Brasil

    Dormir 7 horas pode melhorar o desempenho acadêmico, aponta estudo

    Dormir pelo menos 7 horas por noite ajuda a melhorar o desempenho acadêmico de jovens universitários

    Metrópoles
    10 de agosto de 2026 às 16:46
    Dormir 7 horas pode melhorar o desempenho acadêmico, aponta estudo
    Foto: Metrópoles

    Pesquisas recentes mostram que uma boa noite de sono é fundamental para a saúde do organismo, enquanto o descanso ruim produz o efeito oposto. Em adolescentes, por exemplo, dormir pouco compromete não apenas o bem-estar físico, mas também o desempenho escolar.

    Com o objetivo de checar os efeitos positivos de dormir mais no desempenho acadêmico, um estudo inédito publicado no Journal of Political Economy em julho deste ano incentivou estudantes a dormirem uma hora a mais e constatou melhoras nas notas das disciplinas.

    “A privação de sono é extremamente comum entre os jovens adultos, mas as universidades têm tido dificuldades em encontrar maneiras acessíveis de melhorar o desempenho dos alunos”, relatou o economista da saúde Osea Giuntella, da Universidade de Pittsburgh e um dos autores do estudo, ao ScienceAlert.

    Tara Moore/Getty Images
    Tara Moore/Getty Images — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Para testar os efeitos que dormir bem e mais fazem no corpo e no desempenho acadêmico, os autores analisaram 1.149 estudantes em diversas etapas do estudo. Na fase de intervenção, todos receberam dispositivos vestíveis da Fitbit e foram separados em dois grupos de forma aleatória.

    Inicialmente, os jovens avaliados dormiam cerca de 6,6 horas por noite e, 29% delas, menos de 6 horas.

    Dessa forma, um grupo foi incentivado a dormir pelo menos mais uma hora por noite. Como estímulo, eles ganharam US$ 4,75 ao dia, durante quatro semanas, caso conseguissem atingir a meta. Além disso, eles também receberam lembretes e informativos para dormirem mais.

    Jovem branco com barba dormindo no sofá. Metrópoles
    Jovem branco com barba dormindo no sofá. Metrópoles — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    O outro grupo, porém, não obteve nenhum benefício financeiro nem informativos que os alertassem a dormir mais; apenas utilizaram o Fitbit.

    “Estávamos interessados em duas questões principais. Primeiro, como uma intervenção comportamental simples poderia ajudar os alunos a desenvolver hábitos de sono mais saudáveis e consistentes. E, em segundo lugar, embora muitos estudos tenham documentado uma forte correlação entre o sono e o desempenho acadêmico , havia muito pouca evidência causal utilizando dispositivos vestíveis e em situações reais”, acrescentou Giuntella.

    Na fase dos testes de intervenção, o grupo que recebeu incentivo dormiu mais tempo, atingindo 26% das noites com sete horas de sono, um total de 19 minutos a mais por noite. Mesmo após a finalização dos testes, os estudantes permaneceram dormindo mais do que no início da pesquisa.

    Em relação às análises acadêmicas, os autores observaram que o grupo que dormiu mais apresentou melhora no desempenho das disciplinas com médias entre 0,075 a 0,089 pontos durante o semestre de intervenção e no semestre seguinte.

    Para os pesquisadores, embora os resultados sejam simples e necessitem de outras análises futuras, ainda assim, eles indicam que o estudo mostrou uma melhora significativa no desempenho acadêmico, algo considerado promissor.

    Giuntella finaliza que a intervenção é considerada simples e pode ser aplicada em diversos contextos acadêmicos, não somente em universidades.

    Receba notícias de Saúde e Ciência no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo! Basta acessar o canal de notícias do Metrópoles no WhatsApp .

    Para ficar por dentro de tudo sobre ciência e nutrição, veja todas as reportagens de Saúde .

    Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/saude/7-horas-sono-melhora-desempenho-academico.

    Imagem 1
    1 / 2

    Tara Moore/Getty Images — Foto: Metrópoles

    Compartilhe

    Espalhe essa notícia

    Comentários(0)