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    Dólar despenca para abaixo de R$ 5 após Flávio Bolsonaro liderar 1º turno das eleições

    O dólar abriu em queda de mais de 4% e voltou a ficar abaixo do patamar de R$ 5 nesta segunda-feira (5), após o resultado do 1º turno das eleições de domingo (4) reforçar a expectativa de alternância de poder na Presidência da República.

    UOL
    5 de outubro de 2026 às 13:00
    Dólar despenca para abaixo de R$ 5 após Flávio Bolsonaro liderar 1º turno das eleições
    A imagem mostra uma nota de cem dólares dos Estados Unidos iluminada por luz ultravioleta. O retrato de Benjamin Franklin é visível, com detalhes em azul e roxo devido à iluminação. A nota apresenta elementos de segurança que se destacam so — Foto: UOL

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    O dólar abriu em queda de mais de 4% e voltou a ficar abaixo do patamar de R$ 5 nesta segunda-feira (5), após o resultado do 1º turno das eleições de domingo (4) reforçar a expectativa de alternância de poder na Presidência da República.

    Notas de dólar - Pedro Affonso - 19.dez.2024/Folhapress · Pedro Affonso - 19.dez.2024/Folhapress
    Notas de dólar - Pedro Affonso - 19.dez.2024/Folhapress · Pedro Affonso - 19.dez.2024/Folhapress — Foto: UOL · Fonte: UOL

    O ex-senador Flávio Bolsonaro (PL) terminou o 1º turno na liderança, com 47,03% dos votos, ante 45,16% de Lula (PT), atual presidente.

    Por volta das 9h20, a moeda americana recuava 4,59%, a R$ 4,975. Na mínima, o dólar chegou a cair 4,66%, a R$ 4,973, no menor valor desde abril deste ano.

    Analistas ouvidos pela Folha também esperam que a Bolsa suba nesta segunda-feira. Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) disputarão o segundo turno , marcado para o próximo dia 25. Nunca houve uma virada do segundo colocado na disputa pela Presidência da República no segundo turno.

    Entenda o impacto da inflação e dos juros dos EUA no Brasil
    Entenda o impacto da inflação e dos juros dos EUA no Brasil — Foto: UOL · Fonte: UOL

    Parte dos investidores avalia que uma eventual alternância de poder poderia resultar em uma condução fiscal mais sólida, com impacto sobre a percepção de risco em relação aos ativos brasileiros.

    Uma percepção de maior controle sobre a trajetória da dívida pode reduzir o prêmio exigido pelos investidores para financiar o governo e, consequentemente, aliviar a pressão sobre a curva de juros. Taxas mais altas encarecem o crédito para empresas e reduzem a expectativa de lucro das companhias, o que tende a pesar sobre a Bolsa.

    O movimento também pode ocorrer no sentido contrário. Para analistas, um eventual governo do candidato do PL poderia beneficiar os ativos de renda variável. O BTG Pactual projeta que, se Flávio Bolsonaro vencer, as ações brasileiras poderiam voltar rapidamente à média histórica dos últimos dez anos, o que implicaria um potencial de alta de 11% a 20%.

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    Foto: UOL · Fonte: UOL

    O desempenho do ex-senador fluminense ocorreu em meio a uma onda bolsonarista, com vitórias estaduais e no Senado que evidenciaram a força do PL e de seus aliados. Nomes da equipe econômica do candidato do PL também são bem recebidos pela Faria Lima, como a ex-presidente da Caixa Daniella Marques e o ex-ministro de Minas e Energia na gestão de Jair Bolsonaro, Adolfo Sachsida .

    A Bolsa de Valores encerrou o último pregão antes do 1º turno das eleições, na sexta (2), com alta de 2,62%, aos 192.114 pontos. O índice não alcançava esse patamar desde 22 de abril, quando fechou aos 192.889 pontos. A última máxima histórica atingida pelo Ibovespa foi no pregão de 14 de abril deste ano, com fechamento aos 198.657 pontos.

    Mais cedo, os ADRs (recibos de ações) da Petrobras chegaram a disparar quase 10% nas negociações antes da abertura do mercado na Bolsa de Nova York em reação a liderança de Flávio.

