Brasil

    Dólar sobe no rescaldo do rebaixamento do Brasil pelo JPMorgan

    Às 11h15, moeda americana avançava 0,21%, cotada a R$ 5,17. Já o Ibovespa, o principal índice da B3, oscila bastante, com tendência de queda

    Metrópoles
    12 de agosto de 2026 às 14:20
    Dólar sobe no rescaldo do rebaixamento do Brasil pelo JPMorgan
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    O dólar opera em leve alta de 0,21% frente ao real, a R$ 5,11, às 11h15 desta quarta-feira (12/8). Na véspera, a moeda americana registrou forte avanço de 0,98%, a R$ 5,16.

    O Ibovespa, o principal índice da Bolsa brasileira ( B3 ), abriu o pregão em leve alta de 0,18%, aos 168,1 mil pontos. Pouco depois, começou a cair. Às 11h15, recuava 0,16%. Na terça-feira (11/8), o indicador desabou 2,50%, depois que o JPMorgan rebaixou a recomendação de investimentos no Brasil.

    A sessão desta quarta-feira segue sob o efeito do relatório do banco americano. A análise alertou os investidores para um aumento da volatilidade no mercado brasileiro com a proximidade das eleições de outubro. O movimento reforçou a saída de estrangeiros da Bolsa, derrubando o Ibovespa — e contribuindo para a alta do dólar.

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    Jackal Pan/Getty Images — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    “O que está acontecendo é uma continuidade no movimento da véspera”, diz Emerson Junior, responsável pela mesa de câmbio da corretora Convexa. “Ninguém sai do Brasil em um dia. O estrangeiro começa a desmontar posições compradas aqui e isso leva certo tempo.”

    Assim, o câmbio e as ações no Brasil, embora oscilem bastante, caminham na contramão dos mercados globais. Às 10h50, enquanto o dólar operava em leve alta por aqui, o índice DXY, que mede a força da moeda americana frente a uma cesta de seis divisas fortes (como o euro, o iene e a libra esterlina), recua 0,07%, aos 99,80 pontos.

    No mesmo horário, os principais índices de Nova York subiam. As altas eram de 0,29%, no S&P 500; de 0,12%, no Dow Jones; e de 0,63%, no Nasdaq, que concentra ações de empresas de tecnologia.

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    Imagem de notas de dólar dos EUA - Metrópoles — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Os investidores acompanharam a divulgação, nesta quarta-feira, do Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos. A informação era considerada uma das mais relevantes da agenda, por causa do peso que poderia ter nas apostas sobre uma eventual alta dos juros básicos da economia americana.

    E os números da inflação americana vieram dentro das previsões dos agentes econômicos, o que diminui a pressão sobre os juros. De acordo com o Departamento de Estatísticas do Trabalho dos EUA, o CPI subiu 0,1% em julho, depois de queda de 0,4% em junho. No acumulado de doze meses, o avanço foi de 3,4%, ante 3,5% no mês anterior.

    A guerra no Irã também segue como outro importante vetor do mercado. Sem grandes novidades no front — e diante da frágil perspectiva de um acordo entre Washington e Teerã —, o preço do petróleo continua em alta, mas moderada.

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    Às 9h30, o barril do tipo Brent, a referência internacional da commodity, subia 0,30%, a US$ 89,18. O tipo West Texas Intermediate (WTI), que baliza o comércio nos Estados Unidos, avançava 0,58%, a US$ 83,68.

    No Brasil, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) veiculou os dados sobre o setor de serviços. O segmento manteve-se estável em junho, na comparação com maio. Em relação a junho de 2025, houve alta de 2,0%.

    Sob o ponto de vista da atividade, os números vieram melhores do que o esperado. Economistas consultados pela Reuters estimavam uma queda de 0,2% em junho sobre maio e avanço de 1,4% em relação a 2025.

    Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/negocios/dolar-bolsa-rebaixamento-jpmorgan.

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