Dupla que ameaçava e extorquia vizinhos em assentamento no DF está foragida
Além do homem, uma mulher também está foragida. O grupo extorquia, ameaçava, invadia de imóveis e expulsava de moradores de Planaltina (DF)

O investigado pela 16ª Delegacia de Polícia (Planaltina) Edvan Nunes Barbosa, conhecido como “China”, apontado pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) como integrante de uma organização criminosa considerada ultraviolenta, continua foragido. Edvan segue com mandado de prisão em aberto de acordo com dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Segundo as investigações, o grupo atuava no Assentamento Terra Nova, em Planaltina, praticando extorsões , ameaças, invasões de imóveis e expulsões de moradores . Além de Edvan, Karina Pinto de Sousa também é considerada foragida .
A coluna Na Mira tenta localizar as defesas de Edvan Nunes Barbosa e Karina Pinto de Sousa. O espaço permanece aberto para manifestações.

Foto em frente à delegacia na época da operação
A Operação Terra Nova foi deflagrada em junho deste ano, quando foram cumpridos 14 mandados de prisão preventiva e 18 mandados de busca e apreensão. Durante as diligências, os policiais apreenderam um bilhete atribuído aos integrantes do grupo, que se identificavam como “Comando do Assentamento”.
A mensagem, enviada a um morador, dizia: “Retirar as coisas até amanhã 8h da manhã” e “ Não adianta medir forças. Assinado: Comando do Assentamento ”.

Organização criminosa ultraviolenta investigada pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) teve um bilhete com ameaças aos moradores apreendido durante a operação
O grupo é investigado por promover extorsões, ameaças, invasões de imóveis e expulsão de moradores
As medidas judiciais também incluíram imóveis ligados à associação do assentamento

De acordo com a PCDF, a organização utilizava a violência, ameaças e intimidações para tentar impor o controle territorial da região. Os investigadores apontam que os integrantes expulsavam ocupantes de lotes e buscavam obter vantagens ilícitas com a exploração dos imóveis.
A reportagem teve acesso à decisão judicial referente a um Habeas Corpus apresentado pela defesa de Edvan. Foi pedido ao Tribunal que ele fosse colocado em liberdade, com a possibilidade de substituição da prisão preventiva por medidas cautelares, como monitoração eletrônica, proibição de ingresso no Assentamento Terra Nova, recolhimento domiciliar e comparecimento periódico em juízo.
Em julho deste ano, o desembargador Arnaldo Corrêa Silva, da 2ª Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), negou o pedido liminar.

Um ponto considerado foi o fato de Edvan não ter sido localizado para o cumprimento do mandado de prisão. Para o juízo de origem, essa circunstância, somada aos demais elementos do caso, indicaria risco à aplicação da lei penal.
Na decisão, o magistrado considerou que havia, naquele momento, elementos suficientes para não afastar os fundamentos da prisão preventiva. Segundo o documento, Edvan, conhecido como “China”, teria participado de ações de cerco e ameaças coletivas durante expulsões de moradores, além de possuir interesse patrimonial nas ocupações investigadas.
O desembargador, porém, ressaltou que a decisão era apenas sobre o pedido liminar e que o mérito do Habeas Corpus ainda deveria ser analisado de forma mais aprofundada. O juízo de Planaltina foi intimado a prestar informações e, posteriormente, o processo deveria ser encaminhado à Procuradoria de Justiça para manifestação.

Detalhes da operação deflagrada em junho:
As medidas judiciais também alcançaram imóveis ligados à associação do assentamento, incluindo endereços de pessoas investigadas por suposta colaboração com a organização criminosa.




Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/distrito-federal/na-mira/dupla-que-ameacava-e-extorquia-vizinhos-em-assentamento-no-df-esta-foragida.

Reprodução / PCDF — Foto: Metrópoles
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