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    Ed Sheeran admite ter cometido 'erros' no primeiro show desde a polêmica com rapper Macklemore

    Ed Sheeran pediu desculpas aos fãs por cometer "erros" ao iniciar seu primeiro show desde que Macklemore foi retirado de sua turnê por fazer declarações pró-Palestina no palco. Leia mais (09/20/2026 - 16h37)

    Folha de S.Paulo
    20 de setembro de 2026 às 19:37
    Ed Sheeran admite ter cometido 'erros' no primeiro show desde a polêmica com rapper Macklemore
    Foto: Folha de S.Paulo

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    Ed Sheeran pediu desculpas aos fãs por cometer "erros" ao iniciar seu primeiro show desde que Macklemore foi retirado de sua turnê por fazer declarações pró-Palestina no palco.

    Ed Sheeran admite ter cometido 'erros' no primeiro show desde a polêmica com rapper Macklemore - Getty Images · Getty Images
    Ed Sheeran admite ter cometido 'erros' no primeiro show desde a polêmica com rapper Macklemore - Getty Images · Getty Images — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O cantor iniciou seu show na Filadélfia abordando a polêmica que desde então envolveu a turnê e levou todos os seus artistas de abertura a desistirem.

    "Eu nunca quis ser um músico ativista, mas isso me colocou no meio de um importante e apaixonado debate sobre liberdade de expressão e a questão política mais complexa do planeta", disse Sheeran.

    Ele descreveu os ataques liderados pelo Hamas em 7 de outubro de 2023 como "horríveis" e chamou a situação em Gaza de "injustificável".

    Conheça as dez músicas mais tocadas de todos os tempos do Spotify
    Conheça as dez músicas mais tocadas de todos os tempos do Spotify — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O cantor disse que a decisão de retirar Macklemore foi tomada por seus promotores, não por ele. A polêmica fez os preços dos ingressos caírem e as vendas diminuírem para a etapa restante nos EUA de sua Loop Tour.

    Sheeran disse ao público que, embora estivesse acostumado a enfrentar críticas por sua música, "nesta semana, as críticas foram sobre algo muito mais importante, e tive de tomar e estou tomando decisões difíceis —e estou cometendo erros— e sinto muito, muito mesmo".

    Ele disse que queria "abordar a questão de qual é minha posição na situação em Israel e na Palestina , e se o fato de eu fazer este show aqui esta noite implica qual é minha posição".

    Macklemore com lenço símbolo do apoio à Palestina no pescoço - Getty Images · Getty Images
    Macklemore com lenço símbolo do apoio à Palestina no pescoço - Getty Images · Getty Images — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    "Eu tentei, na minha carreira, não ser um comentarista político de nenhum tipo, porque quero que minha música e meus shows sejam sobre união, não divisão", continuou. "Mas esta é uma questão humanitária, e não posso mais esconder o que sinto a respeito."

    Sheeran disse que o que aconteceu em Israel em 7 de outubro foi "horrível e agravou séculos de dor judaica", e que o que estava acontecendo em Gaza era "catastrófico, injustificável e desproporcional".

    "Meu coração foi partido pela escala da devastação e da perda de vidas civis, de vidas de crianças, e essa injustiça sistêmica que estamos vendo se desenrolar na Cisjordânia não pode ser ignorada."

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    Ele disse que estava descobrindo como contribuir de uma forma que ajudasse "as vítimas destes tempos terríveis —e ouvindo e aprendendo, porque não sei o suficiente".

    O cantor britânico se emocionou ao dizer ao público que seu show "continua sendo um lugar onde todos são bem-vindos, e todos aqui podem ficar ao lado de pessoas que têm opiniões divergentes".

    Ele disse que não sabia "se esta turnê continuaria" e "se eu sequer queria ser um artista", mas que havia voltado ao palco porque estava comprometido com seus fãs.

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    Sheeran também disse estar "profundamente preocupado" com a ideia de que casas de espetáculos "pré-aprovassem" conteúdo ou artistas, o que foi recebido com aplausos do público.

    As datas restantes de sua turnê estão programadas com shows em toda a América do Norte e do Sul. Embora a turnê anterior da megaestrela tenha sido uma das mais lucrativas de todos os tempos, alguns ingressos para este show caíram para US$ 32 (R$ 164).

    Alguns fãs relataram que conseguiram reembolso dos ingressos, embora a Ticketmaster e a promotora de shows Messina Touring Group não tenham confirmado que os valores estavam sendo reembolsados.

    Estante de madeira escura com uma prateleira contendo 22 livros alinhados, com lombadas coloridas em tons de amarelo, vermelho, azul, verde, preto e branco. Os livros estão organizados principalmente na vertical, exceto cinco empilhados hor
    Estante de madeira escura com uma prateleira contendo 22 livros alinhados, com lombadas coloridas em tons de amarelo, vermelho, azul, verde, preto e branco. Os livros estão organizados principalmente na vertical, exceto cinco empilhados hor — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Alguns manifestantes agitaram bandeiras do lado de fora do local, mas o show prosseguiu em grande parte sem impedimentos.

    Um manifestante que se identificou como Cooper disse que compareceu "para apoiar a luta do povo palestino".

    "Precisamos de mais pessoas como Macklemore e outros artistas que têm uma voz, que têm uma plataforma pública, capazes de falar em nome do povo palestino e de sua luta pela libertação, especialmente nos Estados Unidos", disse ele.

    Entre os poucos portadores de ingressos que pararam para falar com a BBC antes do show, havia um sentimento de determinação de aproveitar uma noite de música e, ao mesmo tempo, apoiar a liberdade de expressão.

    Ao reagir às declarações de Sheeran quando deixavam o local, um fã disse que ele "abordou os dois lados de forma adequada, e acho que todos saem felizes", enquanto outro chamou seu discurso de "muito sincero, e acho que era isso que as pessoas queriam ouvir: sinceridade".

    A polêmica começou no início de setembro, quando Macklemore apresentou uma música dedicada a manifestantes pró-Palestina e se referiu ao número de mortos em Gaza como um genocídio, alegação que Israel rejeita. O rapper também disse que críticas a Israel não tinham a intenção de criticar "meus irmãos e irmãs judeus".

    A Messina Touring Group disse que Macklemore foi retirado porque alguns locais - como o Gillette Stadium, em Boston, Massachusetts - se recusariam a permitir que os shows fossem realizados caso ele se apresentasse.

    O bilionário Robert Kraft, proprietário do Gillette Stadium e do time de futebol americano New England Patriots, confirmou que havia proibido Macklemore de se apresentar nos próximos shows do cantor britânico.

    Kraft, que é judeu, acusou o rapper americano de discurso de ódio e disse que ele estava "compartilhando apenas informações seletivas e ignorando as ações do Hamas".

    Enquanto isso, artistas de abertura, incluindo o cantor e compositor irlandês Aaron Rowe e o músico dinamarquês Lukas Graham e sua banda de apoio Beoga, deixaram a turnê em solidariedade a Macklemore.

    Os artistas argumentaram que sua retirada representava um efeito inibidor sobre a liberdade de expressão.

    Usamos inteligência artificial para traduzir esta reportagem, originalmente escrita em inglês.

    O texto foi revisado por um jornalista da BBC antes da publicação. Saiba mais aqui sobre como a BBC está usando a inteligência artificial.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2026/09/ed-sheeran-admite-ter-cometido-erros-no-primeiro-show-desde-a-polemica-com-rapper-macklemore.shtml.

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