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    Durigan diz que travas fiscais para gastos obrigatórios terão impacto de R$ 10 bi em 2027

    As duas travas criadas pelo governo para conter o crescimento dos gastos obrigatórios terão impacto de R$ 10 bilhões em 2027 e efeito crescente nos anos seguintes, afirmou nesta segunda-feira (17) o ministro da Fazenda, Dario Durigan . Segundo ele, as medidas foram incluídas na legislação na semana passada e fazem parte do esforço para melhorar a trajetória fiscal do país. Leia mais (08/17/2026 - 11h03)

    Folha de S.Paulo
    17 de agosto de 2026 às 14:03
    Durigan diz que travas fiscais para gastos obrigatórios terão impacto de R$ 10 bi em 2027
    Homem de terno escuro e gravata roxa sentado em mesa, com as mãos entrelaçadas e expressão séria. Fundo claro e copos de água na mesa. — Foto: Folha de S.Paulo

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    As duas travas criadas pelo governo para conter o crescimento dos gastos obrigatórios terão impacto de R$ 10 bilhões em 2027 e efeito crescente nos anos seguintes, afirmou nesta segunda-feira (17) o ministro da Fazenda, Dario Durigan . Segundo ele, as medidas foram incluídas na legislação na semana passada e fazem parte do esforço para melhorar a trajetória fiscal do país.

    O ministro da Fazenda, Dario Durigan, no palácio do Planalto; nesta semana, ele conversa com representantes do mercado financeiro - Pedro Ladeira -5.ago.26/Folhapress · Pedro Ladeira -5.ago.26/Folhapress
    O ministro da Fazenda, Dario Durigan, no palácio do Planalto; nesta semana, ele conversa com representantes do mercado financeiro - Pedro Ladeira -5.ago.26/Folhapress · Pedro Ladeira -5.ago.26/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    "Precisamos conter o crescimento dos gastos obrigatórios e estamos fazendo isso. Semana passada embutimos na legislação nacional duas travas importantíssimas", disse Durigan durante a 27ª Conferência Anual do Santander , em São Paulo.

    Na semana passada, o Congresso aprovou um projeto que autoriza mais gastos fora dos limites do arcabouço fiscal em 2026 e o governo, em contrapartida, emplacou um artigo que promete conter o crescimento de algumas despesas a partir de 2027. Os novos gatilhos tentam frear despesas obrigatórias, numa tentativa de minimizar o estrago e sinalizar compromisso com a responsabilidade fiscal.

    A afirmação do ministro ocorre em meio à tentativa do governo de convencer investidores de que o ajuste das contas públicas não ficará para o próximo mandato. Ele afirmou que esse caminho está muito bem pavimentado. "Não minimizando os problemas que nós temos", disse.

    Conheça Dario Durigan, novo ministro da Fazenda
    Conheça Dario Durigan, novo ministro da Fazenda — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Para Durigan, os juros são o grande desafio da economia brasileira hoje. A política fiscal, segundo ele, é uma das frentes em que o governo tem maior capacidade de atuação para melhorar as condições econômicas.

    "É o desafio do custo do dinheiro, seja para o Tesouro, seja para a sociedade como um todo . Nós temos que fazer um esforço, em especial do lado do governo, ainda que a gente considere uma série de medidas que explicam ou justificam o juro alto, o que está mais no controle do Estado como um todo é a condição fiscal. É uma trajetória fiscal que tem que continuar sendo aperfeiçoada", afirmou.

    "A gente gostaria de ter feito algumas coisas mais rápido, mas nem sempre depende só da gente", acrescentou.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O ministro afirmou ainda que o governo atual já promoveu um ajuste fiscal equivalente a 2 pontos percentuais do PIB. Segundo ele, o resultado primário desde 2024 tem contribuído para aumentar a previsibilidade das contas públicas e o país "praticamente zerou o déficit público".

    A fala de Durigan ocorre em uma nova rodada de conversas com o mercado financeiro, em que ele tem apresentado as linhas da política econômica para os próximos anos com o intuito de tentar reduzir as incertezas sobre 2027.

    A conferência do Santander reúne investidores, executivos e representantes de empresas para discutir o cenário econômico e as perspectivas para os negócios.

    Ilustração para Economia - Governo vai implantar sistema de chamadas verificadas contra fraudes telefônicas - Ferramenta será capaz de indicar se ligação partiu ou não de origem confiável
    Ilustração para Economia - Governo vai implantar sistema de chamadas verificadas contra fraudes telefônicas - Ferramenta será capaz de indicar se ligação partiu ou não de origem confiável — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    No evento, Durigan também afirmou que o país não deve adotar alinhamento automático com nenhuma potência e precisa aproveitar suas vantagens para se tornar um destino mais seguro para investimentos.

    "O Brasil não se dobra a nenhuma potência, seja da América do Norte, Europa ou Ásia. O Brasil se vê como uma liderança global que merece respeito", afirmou.

    Segundo Durigan, em um cenário internacional em que "a única certeza é a incerteza", o país precisa se abrir para o mundo e fortalecer o comércio exterior.

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    A avaliação do ministro é que a posição brasileira pode ganhar relevância diante do choque do petróleo e da busca global por segurança energética. Ele citou a matriz de energia elétrica, a expansão dos biocombustíveis, a Petrobras e uma possível descoberta de petróleo na margem equatorial como vantagens do país.

    "Com o choque de petróleo, com o choque de combustível que a gente teve agora, o país que tem o potencial que o país tem, seja pela matriz do setor elétrico, seja pelo crescimento e pela entrada dos biocombustíveis que tem na matriz energética como um todo, pela força que tem a Petrobras e outras empresas que estão entrando agora, uma possível descoberta de óleo na margem equatorial, o Brasil ele é uma força energética", disse.

    Durigan associou ainda a disponibilidade de energia ao futuro da inteligência artificial . Para ele, o Brasil reúne condições para participar da expansão da tecnologia , além de contar com reservas de minerais críticos.

    "Num mundo de incerteza, a gente precisa construir Brasil como porto seguro: energético, institucional, fiscal e econômico", afirmou.

    No comando da Fazenda desde que Fernando Haddad ( PT ) deixou o cargo para concorrer ao governo de São Paulo, Durigan foi escalado pela campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como porta-voz do programa econômico da candidatura à reeleição e tem intensificado a interlocução com investidores.

    Ele tem buscado reduzir as incertezas sobre a condução das contas públicas após as eleições presidenciais. A estratégia inclui defender o controle do crescimento das despesas obrigatórias e mudanças no arcabouço fiscal para melhorar a trajetória da dívida pública.

    Ainda nesta segunda, a presença do ministro é esperada em um evento da Bloomberg em São Paulo.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/08/durigan-diz-que-travas-fiscais-para-gastos-obrigatorios-terao-impacto-de-r-10-bi-em-2027.shtml.

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    O ministro da Fazenda, Dario Durigan, no palácio do Planalto; nesta semana, ele conversa com representantes do mercado financeiro - Pedro Ladeira -5.ago.26/Folhapress · Pedro Ladeira -5.ago.26/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo

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