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    Dos átomos a Marte: uma viagem movida a energia nuclear

    Uma nave com um reator nuclear e três helicópteros de carona está nos planos da Nasa, a agência espacial dos Estados Unidos . Chamada Freedom, ela tem lançamento previsto para o fim de 2028. Leia mais (09/03/2026 - 18h00)

    Folha de S.Paulo
    3 de setembro de 2026 às 21:00
    Dos átomos a Marte: uma viagem movida a energia nuclear
    Drone multirotor com quatro hélices está posicionado sobre solo rochoso e seco, com pedras e colinas ao fundo sob céu claro com poucas nuvens. — Foto: Folha de S.Paulo

    Doutora em física teórica de partículas, a pesquisadora explica temas científicos para crianças

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    Ilustração de uma missão a Marte que utiliza propulsão nuclear - Nasa · Nasa
    Ilustração de uma missão a Marte que utiliza propulsão nuclear - Nasa · Nasa — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Uma nave com um reator nuclear e três helicópteros de carona está nos planos da Nasa, a agência espacial dos Estados Unidos . Chamada Freedom, ela tem lançamento previsto para o fim de 2028.

    A missão pretende testar a propulsão elétrica nuclear , uma tecnologia que usa a energia dos átomos para ajudar uma nave a atravessar o espaço.

    Os átomos formam os materiais que conhecemos , como água, pedras e até nosso corpo. São tão pequenos que não conseguimos vê-los a olho nu.

    Missão Psyche revela novas imagens de Marte
    Missão Psyche revela novas imagens de Marte — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    No centro deles existe um núcleo. Em um reator nuclear, núcleos de certos átomos são divididos em um processo chamado fissão. Essa divisão libera energia, principalmente na forma de calor. Com equipamentos apropriados, parte desse calor é transformada em eletricidade.

    Na Freedom, a eletricidade alimentará propulsores que aceleram e lançam partículas para trás. Como reação, a nave é empurrada para a frente.

    Algo parecido acontece quando soltamos um balão cheio sem amarrar sua ponta : o ar sai por um lado e o balão se move para o outro. A nave, porém, não precisa do ar ao redor para avançar, pois carrega o material que será lançado pelos propulsores. Esse material é chamado propelente.

    Um dos três drones de pesquisa que o Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, na Califórnia do Sul, usou em Setembro de 2025 para testar um software de navegação que poderá ser usado por helicópteros em Marte - Nasa · Nasa
    Um dos três drones de pesquisa que o Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, na Califórnia do Sul, usou em Setembro de 2025 para testar um software de navegação que poderá ser usado por helicópteros em Marte - Nasa · Nasa — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Diferentemente dos motores usados para tirar um foguete do chão, os propulsores elétricos produzem um empurrão pequeno, mas podem funcionar durante longos períodos. Assim, mudam a velocidade aos poucos e aproveitam bem o propelente.

    O reator não serve para provocar explosões: ele fornece energia de maneira controlada. Outra vantagem é não depender da luz solar, que fica menos intensa quanto mais longe estamos do Sol.

    A Freedom também deverá transportar três helicópteros robóticos da missão SkyFall. Eles serão usados para observar o terreno e procurar gelo abaixo da superfície de Marte com radares, instrumentos que emitem ondas e analisam seus reflexos.

    Sonda espacial com estrutura longa e painéis solares em formato de X orbitando próximo à superfície de Marte, visível ao fundo com sua coloração avermelhada e crateras.
    Sonda espacial com estrutura longa e painéis solares em formato de X orbitando próximo à superfície de Marte, visível ao fundo com sua coloração avermelhada e crateras. — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Os sinais ajudam a investigar o que está escondido no subsolo. Encontrar gelo pode revelar pistas sobre a história do planeta e ajudar no planejamento de futuras explorações humanas.

    As hélices precisam empurrar o ar para sustentar o helicóptero, mas a atmosfera marciana é muito rarefeita. Por isso, há menos ar disponível para produzir essa sustentação. O pequeno Ingenuity já demonstrou que esse voo é possível.

    Pelo cronograma atual, a Freedom passará por Marte em 2029, e os helicópteros chegarão ao solo em 2030, numa aproximação posterior. São datas planejadas, que podem mudar com os testes.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A aventura mostra como estudar algo tão pequeno quanto um átomo pode ajudar a explorar um planeta inteiro.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/colunas/bibi-bailas/2026/09/dos-atomos-a-marte-uma-viagem-movida-a-energia-nuclear.shtml.

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