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    Economistas reduzem previsão de déficit do governo em 2026 e 2027

    Economistas consultados pelo Ministério da Fazenda melhoraram significativamente suas projeções para o déficit primário do governo central em 2026 e 2027, embora prevejam uma dívida pública mais alta nos dois anos, mostrou o relatório Prisma divulgado nesta terça-feira (15). Leia mais (09/15/2026 - 18h25)

    Folha de S.Paulo
    15 de setembro de 2026 às 21:25
    Economistas reduzem previsão de déficit do governo em 2026 e 2027
    A imagem mostra uma grande quantidade de moedas empilhadas, com a parte central prateada e a borda dourada. As moedas estão dispostas de forma desordenada, refletindo a luz. O fundo é escuro, destacando as moedas. — Foto: Folha de S.Paulo

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    Economistas consultados pelo Ministério da Fazenda melhoraram significativamente suas projeções para o déficit primário do governo central em 2026 e 2027, embora prevejam uma dívida pública mais alta nos dois anos, mostrou o relatório Prisma divulgado nesta terça-feira (15).

    Expectativa de déficit para 2027 cai de R$ 55 bilhões para R$ 45,4 bilhões - Bruno Domingos/Reuters · Bruno Domingos/Reuters
    Expectativa de déficit para 2027 cai de R$ 55 bilhões para R$ 45,4 bilhões - Bruno Domingos/Reuters · Bruno Domingos/Reuters — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A mediana das expectativas para o déficit primário em 2026 passou para R$ 52,271 bilhões no relatório de setembro, de R$ 59,145 bilhões em agosto. Para 2027, a previsão é de déficit de R$ 45,350 bilhões, rombo menor que a estimativa anterior de R$ 55 bilhões.

    O governo tem como meta alcançar um superávit de 0,25% do PIB (Produto Interno Bruto) em 2026 (R$ 34,3 bilhões) e de 0,5% em 2027 (R$ 73,2 bilhões), mas há despesas que não são consideradas para efeitos da meta, que conta ainda com uma margem de tolerância de 0,25 ponto percentual do PIB.

    O Prisma estimou que a dívida bruta do governo ficará em 83,2% do PIB em 2026, contra previsão de 83% apontada em agosto. Para 2027, a expectativa é que o indicador salte para 87% do PIB, acima dos 86,7% estimados no mês anterior.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A equipe econômica do governo tem argumentado que o endividamento segue elevado apesar de uma melhora em resultados primários ao longo dos anos por conta do nível alto da taxa básica Selic , que eleva o gasto com juros da dívida pública.

    A Selic está atualmente em 14% ao ano após quatro cortes consecutivos de 0,25 ponto percentual, mas o Banco Central não indicou o que fará com os juros básicos na próxima reunião, que ocorre nesta terça-feira (14) e na quarta-feira (15).

    Do lado da arrecadação, a expectativa mediana da receita líquida do governo para este ano apontada no Prisma subiu para R$ 2,581 trilhões, de R$ 2,574 trilhões no levantamento anterior. Para 2027, a projeção é de R$ 2,750 trilhões, contra R$ 2,732 trilhões no levantamento anterior.

     Programar investimentos é estratégia psicológica e traz mais disciplina financeira
    Programar investimentos é estratégia psicológica e traz mais disciplina financeira — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Na frente dos gastos, houve leve alta na previsão para as despesas do governo central neste ano, a R$ 2,625 trilhões, de R$ 2,624 trilhões anteriormente. No caso de 2027, a projeção das despesas é de R$ 2,792 trilhões, acima dos R$ 2,787 trilhões apontados um mês antes.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/09/economistas-reduzem-previsao-de-deficit-do-governo-em-2026-e-2027.shtml.

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