Drogas, celulares e até picanha com açaí são arremessados por drones em presídio no Amapá
Policías penais realizam patruhas de rotina para identificar drones no Iapen Mariana Ferreira/g1 Facções criminosas têm usado drones para tentar levar drogas, celulares e outros itens para dentro do Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen). Nos últimos oito meses, 12 aparelhos foram interceptados sobrevoando a unidade. O espaço aéreo é visto como uma das maiores vulnerabilidades do presídio. A Divisão Especializada em Operações com Drone (DEOD) atua para monitorar e interceptar os aparelhos antes que entrem na unidade. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 AP no WhatsApp Ent
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Policías penais realizam patruhas de rotina para identificar drones no Iapen — Foto: Mariana Ferreira/g1
Facções criminosas têm usado drones para tentar levar drogas, celulares e outros itens para dentro do Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen). Nos últimos oito meses, 12 aparelhos foram interceptados sobrevoando a unidade.
O espaço aéreo é visto como uma das maiores vulnerabilidades do presídio. A Divisão Especializada em Operações com Drone (DEOD) atua para monitorar e interceptar os aparelhos antes que entrem na unidade.

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Entre janeiro e agosto, foram registradas 21 ocorrências que resultaram na apreensão de drogas, armas e equipamentos eletrônicos (veja números detalhados abaixo).
Em um dos casos, drones tentaram levar picanha, açaí e uísque para dentro do presídio . A carne estava embalada em plástico e as bebidas em garrafas, incluindo cerca de 500 ml de uísque.
22 relógios inteligentes; 11 telefones celulares; 11 chips de telefonia móvel; 21 carregadores por indução; 12 carregadores de parede.
Material apreendido durante a ação — Foto: Polícia Civil/Divulgação
Na 11ª fase da Operação Mute, em maio, o Iapen informou que drones eram responsáveis por 80% da entrada de ilícitos. O atual diretor afirma que a situação continua preocupante.
“A gente sabe que os drones utilizados por eles têm tecnologia bastante avançada, o que gera grande preocupação em relação à entrada de ilícitos pela via aérea. Essa ferramenta é usada principalmente para tentar levar celulares e smartwatches, além de carregadores — tanto os de parede tradicionais quanto os por indução”, explicou Emerson Nascimento, diretor-presidente do Iapen.
Segundo o diretor, cada drone custa em média R$ 40 mil. Já os celulares dentro do presídio chegam a ser vendidos por R$ 10 mil.
“Com a entrada em operação do nosso procedimento operacional padrão, ficou muito difícil a entrada de ilícitos no Iapen, principalmente pelos meios que eram usados antes. Um celular, por exemplo, passou a custar R$ 10 mil dentro da unidade. Infelizmente, o crime organizado não tem limite de dinheiro. Fechamos algumas barreiras, mas o crime passa 25 horas do dia que tem 24 tentando burlar a segurança. Por isso, passaram a usar essa tecnologia”, destacou Nascimento.
Emerson Nascimento, diretor-presidente do Iapen — Foto: Mariana Ferreira/g1
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Os drones também são modificados com lançadores, dispositivos que permitem transportar e soltar cargas durante o voo, ampliando o uso em ações ilegais.
As equipes enfrentam dificuldade para identificar os equipamentos, que chegam a sobrevoar até 200 metros de altura, invisíveis a olho nu e sem ruído perceptível.
O material em muitos casos é identificado quando cai dentro do presídio. Por estar embalado em meio a plásticos bolhas ao ter contato com chão e pela altura o arremesso um barulho é provocado ao cair.
A Divisão Especializada em Drones utiliza tecnologia para localizar os aparelhos à distância. A estratégia é usar a própria inovação contra o crime organizado.
Outra ação foi separar lideranças criminosas, enviando parte delas para a Unidade de Segurança Máxima José Eder. O objetivo é reduzir a comunicação dentro dos presídios. Investigações apontam que vários crimes, inclusive golpes virtuais, são ordenados de dentro do Iapen.
Central de monitoramento do Iapen — Foto: Felipe Oliveira/Sejusp e Maksuel Martins/GEA
Em maio, após dois meses de investigação, uma ação integrada encontrou um carro carregado de ilícitos que seriam levados ao Iapen. Segundo a polícia, havia quatro drones e garras usadas para lançar objetos dentro do presídio (veja o momento da abordagem no vídeo abaixo).
A polícia informou que os suspeitos faziam parte de uma rede de distribuição. Um detento receberia os equipamentos. Quatro pessoas foram presas.
A investigação apontou que os equipamentos eram comprados fora do Estado. Cada integrante tinha uma função para garantir que o material chegasse ao presídio.
Publicado originalmente por G1. Leia a matéria completa em https://g1.globo.com/ap/amapa/noticia/2026/09/08/drogas-celulares-e-ate-picanha-com-acai-sao-arremessados-por-drones-em-presidio-no-amapa.ghtml.

Drones levam 80% dos ilícitos para presídio do Amapá; operação desmonta grupo criminoso — Foto: G1
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