Dólar oscila perto da estabilidade após IPCA-15 e em meio a pressão externa
O dólar está em leve alta nesta sexta-feira (25). Às 10h03, a moeda norte-americana avançava 0,08%, cotada a R$ 5,198. No exterior, os investidores acompanham a trajetória do petróleo , que segue próximo do patamar de US$ 105, mas recuava 1,57%, em meio ao impasse nas negociações entre Estados Unidos e Irã e à intensificação das tensões no Oriente Médio . Leia mais (09/25/2026 - 10h09)

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O dólar está em leve alta nesta sexta-feira (25). Às 10h03, a moeda norte-americana avançava 0,08%, cotada a R$ 5,198. No exterior, os investidores acompanham a trajetória do petróleo , que segue próximo do patamar de US$ 105, mas recuava 1,57%, em meio ao impasse nas negociações entre Estados Unidos e Irã e à intensificação das tensões no Oriente Médio .

A permanência do petróleo em níveis elevados aumenta a preocupação com a inflação e reforça a perspectiva de juros altos por mais tempo. Na véspera (24), os rendimentos dos Treasuries atingiram os maiores níveis em décadas nos Estados Unidos. A taxa da Treasury de dez anos chegou a 5,195%, maior patamar desde 2007, enquanto o título de 30 anos fechou a 5,479%, máxima desde 2004.
Nesta manhã, o rendimento da Treasury de dez anos estava em 5,177% às 10h06, com alta de 0,27%. Dirigentes do Fed (Federal Reserve, o banco central americano) vêm reforçando as preocupações com a inflação e os efeitos dos choques de oferta. O índice DXY, que mede o desempenho do dólar ante uma cesta de seis moedas fortes, estava em queda de 0,29%.
No cenário doméstico, o mercado repercute a divulgação do IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15), que subiu 0,7% em setembro, após registrar queda de 0,40% em agosto , segundo dados divulgados nesta sexta pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

A alta foi a maior para um mês de setembro desde 2021, quando o índice avançou 1,14%. O resultado também surpreendeu o mercado financeiro ao ficar acima das projeções coletadas pela Bloomberg. A alta superou tanto a mediana das estimativas, de 0,55%, quanto o teto, de 0,66%.
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A volta da alta da inflação já era esperada após o fim de fatores temporários que haviam contribuído para a queda do índice em agosto, como o bônus de Itaipu . O desconto temporário na conta de luz havia ajudado a levar o IPCA-15 para o campo negativo ( deflação ) em agosto.

Para Júlio Barros, economista do Daycoval, o fim dos descontos na conta de energia elétrica foi um dos principais destaques da leitura, em razão do encerramento dos efeitos do bônus de Itaipu. Segundo ele, o resultado representa um desafio para o BC (Banco Central) porque fatores temporários que haviam contribuído para reduzir a inflação agora exercem pressão no sentido contrário.
Barros afirma ainda que os núcleos de inflação, embora tenham vindo em linha com a expectativa, permanecem em níveis elevados e registraram alta na comparação interanual. A expectativa do economista é de manutenção da taxa básica de juros na próxima reunião do BC, que acontece nos dias 3 e 4 de novembro.
Na véspera (24), a moeda fechou em alta de 0,48%, cotada a R$ 5,193, acompanhando o fortalecimento da moeda no mercado exterior. O Ibovespa, principal índice da Bolsa, fechou em queda de 0,99%, aos 183.965 pontos.
O mercado também acompanha as pesquisas sobre a corrida presidencial de 2026, que chega às portas de sua última semana com Lula (PT) marcando 40% das intenções de voto no primeiro turno, contra 36% de Flávio Bolsonaro ( PL ), segundo a última pesquisa Datafolha divulgada na véspera.
No segundo turno, os dois aparecem tecnicamente empatados, com 47% para Lula e 45% para o senador fluminense. A diferença voltou a crescer em relação ao levantamento da semana passada, quando o petista tinha 46% e Flávio, 44%.
No primeiro turno, Lula também oscilou de 39% para 40%, enquanto Flávio manteve os 36%. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
O levantamento mostra uma interrupção na trajetória de aproximação de Flávio, que havia reduzido de 10 para 3 pontos a distância em relação a Lula ao longo de quatro meses. Agora, a diferença no primeiro turno voltou a quatro pontos, embora os resultados permaneçam dentro da margem de erro.
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Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/09/dolar-oscila-perto-da-estabilidade-apos-ipca-15-e-em-meio-a-pressao-externa.shtml.

Pessoa observa painel eletrônico com informações sobre as oscilações dos índices de mercado na B3, a Bolsa de Valores de São Paulo - Amanda Perobelli - 24.set.2026/Reuters · Amanda Perobelli - 24.set.2026/Reuters — Foto: Folha de S.Paulo
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