    Trilili Urna Eletrônica
    Trilili Urna Eletrônica — Foto: UOL · Fonte: UOL

    Os papéis da empresa subiam 9,93%, a US$ 23,80, por volta das 6h45 (horário de Brasília). Na sexta-feira (2), a ação da petrolífera fechou cotada a US$ 21,65. No mesmo horário, o ADR da Vale tinha um impulso de 6,03%, a US$ 14,59, e o da Embraer tinha alta de 5,72%, a US$ 79,51.

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    Na sexta-feira, Felipe Cima, analista de renda variável da Manchester Investimentos, afirmou que o movimento refletiu, entre outros fatores, o fechamento de posições vendidas, os chamados shorts, o que ajudou a impulsionar ações que vinham pressionadas, como Hapvida . Ele também vê sinais de volta seletiva do investidor estrangeiro à Bolsa, enquanto os investidores institucionais brasileiros ainda estão pouco alocados em ações.

    O movimento ganhou impulso já pela manhã após a divulgação dos dados de emprego dos Estados Unidos , que mostraram a criação de 29 mil postos de trabalho em setembro , abaixo dos 90 mil projetados por economistas consultados pela Reuters. A taxa de desemprego ficou em 4,2%, ante projeção de 4,1%. O dado de agosto foi revisado de 162 mil para 133 mil vagas.

    Os dados reforçaram a percepção de desaceleração do mercado de trabalho americano, reduzindo a pressão sobre o Fed (Federal Reserve, o banco central dos EUA) para manter uma política monetária mais restritiva. Com isso, investidores passaram a considerar menos provável uma nova alta dos juros , favorecendo ativos de risco.

    Os Treasuries, títulos de dívida do governo americano, começaram o dia em queda após a divulgação dos dados, mas voltaram a subir durante a tarde. Às 17h10, os títulos de dez anos tinham rendimento de 5,284%, alta de 0,88% , enquanto os de 30 anos rendiam 5,632%, avanço de 0,52%. O índice DXY, que mede o desempenho do dólar ante uma cesta de principais divisas, fechou em queda de 0,21%.

    Em Wall Street, as Bolsas também fecharam em alta. O S&P 500 subiu 0,79%, o Dow Jones avançou 0,49% e o Nasdaq teve alta de 1,19%.

    Luis Ferreira, CIO para as Américas do EFG, diz que o resultado de emprego dos EUA abaixo do esperado reduz a possibilidade de uma nova alta de juros pelo Fed na próxima reunião, marcada para os dias 27 e 28 de outubro. Segundo ele, porém, o dado não encerra o debate sobre uma alta ainda neste ano. O EFG continua esperando uma elevação de 0,25 ponto percentual em dezembro.

    William Castro Alves, estrategista-chefe da Avenue, também destacou a diferença entre o resultado e as expectativas. Segundo ele, além da criação de vagas abaixo do esperado, a revisão do dado de agosto também chamou a atenção. O número passou de 162 mil para 133 mil postos de trabalho.

    Castro Alves também destacou a desaceleração do crescimento dos salários. A expectativa era de avanço de 0,3%, mas o resultado foi de 0,1%. A taxa de desemprego, por sua vez, subiu para 4,2%.

    Os investidores também acompanharam as incertezas no mercado de petróleo . Às 17h12, o Brent era negociado em alta de 0,59%, cotado a US$ 102. Em 26 de setembro, o presidente dos EUA, Donald Trump , rejeitou uma proposta do Irã para um plano de sete dias que previa a reabertura do estreito de Hormuz e a interrupção das hostilidades. Desde então, houve novas tratativas por meio de mediadores do Catar, mas ainda não houve um acordo.

    No mercado doméstico, investidores também repercutiram a divulgação da PIM (Pesquisa Industrial Mensal). A produção industrial recuou 0,6% em agosto ante julho, resultado abaixo das expectativas.

    Para Rodolfo Margato, economista da XP, o resultado levou a uma revisão da perspectiva para o crescimento da economia no terceiro trimestre. A produção industrial recuou abaixo das expectativas da XP, de queda de 0,2%, e do mercado, de alta de 0,1%.

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    Publicado originalmente por UOL. Leia a matéria completa em https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/10/dolar-despenca-para-abaixo-de-r-5-apos-flavio-bolsonaro-liderar-1o-turno-das-eleicoes.shtml.

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    Notas de dólar - Pedro Affonso - 19.dez.2024/Folhapress · Pedro Affonso - 19.dez.2024/Folhapress — Foto: UOL

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