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    Economia dos EUA corta inesperadamente 23 mil postos de trabalho em julho

    A economia dos Estados Unidos eliminou 23 mil postos de trabalho em julho, no mais recente sinal de arrefecimento do mercado de trabalho , levando operadores a reduzir as apostas em aumentos das taxas de juros pelo Fed (Federal Reserve, o banco central dos EUA). Leia mais (08/07/2026 - 10h00)

    Folha de S.Paulo
    7 de agosto de 2026 às 13:00
    Economia dos EUA corta inesperadamente 23 mil postos de trabalho em julho
    Pessoas olhando panfletos sobre vagas de emprego em feira em Los Angeles - Patrick T. Fallon - 29.jul.26/AFP · Patrick T. Fallon - 29.jul.26/AFP — Foto: Folha de S.Paulo

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    A economia dos Estados Unidos eliminou 23 mil postos de trabalho em julho, no mais recente sinal de arrefecimento do mercado de trabalho , levando operadores a reduzir as apostas em aumentos das taxas de juros pelo Fed (Federal Reserve, o banco central dos EUA).

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O balanço divulgado nesta sexta-feira (7) pelo Bureau of Labor Statistics ficou abaixo dos 20 mil empregos criados em junho, número revisado para baixo, e muito aquém do forte crescimento observado no início do ano. Economistas consultados pela Bloomberg previam a criação de 80 mil vagas.

    Os números de contratações de maio e junho foram revisados para baixo em um total combinado de 103 mil, para 63 mil e 20 mil, respectivamente. Embora o emprego tenha continuado a crescer no setor de saúde, houve perda de vagas nos setores de educação, varejo e serviços financeiros.

    Ainda assim, a taxa de desemprego caiu de 4,2% em junho para 4,1%, o menor nível desde junho do ano passado. A taxa de participação na força de trabalho recuou para o nível mais baixo desde 2021.

    Ilustração para Economia - Governo vai implantar sistema de chamadas verificadas contra fraudes telefônicas - Ferramenta será capaz de indicar se ligação partiu ou não de origem confiável
    Ilustração para Economia - Governo vai implantar sistema de chamadas verificadas contra fraudes telefônicas - Ferramenta será capaz de indicar se ligação partiu ou não de origem confiável — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    "De modo geral, os números são decepcionantes", disse Bernd Weidensteiner, economista sênior do Commerzbank, que descreveu o relatório como um "banho de água fria".

    Os dados de emprego foram divulgados em um momento de preocupação dos mercados com a capacidade do banco central dos EUA de controlar a inflação, o que aumenta a pressão sobre as autoridades para elevar os custos dos empréstimos.

    No entanto, os rendimentos dos títulos do Tesouro e o dólar caíram nesta sexta, já que os números fracos do emprego levaram os operadores a reduzir as apostas em uma alta dos juros pelo Fed em setembro . O rendimento dos títulos de dois anos, que acompanha as expectativas para os juros, caiu 0,09 ponto percentual, para 4,16%, seu menor nível desde meados de julho.

    Os mercados agora precificam uma probabilidade de cerca de 40% de um aumento de 0,25 ponto percentual no próximo mês, ante quase 60% antes da divulgação dos dados de emprego.

    Eric Winograd, diretor de economia de mercados desenvolvidos da AllianceBernstein, afirmou que, embora os dados não descartem aumentos dos juros pelo Fed, eles "certamente enfraquecem os argumentos" a favor dessas elevações.

    Analistas disseram, porém, que os dados de inflação de julho, a serem divulgados na próxima semana, terão mais influência sobre as avaliações das autoridades monetárias do que os números do emprego.

    "Se os próximos dados de inflação vierem fortes, a pressão voltará imediatamente" sobre o Fed, disse Jonathan Cohn, chefe de estratégia da mesa de juros dos EUA no Nomura. "A inflação é, neste momento, o lado mais importante do duplo mandato."

    Os rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA com vencimento em 30 anos dispararam na semana passada , depois que o presidente do Fed, Kevin Warsh, deu poucas indicações sobre como o banco central conteria as pressões sobre os preços decorrentes da guerra no Oriente Médio.

    Pessoas próximas a Warsh indicaram que ele manterá seu estilo de comunicação mais enxuto quando o Fed se reunir no próximo mês, apesar da liquidação de títulos do Tesouro.

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    O crescimento do emprego nos EUA nos primeiros meses de 2026 parecia ter se recuperado após um 2025 sem brilho, mas as contratações se deterioraram à medida que o ano avançou. Analistas apontam para uma estagnação marcada por "poucas contratações e poucas demissões" no mercado de trabalho, enquanto a movimentação de profissionais entre empregadores permanece baixa.

    As perdas de empregos em julho foram lideradas pelo setor de educação, que eliminou 50 mil vagas. O setor financeiro perdeu 14 mil postos, enquanto o comércio varejista cortou 19 mil.

    Omair Sharif, da consultoria Inflation Insights, afirmou que o número geral foi pressionado pela "queda acentuada" das vagas na educação, "o que provavelmente reflete problemas de ajuste sazonal relacionados ao fechamento das escolas de verão".

    Outra leva de dados divulgada nesta semana pela empresa de processamento de folhas de pagamento indicou uma forte desaceleração das contratações no setor privado em julho, com o crescimento do emprego caindo mais da metade, para uma estimativa de 44 mil vagas.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/08/economia-dos-eua-corta-inesperadamente-23-mil-postos-de-trabalho-em-julho.shtml.

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