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    Dudalina é condenada após funcionária negra dizer que só podia usar a porta dos fundos

    O TRT-24 (Tribunal Regional do Trabalho da 24ª Região) condenou em segunda instância o Grupo Veste, proprietário da marca de roupas Dudalina, a pagar uma indenização de R$ 36 mil por danos morais a uma ex-funcionária que acusou a empresa de discriminação racial. Leia mais (09/10/2026 - 12h25)

    Folha de S.Paulo
    10 de setembro de 2026 às 15:25
    Dudalina é condenada após funcionária negra dizer que só podia usar a porta dos fundos
    Vitrine da loja Dudalina em shopping, com manequins vestidos com roupas sociais masculinas. Placa na vitrine anuncia promoção com até 50% de desconto. Interior da loja visível ao fundo com iluminação clara e expositores de roupas. — Foto: Folha de S.Paulo

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    O TRT-24 (Tribunal Regional do Trabalho da 24ª Região) condenou em segunda instância o Grupo Veste, proprietário da marca de roupas Dudalina, a pagar uma indenização de R$ 36 mil por danos morais a uma ex-funcionária que acusou a empresa de discriminação racial.

    Loja da marca de roupas Dudalina no Shopping Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul - Reprodução/Dudalina Campo Grande no Instagram · Reprodução/Dudalina Campo Grande no Instagram
    Loja da marca de roupas Dudalina no Shopping Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul - Reprodução/Dudalina Campo Grande no Instagram · Reprodução/Dudalina Campo Grande no Instagram — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A ex-funcionária, uma mulher negra de 30 anos, trabalhou por um mês e 27 dias na loja do Shopping Campo Grande , em Mato Grosso do Sul . Afirmou ao Judiciário que sofria perseguição da gerente do estabelecimento desde o início do contrato, e que era orientada a entrar e sair pela porta dos fundos do shopping.

    O grupo, que recorrerá da decisão, disse à Folha que não tolera discriminação , preconceito ou assédio. À Justiça do Trabalho afirmou prezar por um ambiente de trabalho seguro, saudável, ético, respeitoso e harmonioso.

    Responsável pelo estoque, ela disse à Justiça que desde o início do contrato, em setembro de 2025, passou a sofrer perseguição por parte da gerente do estabelecimento. Segundo ela, a gerente a criticava constantemente pelo cabelo e roupas usadas. Dizia que não se enquadrava no "padrão Dudalina".

    Saiba tudo sobre a Lei do Racismo
    Saiba tudo sobre a Lei do Racismo — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A gerente, conforme o relato, teria exigido que ela não usasse o cabelo solto e a obrigava a ficar durante todo o expediente confinada no piso superior, na sala de estoque, sem poder circular pela área da loja.

    "Houve uma segregação que não mais cabe na sociedade atual", afirmou à Justiça o advogado João Gabriel Silva, que representa a mulher.

    Sentindo-se humilhada, a ex-funcionária contou que acabou pedindo demissão para "preservar a saúde mental e a dignidade".

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    Programar investimentos é estratégia psicológica e traz mais disciplina financeira — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

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    À Justiça o Grupo Veste declarou possuir um código de ética e um canal confidencial para que colaboradores possam realizar denúncias. Segundo o grupo, a ex-funcionária não formalizou qualquer denúncia ou reclamação e as alegações são "falaciosas e maldosas".

    Os desembargadores do TRT-24, que abrange o Mato Grosso do Sul, não aceitaram a argumentação.

    O relator Nicanor de Araújo Lima afirmou na decisão que uma testemunha confirmou, de forma coerente e minuciosa, o tratamento diferenciado e o isolamento que a funcionária sofria. Segundo ele, as condutas discriminatórias e o assédio moral foram comprovados.

    Procurado pela Folha , o Grupo Veste enviou a seguinte nota:

    "A empresa não se manifesta sobre casos específicos em discussão na esfera judicial. A companhia mantém o compromisso permanente com um ambiente de trabalho baseado no respeito, na diversidade, na inclusão e na dignidade das pessoas, não tolerando qualquer forma de discriminação ou assédio. Esses princípios fazem parte das diretrizes que orientam a nossa atuação e a nossa relação com todos os colaboradores."

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/09/dudalina-e-condenada-apos-funcionaria-negra-dizer-que-so-podia-usar-a-porta-dos-fundos.shtml.

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    Loja da marca de roupas Dudalina no Shopping Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul - Reprodução/Dudalina Campo Grande no Instagram · Reprodução/Dudalina Campo Grande no Instagram — Foto: Folha de S.Paulo

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