Eclipse solar total: assista ao vivo com o Olhar Digital
O eclipse solar total desta quarta-feira (12) não será visível no Brasil, mas você pode acompanhar todos os detalhes, ao vivo, com o Olhar Digital! O post Eclipse solar total: assista ao vivo com o Olhar Digital apareceu primeiro em Olhar Digital .

Nesta quarta-feira, 12 de agosto de 2026, acontece um dos eclipses solares mais importantes da década ! Além de marcar o retorno dos eclipses solares totais ao continente europeu após mais de 20 anos, este será o primeiro evento do tipo na Espanha continental em mais de um século.
Mais de 15 milhões de pessoas estarão na faixa de totalidade, enquanto cerca de 980 milhões poderão observar o fenômeno de forma parcial. Infelizmente, não será desta vez que o céu do Brasil será palco desse tipo de espetáculo astronômico – mas você acompanha todos os detalhes, com imagens em tempo real, com o Olhar Digital !
Com apresentação de Bruno Capozzi , editor-executivo do site, e do astrônomo Marcelo Zurita , a transmissão ao vivo começa às 13h30 (horário de Brasília).

Durante o fenômeno, o Sol poderá ser visto totalmente encoberto no Ártico, na Groenlândia, na Islândia, no norte da Espanha e em uma pequena parte de Portugal. Já a fase parcial será observável em todo o restante da Europa, no norte da África e no leste da América do Norte.
O evento tem início às 12h34 (pelo horário de Brasília), em um ponto remoto do Oceano Ártico, ao norte da Sibéria, onde a penumbra da Lua toca a Terra pela primeira vez, dando início à fase parcial do eclipse. O espetáculo termina pouco mais de quatro horas e 20 minutos depois, às 16h55, em uma área do Mar Mediterrâneo, a oeste da Itália.
O momento mais impressionante ocorrerá perto da costa oeste da Islândia, onde a totalidade poderá durar até dois minutos e 18 segundos. Na Espanha, que não registra um eclipse solar total em seu território continental desde 1905, a escuridão completa será mais rápida, com duração próxima de um minuto.

Eclipses são eventos astronômicos caracterizados pelo escurecimento total ou parcial de um astro por meio da interposição de outro corpo celeste frente à fonte de luz. Em 2026, já tivemos um lunar total – a “Lua de Sangue” – e um solar anular – que formou um “Anel de Fogo” no céu da Antártida (relembre aqui ).
E, depois do evento desta quarta-feira, um eclipse lunar parcial na noite entre 27 e 28 (que poderá ser visto no Brasil inteiro) encerra a temporada de eclipses do ano.
A principal diferença entre esses dois fenômenos está na posição dos três astros. No eclipse lunar, a Terra fica entre o Sol e a Lua, fazendo com que sua sombra escureça o satélite. Já no eclipse solar, é a Lua que se coloca entre o Sol e a Terra, projetando sua sombra sobre uma região do planeta e ocultando total ou parcialmente o Sol.

Conforme explica a plataforma Time And Date , existem três tipos mais conhecidos de eclipse solar: o parcial, o anular e o total. No entanto, há ainda um quarto padrão, mais raro, que praticamente mistura todos eles: o híbrido (como o que aconteceu em abril de 2023 ).
O eclipse solar parcial acontece quando a Lua cobre apenas uma parte do disco solar. Nesse caso, o Sol parece ter um “pedaço” ocultado, como se alguém tivesse dado uma mordida em sua borda. Esse é o tipo mais comum de eclipse solar e pode ser observado em áreas muito maiores do que as atingidas pela sombra mais escura da Lua.
No eclipse solar anular , a Lua passa exatamente em frente ao Sol, mas está mais distante da Terra e, por isso, parece um pouco menor no céu. Como não consegue encobrir completamente o disco solar, um aro luminoso permanece visível ao redor da Lua. Esse efeito ficou conhecido popularmente como “Anel de Fogo”.

O eclipse solar total ocorre quando a Lua cobre completamente o Sol para quem está na estreita faixa atingida por sua sombra mais intensa. Durante alguns minutos, o céu escurece como se fosse amanhecer ou entardecer, estrelas e planetas mais brilhantes podem surgir, e a atmosfera ao redor do Sol, chamada coroa, torna-se visível a olho nu.
Já o eclipse solar híbrido é o mais raro de todos. Ele muda de aparência ao longo do percurso da sombra da Lua sobre a Terra: em alguns pontos é observado como anular, enquanto em outros se torna total. Isso acontece por causa da curvatura do planeta e da diferença de distância entre a Lua e os observadores distribuídos ao longo da trajetória do eclipse.
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Publicado originalmente por Olhar Digital. Leia a matéria completa em https://olhardigital.com.br/2026/08/11/ciencia-e-espaco/eclipse-solar-total-assista-ao-vivo-com-o-olhar-digital/.

Agosto traz um eclipse solar e um lunar, com o último podendo ser visto no Brasil – Créditos: Incogito/SenecaS/Shutterstock — Foto: Olhar Digital
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