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    Dor do crescimento em crianças: o que é, causas e como aliviar desconforto

    Entenda por que as pernas doem à noite na infância, conheça tratamentos eficazes e saiba quando procurar ajuda médica para seu filho

    CNN Brasil
    6 de setembro de 2026 às 20:07
    Dor do crescimento em crianças: o que é, causas e como aliviar desconforto
    Foto: CNN Brasil

    A cena se repete em muitas casas: no fim da tarde ou durante a madrugada, a criança acorda chorando com dor nas pernas. Os pais massageiam a região, aplicam compressas mornas e, pela manhã seguinte, tudo parece ter voltado ao normal — o filho corre, brinca e não demonstra qualquer limitação.

    Esse padrão característico aponta para a dor do crescimento , condição benigna que acomete até 20% das crianças em idade escolar. Apesar do nome sugestivo, a ciência ainda não comprovou relação direta com o crescimento ósseo. Este guia reúne o que se sabe sobre causas, sintomas e formas de aliviar o desconforto, além de indicar os sinais de alerta que exigem investigação médica.

    A dor do crescimento representa uma das causas mais frequentes de desconforto musculoesquelético na infância. O quadro apresenta sinais bem definidos que facilitam o reconhecimento.

    Dor do crescimento apresenta sinais bem definidos que facilitam o reconhecimento • Canva / Reprodução · • Canva / Reprodução
    Dor do crescimento apresenta sinais bem definidos que facilitam o reconhecimento • Canva / Reprodução · • Canva / Reprodução — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    O desconforto surge nas duas pernas simultaneamente, concentrando-se principalmente na parte frontal das coxas, nas panturrilhas ou atrás dos joelhos. O horário de aparecimento é previsível: fim de tarde ou período noturno.

    Em alguns casos, a intensidade chega a despertar a criança durante o sono. Pela manhã, porém, a dor desaparece completamente, sem deixar sequelas ou limitações para atividades diárias como caminhar, correr ou brincar.

    As causas da dor do crescimento permanecem parcialmente desconhecidas pela ciência. Diversas hipóteses foram levantadas para explicar o fenômeno.

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    Cabelo chanel com IA: aprenda o passo a passo e como participar da trend que viralizou nas redes — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Entre as possibilidades investigadas estão a fadiga muscular, fatores genéticos e associação com deficiência de ferro ou vitamina D em alguns pacientes. Nenhuma dessas hipóteses, porém, explica todos os casos registrados.

    Um dado importante desmente o próprio nome da condição: não existem evidências científicas de que a dor seja causada pelo crescimento dos ossos ou por fases em que a criança cresce mais rapidamente. Apesar de provocar desconforto temporário, trata-se de condição benigna que não causa lesões, não compromete o desenvolvimento infantil e tende a desaparecer espontaneamente.

    O tratamento volta-se exclusivamente para o alívio dos sintomas, uma vez que as causas ainda não são totalmente conhecidas. Medidas simples costumam ser suficientes para proporcionar conforto.

    Dizer "obrigado" muitas vezes é sinal de mais do que gratidão; entenda
    Dizer "obrigado" muitas vezes é sinal de mais do que gratidão; entenda — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Massagens na região dolorida representam a primeira linha de cuidado. A aplicação de calor local e a realização de alongamentos antes de dormir completam o conjunto de estratégias não medicamentosas.

    Quando a dor se mostra mais intensa, analgésicos podem ser utilizados, desde que com orientação médica. A eficácia dessas medicações varia entre as crianças, e muitas vezes os anti-inflamatórios tradicionais mostram-se ineficazes.

    Pesquisadores da Ufscar (Universidade Federal de São Carlos) e do Instituto de Física da USP de São Carlos conduziram estudo piloto sobre nova abordagem terapêutica. A investigação testou a segurança da combinação de laser de baixa intensidade com ultrassom.

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    Leão que foi resgatado do 'pior zoológico da Europa' fez sinfonia de rugidos com outros animais — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    “As terapêuticas atuais se baseiam no controle dos sintomas com uso corriqueiro de analgésicos e anti-inflamatórios, que muitas vezes são ineficazes. Nossa ideia foi buscar uma terapia direcionada especificamente à dor do crescimento e que priorizasse o bem-estar e a segurança da população pediátrica”, afirma Lucas Pereira Liberal, estudante de medicina e um dos autores do estudo.

    Os resultados foram publicados em abril no Journal of Biophotonics. O projeto piloto envolveu nove crianças com diagnóstico confirmado, divididas em dois grupos: um recebeu uma sessão de laser de baixa intensidade associado ao ultrassom e o outro passou pelo mesmo procedimento com o equipamento desligado.

    A aplicação ocorreu nas palmas das mãos e nas plantas dos pés, não nas pernas. A escolha dessa região baseou-se nas propriedades analgésicas da laserterapia associada ao ultrassom. “São áreas que apresentam alta vascularização e inervação, favorecendo a absorção e a distribuição sistêmica dos efeitos da terapia”, explica o pesquisador.

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    Cabelo chanel com IA: aprenda o passo a passo e como participar da trend que viralizou nas redes — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Após a sessão, os pesquisadores observaram redução da dor nas crianças que receberam o tratamento, além de ausência de efeitos adversos relacionados à técnica. O objetivo da análise era investigar a segurança do método, não sua eficácia em larga escala.

    Estudos maiores serão necessários para confirmar se a terapia com laser e ultrassom realmente é eficaz e poderá fazer parte da prática clínica. A ortopedista pediátrica Susana dos Reis Braga, do Einstein Hospital Israelita, ressalta essa necessidade.

    A pesquisa piloto demonstrou segurança, mas a incorporação de qualquer técnica à rotina médica exige comprovação de eficácia em maior número de participantes. Essa etapa de validação ainda está por vir.

    Dizer
    Dizer — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Não existe exame específico para confirmar a dor do crescimento. A avaliação médica baseia-se principalmente no histórico clínico e no padrão de apresentação dos sintomas.

    O profissional investiga a localização da dor, os horários de ocorrência, a presença de sintomas em ambas as pernas e o comportamento da criança durante o dia. A ausência de limitações funcionais pela manhã é um indicador importante.

    Exames complementares podem ser solicitados para descartar outras condições . O diagnóstico é essencialmente clínico, feito por exclusão de doenças que apresentam sintomas semelhantes.

    Leão que foi resgatado do
    Leão que foi resgatado do — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Alguns sintomas indicam que o desconforto nas pernas pode não ser dor do crescimento. Esses sinais exigem avaliação médica aprofundada.

    Dor sempre na mesma perna representa o primeiro sinal de alerta. Sintomas que persistem durante o dia, dificuldade para andar e inchaço nas articulações também merecem atenção especial.

    A presença de febre, perda de peso, manchas roxas ou cansaço excessivo indica possível necessidade de investigação mais ampla. “Esses sintomas podem indicar outras doenças ortopédicas , reumatológicas, infecciosas ou até mesmo doenças hematológicas”, alerta a médica do Einstein, Susana dos Reis Braga.

    Quando qualquer um desses sinais aparece, a consulta médica não deve ser adiada. O diagnóstico diferencial é fundamental para identificar condições que requerem tratamento específico.

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    Publicado originalmente por CNN Brasil. Leia a matéria completa em https://www.cnnbrasil.com.br/curiosidades/dor-do-crescimento-em-criancas-o-que-e-causas-e-como-aliviar-desconforto/.

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