Brasil

    Dólar sobe com disparada do petróleo e inflação nos EUA. Bolsa cai

    Moeda americana registra alta de 0,44% sobre o real, cotada a R$ 5,13. Ibovespa recua 0,36%, aos 184,9 mil pontos

    Metrópoles
    10 de setembro de 2026 às 13:37
    Dólar sobe com disparada do petróleo e inflação nos EUA. Bolsa cai
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    O dólar opera em alta de 0,44% frente ao real, cotado a R$ 5,13, nesta quinta-feira (10/9). Na véspera, a moeda americana subiu 0,51%, a R$ 5,11.

    O Ibovespa, o principal índice da Bolsa brasileira ( B3 ), iniciou o pregão em queda de 0,36%, aos 184,9 mil pontos. No pregão anterior, ele recuou 0,93%, aos 185,6 mil pontos.

    Quatro fatores externos interferem na movimentação dos mercados de câmbio e ações. Em conjunto, eles atuam no mesmo sentido: criam um ambiente de aversão ao risco por parte dos investidores.

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    Getty Images — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    O primeiro deles é a guerra no Oriente Médio. Os combates entre Estados Unidos e Irã intensificaram-se nos últimos dias, levando o preço do petróleo para além da barreira dos US$ 100.

    Às 10h05, a cotação do barril do tipo Brent, a referência internacional da commodity, avançava 3,89%, a US$ 105,15. O tipo West Texas Intermediate (WTI), que baliza o comércio nos Estados Unidos, subia 4,16%, a US$ 100,05.

    Nesta quinta-feira, o Banco Central Europeu (BCE) elevou a taxa de juros na zona do euro em 0,25 ponto percentual (p.p.), para 2,5% ao ano. Ao justificar a restrição, o BCE afirmou que a inflação deve permanecer bem acima da meta por um período prolongado, como resultado da pressão inflacionária do conflito no Oriente Médio.

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    Imagem colorida de maços de notas de dólares americanos, empilhadas umas sobre as outras - Metrópoles — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Nos Estados Unidos, o índice de preços ao produtor (PPI) subiu 0,4% em agosto na comparação com o mês anterior, após a alta revisada de 0,1% em julho. Os dados foram divulgados pelo Departamento do Trabalho americano e vieram dentro das projeções de analistas.

    No acumulado de 12 meses, o PPI teve alta de 5,4% em agosto, após o avanço de 4,8% em julho e acima do consenso de alta de 5,3%. O núcleo do índice, que exclui os preços de energia e alimentos, mais voláteis, subiu 0,2% em agosto em base mensal, abaixo da previsão do mercado de 0,3%.

    Na avaliação de Vitor Kayo, economista da Nomad, os dados do PPI reforçam a leitura de que o Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) segue com pouco espaço para relaxar o discurso mais duro sobre inflação, mantendo viva a possibilidade de uma alta de juros nas próximas reuniões, sendo a primeira delas na próxima semana.

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    Além disso, os investidores acompanharam a divulgação de dados sobre o mercado de trabalho nos Estados Unidos. Os pedidos iniciais de seguro-desemprego somaram 206 mil na semana encerrada no dia 5 de setembro, segundo dados divulgados pelo Departamento do Trabalho do país.

    O resultado ficou próximo do consenso do mercado, que apontava para 205 mil pedidos, e representa uma queda de mil solicitações em relação à semana anterior.

    No cenário interno, o Banco Central (BC) realizou nesta quinta-feira o “casadão”, a venda de dólares no mercado à vista conjugada com a compra no mercado futuro (por meio de swap reverso). O montante envolvido em cada ponta da operação foi de US$ 1 bilhão. Em tese, a ação não afeta o câmbio.

    Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/brasil/economia-br/dolar-petroleo-inflacao-bolsa.

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