Brasil

    É necessário estabelecer teto de gastos com base na relação dívida/PIB, diz Sachsida

    Ex-ministro de Minas e Energia e integrante da equipe econômica que assessora a campanha de Flávio Bolsonaro ( PL ), Adolfo Sachsida defendeu nesta terça-feira (1º) o estabelecimento de um teto de gastos com base na relação entre dívida bruta e PIB (Produto Interno Bruto). Leia mais (09/01/2026 - 11h58)

    Folha de S.Paulo
    1 de setembro de 2026 às 14:58
    É necessário estabelecer teto de gastos com base na relação dívida/PIB, diz Sachsida
    Homem de cabelos escuros e curtos, vestindo terno preto, camisa branca com pequenos pontos e gravata azul, fala enquanto um microfone é aproximado de seu rosto. Fundo desfocado com cores neutras. — Foto: Folha de S.Paulo

    Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.

    Assinantes podem liberar 7 acessos por dia para conteúdos da Folha.

    Ex-ministro de Minas e Energia e integrante da equipe econômica que assessora a campanha de Flávio Bolsonaro ( PL ), Adolfo Sachsida defendeu nesta terça-feira (1º) o estabelecimento de um teto de gastos com base na relação entre dívida bruta e PIB (Produto Interno Bruto).

    O ex-ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida - Eduardo Anizelli - 26.set.22/Folhapress · Eduardo Anizelli - 26.set.22/Folhapress
    O ex-ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida - Eduardo Anizelli - 26.set.22/Folhapress · Eduardo Anizelli - 26.set.22/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    "Precisamos de um ajuste feito via controle de gastos, não dá para criar mais novos tributos. Nosso processo de consolidação fiscal é através de redução de gastos. Em um ano e meio vamos resolver o lado fiscal da economia. Não é mágica, é conhecimento sólido", defendeu ele durante evento na Casa Lide.

    Também presente ao evento, Daniella Marques, coordenadora de economia da campanha e ex-presidente da Caixa Econômica Federal no governo Jair Bolsonaro, evitou detalhar medidas de cortes de gastos.

    "O melhor ajuste fiscal que podemos fazer é tirar o PT do poder, porque está comprovado que não farão [o ajuste fiscal] e não sabem fazer, nem acreditam nesse modelo econômico", afirmou Marques, que foi aplaudida pelos empresários presentes.

    Brasileiros renegociam dívidas no Feirão Limpa Nome da Serasa
    Brasileiros renegociam dívidas no Feirão Limpa Nome da Serasa — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O seminário debateu a necessidade de um ajuste fiscal no Brasil em um momento em que a relação dívida/PIB alcançou 82,5%, segundo dados divulgados nesta segunda (31) pelo Banco Central , patamar considerado insustentável por economistas.

    "Está claro que o Brasil precisa de um freio de arrumação, o que tende a ser saudável, para corrigir distorções e permitir ao Banco Central cortar os juros ", afirmou Caio Megale, economista-chefe da XP Investimentos.

    Megale apontou que a dívida pública já cresceu quatro pontos percentuais neste ano, e que as despesas obrigatórias continuam avançando em um ritmo forte. "O Brasil é como uma empresa com recorde de faturamento, mas com Ebtida [lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização] negativo", disse.

    Imagem da matéria
    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Para Henrique Meirelles, ex-presidente do Banco Central e ex-ministro da Fazenda também presente ao seminário, são necessárias medidas de controle fiscal.

    Receba no seu email o que de mais importante acontece na economia; aberta para não assinantes.

    "Temos uma política fiscal expansionista e política monetária restritiva. Estamos com juros bastante elevados e, no entanto, o resultado ainda é uma inflação acima da meta para este ano. Temos que sintonizar as duas políticas e fazer o controle fiscal", afirmou Meirelles.

     Programar investimentos é estratégia psicológica e traz mais disciplina financeira
    Programar investimentos é estratégia psicológica e traz mais disciplina financeira — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O ex-presidente do BC destacou a importância de elevar a produtividade brasileira, que já representou metade da dos Estados Unidos e hoje é equivalente a apenas um quarto da americana. "A questão de médio e longo prazo que decide a sorte de um país é a produtividade", defendeu. "É muito importante investir em educação para reverter isso."

    Felipe Salto, economista-chefe da Warren Investimentos, apontou a necessidade de revisar contratos, cortar os supersalários do Judiciário, restringir as emendas parlamentares e reduzir subsídios e gastos tributários, entre outras medidas.

    Ele defendeu a possibilidade de estabelecer pisos distintos para o salário mínimo e as aposentadorias, que hoje são atreladas ao piso, garantindo o reajuste pela inflação e algum crescimento real. "Não tem como fugir disso. A cada R$ 1 de aumento no salário mínimo, as despesas crescem acima de R$ 400 milhões", apontou.

    Você já conhece as vantagens de ser assinante da Folha? Além de ter acesso a reportagens e colunas, você conta com newsletters exclusivas ( conheça aqui ). Também pode baixar nosso aplicativo gratuito na Apple Store ou na Google Play para receber alertas das principais notícias do dia. A sua assinatura nos ajuda a fazer um jornalismo independente e de qualidade. Obrigado!

    Mais de 180 reportagens e análises publicadas a cada dia. Um time com mais de 200 colunistas e blogueiros. Um jornalismo profissional que fiscaliza o poder público, veicula notícias proveitosas e inspiradoras, faz contraponto à intolerância das redes sociais e traça uma linha clara entre verdade e mentira. Quanto custa ajudar a produzir esse conteúdo?

    Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.

    De 2ª a 6ª pela manhã, receba o boletim gratuito com notícias e análises de economia

    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/09/e-necessario-estabelecer-teto-de-gastos-com-base-na-relacao-dividapib-diz-sachsida.shtml.

    Imagem 1
    1 / 4

    O ex-ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida - Eduardo Anizelli - 26.set.22/Folhapress · Eduardo Anizelli - 26.set.22/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo

    Compartilhe

    Espalhe essa notícia

    Comentários(0)