É hoje! Saiba tudo sobre o eclipse solar total
Hoje tem eclipse solar total, com transmissão ao vivo pelo Olhar Digital – e aqui você descobre tudo sobre o fenômeno O post É hoje! Saiba tudo sobre o eclipse solar total apareceu primeiro em Olhar Digital .

Chegou o grande dia tão esperado pelos espanhóis! Nesta quarta-feira (12), um eclipse solar total atravessa a Espanha continental pela primeira vez desde 1905. O fenômeno também marca o primeiro eclipse solar total a atravessar o continente europeu em mais de 20 anos.
E você pode acompanhar tudo em tempo real em todas as plataformas do Olhar Digital , em uma transmissão ao vivo comandada por Bruno Capozzi , editor-executivo do site, e pelo astrônomo Marcelo Zurita , a partir das 13h30 (horário de Brasília).
A seguir, um guia completo sobre este que está entre os eclipses solares mais importantes da década.

Eclipses são eventos astronômicos caracterizados pelo escurecimento total ou parcial de um astro por meio da interposição de outro corpo celeste frente à fonte de luz. Em 2026, já tivemos um lunar total – a “Lua de Sangue” – e um solar anular – que formou um “Anel de Fogo” no céu da Antártida (relembre aqui ).
O ano ainda reserva dois fenômenos: o eclipse solar total desta quarta-feira e um eclipse lunar parcial entre as noites de 27 e 28 de agosto, que será visível em todo o Brasil.
A diferença entre um eclipse solar e um lunar está na posição dos astros. No eclipse solar, a Lua fica entre o Sol e a Terra e projeta sua sombra sobre uma parte do planeta. Já no eclipse lunar, a Terra fica entre o Sol e a Lua, fazendo com que a sombra do planeta atinja o satélite natural.

Mais de 15 milhões de pessoas estarão na faixa de totalidade do eclipse solar de hoje, enquanto cerca de 980 milhões poderão acompanhar o fenômeno pelo menos de forma parcial. O Sol ficará completamente encoberto no Ártico, na Groenlândia, na Islândia, no norte da Espanha e em uma pequena área de Portugal.
Em outras partes da Europa, no norte da África e no leste da América do Norte, será possível observar o Sol parcialmente encoberto pela Lua.
Segundo a plataforma Time and Date , o eclipse começa às 12h34 (horário de Brasília), no Oceano Ártico, ao norte da Sibéria. O fenômeno termina às 16h55, no Mar Mediterrâneo, a oeste da Itália.

O auge do espetáculo será perto da costa oeste da Islândia, onde a totalidade poderá durar até 2 minutos e 18 segundos. Na Espanha, a escuridão completa será mais breve, por cerca de um minuto.
Um detalhe especial é que o fenômeno coincide com o pico da chuva de meteoros Perseidas. A breve escuridão do dia poderá criar condições favoráveis para flagrar alguma “estrela cadente” no céu, ao mesmo tempo em que permitirá observar a coroa solar, como é chamada a atmosfera externa do Sol, normalmente ofuscada por seu intenso brilho.
Infelizmente, desta vez, o Brasil fica de fora. Por aqui, a última oportunidade de acompanhar um eclipse solar total ocorreu há mais de três décadas, em 3 de novembro de 1994. E quando isso acontecerá de novo?

De acordo com o Time And Date , o próximo fenômeno desse tipo observável em território nacional está previsto para 12 de agosto de 2045, dentro de quase 20 anos.
Na ocasião, a faixa de totalidade deve cruzar principalmente áreas das regiões Norte e Nordeste. Entre as capitais que poderão acompanhar a Lua encobrindo completamente o Sol estão Belém, no Pará; São Luís, no Maranhão; João Pessoa, na Paraíba; e Recife, em Pernambuco.
A duração da totalidade vai variar conforme o ponto de observação. Em algumas localidades dentro da faixa central, o céu poderá escurecer por mais de quatro minutos, permitindo observar a chamada coroa solar, formada pela atmosfera externa do Sol. Fora dessa faixa estreita, o eclipse também poderá ser observado, mas apenas de forma parcial. Nesse caso, a Lua cobrirá apenas uma parte do disco solar, sem produzir os efeitos característicos da totalidade.

Como dito anteriormente, o evento marca o retorno dos eclipses solares totais ao continente europeu após mais de 20 anos . O último fenômeno desse tipo amplamente observado na Europa Ocidental ocorreu em 1999, enquanto a última vez que a faixa de totalidade cruzou a Europa continental foi em 2006, passando pela Grécia e pela Turquia. Na Espanha, a expectativa é ainda maior, já que o país não registra um eclipse solar total em seu território continental há mais de um século.
Outro fator relevante é que a rota de sombra cobrirá áreas estratégicas e habitadas, cruzando trechos da Groenlândia, Islândia e Espanha. A passagem da faixa de totalidade por regiões de fácil acesso e forte apelo turístico deve mobilizar uma intensa movimentação de turistas, entusiastas e equipes científicas ao longo de todo o percurso.
A duração de 2 minutos e 18 segundos do ápice do alinhamento é considerada bastante satisfatória para um evento dessa magnitude, garantindo tempo suficiente para a análise detalhada da estrutura da atmosfera externa do Sol.

