A única coisa ilegítima, Dino, é o sequestro do tribunal constitucional por indivíduos que integram uma organização criminosa que, agora, usam dos poderes totalitários que conseguiram para tentarem proteger seus comparsas” , declarou.
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Eduardo completou: “Quando vocês forem justamente punidos, a nação celebrará, porque todos conhecem seus crimes”.
A publicação foi feita depois de Dino comentar, durante o julgamento que analisa se deve ser aberta uma investigação contra Alexandre de Moraes por sua relação com Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, notícias sobre a possibilidade de novas sanções dos Estados Unidos a integrantes do Supremo.
Dino classificou uma eventual medida como uma pressão “ilegítima” sobre a Corte e afirmou que o STF é o tribunal de um país soberano.

“Esse é um tribunal supremo de um país soberano e, portanto, esse ambiente de pressão ilegítima deve constituir alvo da indignação não do tribunal, mas de todo brasileiro” , disse.
O ministro afirmou ainda que uma eventual pressão externa não interferiria em sua atuação.
“Não me impressiono e tenho certeza que o tribunal não se impressiona” , declarou.

Em um ineditismo na história do Supremo, os ministros iniciaram na manhã desta 3ª (15.set.2026) o julgamento sobre o relatório da Polícia Federal que indica uma relação de um integrante da Corte, o ministro Alexandre de Moraes, com Daniel Vorcaro, investigado como líder da maior fraude ao Sistema Financeiro Nacional.
O caso teve início em 1º de setembro , quando o relator das investigações, ministro André Mendonça, tornou público um relatório que identifica uma interlocução entre Vorcaro e Moraes. O documento afirma que Vorcaro pediu uma interferência do magistrado nas investigações antes de sua prisão, em 17 de novembro de 2025.
O relatório indicou contratos milionários entre o Banco Master e o escritório de advocacia da mulher do ministro, Viviane Barci de Moraes.

Antes que fosse autorizado o andamento das investigações, o ministro André Mendonça remeteu o caso ao plenário do STF. Agora, os ministros analisam se a PF poderá ou não prosseguir com as apurações.
Em manifestação em 1º de setembro, a Procuradoria Geral da República afirmou que o procedimento da PF foi inválido por duas razões:
Por sua atuação no inquérito, Mendonça é alvo de pedido do ministro Alexandre de Moraes para investigá-lo por abuso de autoridades e improbidade administrativa. O procedimento foi instaurado inicialmente no inquérito das fake news , mas o presidente do Tribunal, ministro Edson Fachin, avocou a relatoria do caso.
O contra-ataque processual de Moraes se baseia em um relatório de inteligência da PF contra Mendonça. O documento interno e sem valor probatório indica que o ministro teria direcionado as investigações do Master contra Moraes.
A validade do documento culminou em uma guerra de liminares para afastar o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. Por decisão de Fachin, Rodrigues se mantém na chefia da corporação até que haja uma análise mais aprofundada sobre o tema.
O presidente do STF também marcou o julgamento separado do caso para 23 de setembro .
Publicado originalmente por Poder360. Leia a matéria completa em https://www.poder360.com.br/poder-justica/eduardo-diz-que-nacao-celebrara-eventual-sancao-dos-eua-a-ministros/.

Eduardo Bolsonaro afirmou que eventuais sanções dos EUA a ministros do STF não violariam a soberania nacional e disse que a “nação celebrará” as punições — Foto: Poder360
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