Política

    Durigan defende gradualismo no ajuste fiscal e cita Congresso

    Ministro da Fazenda afirma que ritmo das medidas também depende do Legislativo e critica comparação com a Argentina

    Poder360
    21 de agosto de 2026 às 21:32
    Durigan defende gradualismo no ajuste fiscal e cita Congresso
    Foto: Poder360

    Ministro da Fazenda afirma que ritmo das medidas também depende do Legislativo e critica comparação com a Argentina

    O ministro da Fazenda, Dario Durigan , afirmou, nesta 6ª feira (21.ago.2026), que o governo gostaria de acelerar o ajuste fiscal, mas enfrenta limitações no Congresso. Citou a devolução da medida provisória que restringia créditos presumidos de PIS/Cofins, com potencial de levantar R$ 40 bilhões em receitas.

    Em entrevista à GloboNews , o ministro defendeu o gradualismo da política econômica e afirmou que a equipe trabalha para estabilizar e reduzir a dívida pública no longo prazo.

    “Nada do que foi aprovado no Congresso, nada do que foi proposto pelo governo tem aumento de despesa sem fonteamento”, disse Durigan (na foto)
    “Nada do que foi aprovado no Congresso, nada do que foi proposto pelo governo tem aumento de despesa sem fonteamento”, disse Durigan (na foto) — Foto: Poder360 · Fonte: Poder360

    “Se dependesse só da gente, a gente faria mais rápido. Essa sinalização sempre houve” , disse.

    Durigan rejeitou a comparação entre o processo de ajuste fiscal brasileiro e o adotado pela Argentina. Segundo ele, o país precisa buscar um equilíbrio entre a velocidade da consolidação das contas públicas e as condições políticas para aprovar as medidas necessárias.

    “A Argentina não é um bom exemplo para a gente. A gente tem que buscar o equilíbrio” , afirmou.

    Para o ministro, o resultado fiscal não depende só de decisões do Executivo. O equilíbrio das contas públicas também envolve o Legislativo e o Judiciário, em discussões sobre despesas e renúncias fiscais.

    Ele citou negociações com a Câmara e o Senado e decisões do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal de Contas da União relacionadas ao impacto de benefícios tributários.

    Durigan reconheceu que a preocupação do mercado com a trajetória da dívida pública é legítima. A relação entre a dívida e o PIB está em 81,9%, segundo dados do Banco Central.

    O ministro, porém, afirmou que o governo trabalha para estabilizar a dívida e reduzi-la no longo prazo.

    Segundo Durigan, as medidas apresentadas pelo governo têm fontes de financiamento e não criam despesas sem indicar como serão pagas.

    “Nada do que foi aprovado no Congresso, nada do que foi proposto pelo governo tem aumento de despesa sem fonteamento” , disse.

    O ministro também defendeu o arcabouço fiscal adotado pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Para ele, a atual gestão trabalha para fortalecer as regras fiscais depois de um período de deterioração.

    “A regra fiscal foi desmoronada no governo anterior. Nós apresentamos uma regra agora e nós estamos num período em que a gente diz que vai fortalecer a regra fiscal” , disse.

    Durigan afirmou ainda que o governo continuará adotando medidas para conter o avanço das despesas obrigatórias.

    O PLOA (Projeto de Lei Orçamentária Anual) de 2027 será apresentado na próxima semana e deverá indicar uma redução de pelo menos R$ 10 bilhões na pressão de gastos obrigatórios.

    Entre as medidas citadas estão o limite de 0,6% de crescimento real das despesas com pessoal em 2027, mudanças na contabilização de royalties de petróleo para o piso da saúde e limites para o crescimento de despesas de determinados fundos públicos.

    “É seguir melhorando o fiscal. Temos que olhar para o fiscal”, declarou.

    Publicado originalmente por Poder360. Leia a matéria completa em https://www.poder360.com.br/poder-economia/durigan-defende-gradualismo-no-ajuste-fiscal-e-cita-congresso/.

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    “Nada do que foi aprovado no Congresso, nada do que foi proposto pelo governo tem aumento de despesa sem fonteamento”, disse Durigan (na foto) — Foto: Poder360

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