Para a comunidade científica, o escurecimento do disco solar abre uma janela indispensável de investigação. Segundo a NASA , com o bloqueio do brilho intenso da fotosfera, pesquisadores poderão registrar a coroa solar, monitorar ejeções de massa coronal e mapear variações no campo magnético do Sol em condições ideais de observação.
Diante de uma oportunidade científica tão rara, as duas principais agências espaciais do mundo também estarão atentas.
Por parte da NASA , uma das pesquisas será realizada a bordo de um avião WB-57, que voará a cerca de 15,2 km de altitude para acompanhar a sombra da Lua e prolongar o tempo de observação da coroa solar. Equipado com câmeras capazes de registrar imagens em diferentes comprimentos de onda, o avião ajudará os cientistas a investigar as proeminências solares, o aquecimento extremo da coroa e sua relação com o vento solar.

Na Islândia, 80 balões científicos serão lançados antes, durante e depois do eclipse para estudar como a atmosfera reage à passagem da sombra lunar. Na Espanha, outros seis balões terão câmeras de 360 graus e sensores para monitorar a sombra e os níveis de ozônio. Os dados poderão ajudar a entender como fatores como temperatura, umidade, horário e estação do ano influenciam as mudanças atmosféricas provocadas por um eclipse solar total.
A Agência Espacial Europeia (ESA), por sua vez, preparou uma programação especial para acompanhar o evento, reunindo observações, transmissões ao vivo, atividades educativas e ações de divulgação científica. A instituição também aproveitará o eclipse para destacar missões que estudam o Sol e sua influência sobre a Terra, como a Solar Orbiter, a Smile e a Proba-3, formada por duas espaçonaves que investigam a coroa solar.
Uma das principais ações será uma transmissão internacional ao vivo diretamente do Observatório Astrofísico de Javalambre, na Espanha, localizado dentro da faixa de totalidade. Especialistas explicarão o fenômeno e os estudos relacionados ao Sol. A ESA também promoverá uma observação pública gratuita em León, com palestras, atividades educativas e transmissão ao vivo em parceria com a Universidade de León e a prefeitura local.

A campanha terá ainda uma frente educacional, com materiais sobre eclipses disponíveis em inglês e espanhol para professores e profissionais de divulgação científica. O conteúdo inclui explicações sobre o fenômeno, orientações para observação segura e atividades educativas. A ESA também participa do projeto espanhol “Trio de Eclipses”, contribuindo para a divulgação científica e a oferta de informações acessíveis sobre a sequência de eclipses que atravessará o país.
Quando a Lua bloqueia a luz do Sol durante um eclipse solar total, o dia vira noite por alguns minutos, a temperatura cai e os animais mudam de comportamento . E vai muito além disso.
De acordo com a NASA, o fenômeno também modifica temporariamente uma camada invisível da atmosfera, responsável por influenciar a propagação de ondas de rádio.

Mas essas alterações podem derrubar a internet, provocar falhas no GPS ou interromper as comunicações? A resposta curta é: sim, mas de forma temporária, localizada e muito diferente dos cenários alarmistas de “apagão tecnológico”. Saiba mais detalhes aqui.
Para quem estiver na região de totalidade, o fenômeno será uma oportunidade rara para observar e fotografar a coroa solar, a atmosfera externa do Sol que normalmente fica escondida pelo intenso brilho da estrela. Mas registrar o momento exige cuidados. Apontar uma câmera, celular, binóculo ou telescópio diretamente para o Sol sem a proteção adequada pode causar danos ao equipamento e, principalmente, à visão.
A principal regra é usar filtros solares próprios para observação astronômica durante todas as etapas em que a Lua ainda não encobriu completamente o Sol. Isso vale para câmeras, lentes, telescópios e outros equipamentos ópticos.

Também é importante lembrar que o fato de uma câmera possuir lentes ou de um telescópio ampliar a imagem não significa que o equipamento proteja os olhos. Observar o Sol diretamente, mesmo por pouco tempo, pode provocar lesões graves na retina.
A única fase em que é seguro retirar o filtro solar de um equipamento óptico é a totalidade, quando a Lua cobre completamente o disco solar. Assim que a luz intensa do Sol reaparecer, o filtro deve ser colocado novamente.
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Publicado originalmente por Olhar Digital. Leia a matéria completa em https://olhardigital.com.br/2026/08/12/ciencia-e-espaco/e-hoje-saiba-tudo-sobre-o-eclipse-solar-total/.

Esquema comparativo mostrando a situação em que ocorrem os diferentes tipos de eclipse: total, anular e parcial. – Crédito: FSogumo – Wikipedia Creative Commons — Foto: Olhar Digital
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