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    Dólar cai e Bolsa sobe com recuo do petróleo e cenário eleitoral no radar

    O dólar recua nesta segunda-feira (21), acompanhando a baixa dos preços do petróleo no exterior e o cenário eleitoral brasileiros. Leia mais (09/21/2026 - 09h45)

    Folha de S.Paulo
    21 de setembro de 2026 às 12:45
    Dólar cai e Bolsa sobe com recuo do petróleo e cenário eleitoral no radar
    Nota de cem dólares com retrato de Benjamin Franklin em fundo azul escuro. Gráfico de linha vermelha com pontos brilhantes sobe e desce sobre a nota, indicando variação financeira. — Foto: Folha de S.Paulo

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    O dólar recua nesta segunda-feira (21), acompanhando a baixa dos preços do petróleo no exterior e o cenário eleitoral brasileiros.

    Notas de dólar - Pedro Affonso - 19.dez.2024/Folhapress · Pedro Affonso - 19.dez.2024/Folhapress
    Notas de dólar - Pedro Affonso - 19.dez.2024/Folhapress · Pedro Affonso - 19.dez.2024/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O recuo nas cotações da commodity reduz os temores de alta da inflação e dos juros no mundo e alimenta o apetite dos investidores por ativos de mercados emergentes, como o Brasil.

    Da mesma forma, pesquisas presidenciais apontando empates técnicos entre as candidaturas de Lula ( PT ) e Flávio Bolsonaro ( PL ) também

    Por volta das 11h40, a moeda americana recuava 0,72%, a R$ 5,107. No mesmo horário, a Bolsa avançava 0,45%, a 186.062 pontos.

    Estreito de Hormuz: crise afeta petróleo, fertilizantes e exportações do Brasil
    Estreito de Hormuz: crise afeta petróleo, fertilizantes e exportações do Brasil — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    "O comportamento do petróleo continua relevante porque uma permanência da commodity em níveis elevados pode aumentar as pressões inflacionárias e limitar a margem dos bancos centrais para flexibilizar a política monetária. Por outro lado, uma redução consistente do prêmio de risco geopolítico alivia parte dessa pressão e melhora o ambiente para os ativos de risco", diz William Castro Alves, estrategista-chefe da Avenue.

    Na manhã, o barril de Brent, referência mundial da commodity, com vencimento em novembro, recuava 2,42%, a US$ 101,36.

    A queda ocorre em meio à maior expectativa entre analistas de uma possível trégua no conflito no Oriente Médio e à normalização do tráfego no estreito de Hormuz, via marítima por onde escoava cerca de 20% do petróleo e do gás consumidos no mundo.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

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    O presidente dos EUA, Donald Trump , sinalizou estar aberto a um encontro com o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, nesta semana. O líder de Teerã deve estar em Nova York para a Assembleia Geral das Nações Unidas.

    O Irã também indicou a mediadores sua disposição para retomar as negociações, segundo a Al Jazeera, que citou o chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Mohsen Rezaei, em entrevista concedida no sábado.

     Programar investimentos é estratégia psicológica e traz mais disciplina financeira
    Programar investimentos é estratégia psicológica e traz mais disciplina financeira — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Essa expectativa por negociações, contudo, contrasta com sinais de escalada do conflito. No sábado (19), os arredores do principal aeroporto de Riad , capital da Arábia Saudita , foram atacados e uma densa coluna de fumaça foi vista. Os houthis reivindicaram a autoria da ofensiva.

    Nos mercados globais, o efeito é positivo. Nos EUA, S&P 500, Dow Jones e Nasdaq avançam 0,60%, 0,38% e 1,37%. As rentabilidades do Treasuries, títulos do Tesouro americano, de 2, 10 e 30 anos, recuam em bloco. A queda significa a alta dos preços dos ativos, já que rentabilidade e valorização tem relação inversa.

    O cenário eleitoral também se mantém no radar dos investidores. Pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (21) mostra o presidente Lula (PT) com 40% das intenções de voto no primeiro turno, ante 37% do senador Flávio Bolsonaro (PL). No segundo turno, Lula aparece com 46%, contra 45% de Flávio. Os dois cenários configuram empate técnico, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais.

    Na semana passada, pesquisa Datafolha mostrou Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) também empatados tecnicamente no primeiro turno, com 39% e 36%, respectivamente. No segundo turno, os dois mantiveram o empate técnico da rodada anterior, com 46% para o presidente e 44% para o senador.

    "O fator determinante tende a ser o cenário eleitoral. Conforme o mercado altera sua percepção sobre a trajetória fiscal e sobre o espaço para juros mais baixos no Brasil, esse componente doméstico pode prevalecer em determinados momentos sobre as pressões externas e puxar o dólar para baixo", diz Leonardo Mendes, consultor financeiro da Manchester Investimentos.

    Parte dos analistas avalia que Flávio tem um discurso mais alinhado à disciplina fiscal do que Lula. O senador afirma que, se eleito, fará um ajuste fiscal, com redução de despesas e de impostos.

    Uma percepção de maior controle sobre a trajetória da dívida pode reduzir o prêmio de risco exigido pelos investidores para financiar o governo e, consequentemente, aliviar a pressão sobre a curva de juros. Juros mais altos encarecem o crédito para empresas e consumidores e reduzem a expectativa de lucros das companhias, o que tende a pesar sobre a Bolsa. Ao mesmo tempo, uma maior percepção de risco pode reduzir a demanda por ativos brasileiros e pressionar o real.

    Durante a semana, o mercado estará atento a encontros e discursos na Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas). O presidente Lula irá discursar no evento, que começa nesta terça-feira (22).

    Ainda no ambiente internacional, Trump e Xi Jinping se reúnem em Washington. O líder chinês chega aos Estados Unidos na quarta-feira (23), e o encontro com o presidente americano está previsto para quinta-feira (24). As autoridades devem discutir temas como inteligência artificial e comércio entre os dois países.

    Na terça-feira (22), será divulgada a ata do Copom (Comitê de Política Monetária), do Banco Central, que deve detalhar o balanço de riscos considerado pela autarquia diante do cenário externo.

    Ainda no ambiente doméstico, na sexta-feira (25) será divulgado o IPCA-15 de setembro, considerado uma prévia do IPCA, principal indicador de inflação do país.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/09/dolar-abre-em-queda-com-recuo-do-petroleo-e-cenario-eleitoral-no-radar.shtml.

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    Notas de dólar - Pedro Affonso - 19.dez.2024/Folhapress · Pedro Affonso - 19.dez.2024/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo

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