Ed Motta volta a cantar em português, mas sem seguir à risca o manual pop na arquitetura sólida do álbum 'Toc-Toc'
Ed Motta usa synth bass e programações de bateria eletrônica no álbum 'Toc-Toc', primeiro disco em português do artista em 13 anos Jorge Bispo / Divulgação ♫ CRÍTICA DE ÁLBUM Título: Toc-Toc Artista: Ed Motta Cotação: ★ ★ ★ 1/2 ♬ “Toc-Toc” – o álbum em português lançado por Ed Motta na sexta-feira, 25 de setembro – não deve ser entendido como se o disco fosse “As terceiras intenções do manual prático para festas, bailes e afins”, espécie de volume 3 do álbum de 1997 que abriu uma janela pop na discografia do artista com hits como “Fora da lei”, composto por Ed com Rita Lee (1947 – 2023). Em “T
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Ed Motta usa synth bass e programações de bateria eletrônica no álbum 'Toc-Toc', primeiro disco em português do artista em 13 anos — Foto: Jorge Bispo / Divulgação
♬ “Toc-Toc” – o álbum em português lançado por Ed Motta na sexta-feira, 25 de setembro – não deve ser entendido como se o disco fosse “As terceiras intenções do manual prático para festas, bailes e afins”, espécie de volume 3 do álbum de 1997 que abriu uma janela pop na discografia do artista com hits como “Fora da lei”, composto por Ed com Rita Lee (1947 – 2023).
Em “Toc-Toc”, 15º quinto álbum de estúdio do cantor, compositor e músico carioca, Ed Motta volta a cantar em português após 13 anos – e após três álbuns em inglês, dirigidos mais ao público europeu do que ao brasileiro – e se permite o uso imoderado de synth bass e/ou bateria eletrônica nas 11 faixas do disco.

A questão é que Manuel foi definitivamente pro céu e a Colombina já saiu do baile . Gravado e arranjado com produção musical orquestrada pelo próprio Ed Motta com Michel Limma, também coprodutor do requintado álbum anterior do cantor, “Behind the tea chronicles” (2023), “Toc-Toc” soa, sim, mais acessível ao chamado grande público por conta da retomada do idioma natal do artista. Mas somente até um certo ponto.
É que, embora a sonoridade tenha resultado menos intrincada do que a dos discos em inglês do cantor, como “Perpetual gateways” (2016), álbum em que Ed cruzou de forma majestosa a ponte que liga o soul ao jazz, “Toc-Toc” se recusa a acenar para o pop fácil, extremamente fácil, tão ao gosto do mercado. Sob esse prisma, o já longínquo “Piquenique” reunia acepipes um pouco mais digeríveis.
Publicado originalmente por G1. Leia a matéria completa em https://g1.globo.com/pop-arte/musica/blog/mauro-ferreira/post/2026/09/28/ed-motta-volta-a-cantar-em-portugues-mas-sem-seguir-a-risca-o-manual-pop-na-arquitetura-solida-do-album-toc-toc.ghtml.

Agora no g1 — Foto: G1
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