Dolly Parton, atriz e ícone da música country, morre aos 80 anos
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A cantora, compositora e atriz estadunidense Dolly Parton morreu nesta terça-feira (25), aos 80 anos. A informação foi anunciada pela família da artista, em comunicado divulgado nas redes sociais oficiais. Parton morreu em Nashville, no Tennessee ( EUA ), e a família informou que ela partiu pacificamente.
O anúncio foi feito pelo sobrinho da cantora, Bryan Seaver, que também era seu chefe de segurança. Segundo a família, será realizada uma cerimônia pequena e privada, restrita aos parentes mais próximos.
A causa da morte não foi divulgada. A notícia ocorre depois de período em que Parton havia relatado problemas de saúde e adiado apresentações que faria em Las Vegas (EUA). Poucos dias antes de sua morte, ela ainda falava sobre projetos futuros e dizia ter muitas coisas que gostaria de realizar.

Ao longo de quase seis décadas de carreira, Dolly Parton se tornou uma das compositoras mais prolíficas e bem-sucedidas da música popular. Ela escreveu aproximadamente três mil músicas , embora tenha gravado cerca de 450 delas.
A artista vendeu mais de 100 milhões de discos em todo o mundo e colocou 25 músicas no topo da parada country da Billboard, além de ter alcançado 47 álbuns no Top 10 da parada do gênero, segundo o The Guardian .
Entre seus maiores sucessos estão “Jolene”, “9 to 5”, “Coat of Many Colors” e “I Will Always Love You”. Suas músicas também foram regravadas por artistas de diferentes gêneros. “Jolene”, por exemplo, ganhou versões de nomes, como Beyoncé e The White Stripes.

A carreira rendeu 11 prêmios Grammy , incluindo um Grammy pelo conjunto da obra. Parton também entrou para o Songwriters Hall of Fame e recebeu o Johnny Mercer Award, uma das principais honrarias da instituição. Em 2022, foi incluída no Rock and Roll Hall of Fame.
A trajetória de Parton não ficou restrita à música. Ela estreou no cinema em 1980, no filme “Como Eliminar seu Chefe”, ao lado de Jane Fonda e Lily Tomlin. Além de atuar, escreveu e interpretou a música-tema do filme, que recebeu indicação ao Oscar.
A cantora também participou de produções, como “A Melhor Casa Suspeita do Texas”, “Flores de Aço”, “Rhinestone” e “Straight Talk”. Mais tarde, continuou aparecendo em produções de televisão e streaming, incluindo “Hannah Montana”, “Grace and Frankie” e “Dolly Parton’s Heartstrings”.

O sucesso de Parton também se estendeu aos negócios. Ela foi uma das responsáveis pela criação do Dollywood , parque temático localizado no Tennessee e que se tornou uma das principais atrações turísticas do Estado.
Dolly Parton também construiu uma trajetória marcada pela filantropia. Um de seus projetos mais conhecidos é a Imagination Library , iniciativa voltada à alfabetização infantil que distribuiu mais de 150 milhões de livros para crianças. O programa começou nos Estados Unidos e posteriormente se expandiu para outros países.
Durante a pandemia de Covid-19, Parton doou US$ 1 milhão (cerca de R$ 5,3 milhões) para pesquisas sobre vacinas na Universidade Vanderbilt. O dinheiro ajudou a financiar pesquisas que contribuíram para o desenvolvimento da vacina da Moderna.

Ela também apoiou bolsas de estudo para estudantes do condado do Tennessee, onde nasceu, e participou de iniciativas de ajuda após desastres naturais. Ao longo dos anos, seu trabalho filantrópico alcançou áreas, como educação, saúde e preservação da vida selvagem.
A artista ainda se tornou uma figura admirada por públicos muito diferentes nos Estados Unidos. Sua origem humilde, o humor e a disposição para falar abertamente sobre sua própria imagem ajudaram a construir uma persona pública que atravessou gerações e divisões políticas.
A morte de Parton acontece em momento em que ela ainda mantinha projetos artísticos em desenvolvimento. A cantora havia trabalhado em uma produção musical inspirada em sua própria vida, além de continuar planejando novos trabalhos.
Ela também havia falado sobre a possibilidade de utilizar um avatar para apresentações futuras, permitindo que sua presença artística continuasse mesmo quando não pudesse mais subir fisicamente ao palco.
O marido de Parton, Carl Thomas Dean, morreu em março de 2025, depois de quase 60 anos de casamento. Dean manteve uma vida longe dos holofotes e raramente acompanhava a cantora em eventos públicos.
Ao longo da vida, Parton demonstrou preocupação com o próprio legado. Em sua autobiografia e em entrevistas, ela afirmou que gostaria de ser lembrada principalmente como compositora. Para ela, as músicas que escreveu eram a principal marca que deixaria para o público.
Rodrigo Mozelli é jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo (UMESP) e, atualmente, é redator do Olhar Digital.
Publicado originalmente por Olhar Digital. Leia a matéria completa em https://olhardigital.com.br/2026/08/25/cinema-e-streaming/dolly-parton-atriz-e-icone-da-musica-country-morre-aos-80-anos/.

Parton ajudou a criar Dollywood, parque temático – Imagem: RaisaMacouzet/Shutterstock — Foto: Olhar Digital
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