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    Dólar cai e Bolsa avança à espera de nova pesquisa Datafolha e com exterior no radar

    O dólar está em queda nesta sexta-feira (21), acompanhando o desempenho da divisa norte-americana no exterior. No cenário doméstico, os agentes monitoram o noticiário político, à espera da divulgação de uma nova pesquisa Datafolha . Leia mais (08/21/2026 - 10h02)

    Folha de S.Paulo
    21 de agosto de 2026 às 13:02
    Dólar cai e Bolsa avança à espera de nova pesquisa Datafolha e com exterior no radar
    Notas de dólar americano sobrepostas, com foco na nota de cem dólares mostrando o retrato de Benjamin Franklin e detalhes do texto 'United States of America' e 'In God We Trust'. — Foto: Folha de S.Paulo

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    O dólar está em queda nesta sexta-feira (21), acompanhando o desempenho da divisa norte-americana no exterior. No cenário doméstico, os agentes monitoram o noticiário político, à espera da divulgação de uma nova pesquisa Datafolha .

    Cédulas de dólares empilhadas - Sam Mircovich/Reuters · Sam Mircovich/Reuters
    Cédulas de dólares empilhadas - Sam Mircovich/Reuters · Sam Mircovich/Reuters — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Às 10h45, a moeda tinha queda de 0,40%, cotada a R$ 5,173. No mesmo horário, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar ante uma cesta de seis moedas fortes, recuava 0,06%.

    A nova pesquisa Datafolha será divulgada a partir das 18h40.

    No mesmo horário, o Ibovespa, principal índice de ações da Bolsa brasileira, tinha alta de 1,39%, aos 170.271 pontos.

    Estreito de Hormuz: crise afeta petróleo, fertilizantes e exportações do Brasil
    Estreito de Hormuz: crise afeta petróleo, fertilizantes e exportações do Brasil — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A fraqueza do dólar ante outras moedas ocorre em meio a questionamentos de investidores sobre os esforços do Tesouro dos Estados Unidos para acalmar o mercado de títulos. Segundo os agentes, as medidas adotadas pelo órgão para conter a pressão nesse mercado podem acabar afetando a confiança na moeda americana.

    Na véspera (20), a moeda norte-americana fechou em alta de 0,33%, enquanto a Bolsa encerrou próxima da estabilidade, em avanço de 0,05%, aos 167.927 pontos. A valorização do petróleo beneficiou as ações da Petrobras , cuja alta ajudou a limitar as perdas do índice.

    Analistas repercutiram a nova escalada do conflito entre Washington e Teerã. Na quarta-feira (19), o presidente dos Estados Unidos , Donald Trump , afirmou que vai conduzir uma "guerra econômica sem precedentes" contra o Irã e ameaçou países que oferecessem apoio financeiro ao regime iraniano.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Em resposta, o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, afirmou que o plano tem como objetivo "distrair da própria crise dos Estados Unidos" . O Irã também avaliou atacar alvos militares americanos na Europa caso Trump intensifique a guerra, segundo pessoas próximas ao regime.

    Além disso, nesta sexta-feira (21), o Irã afirmou que sua resposta a quaisquer novas ameaças dos Estados Unidos seria "devastadora", após Washington prometer impor as sanções financeiras "mais severas da história" com o objetivo de derrubar o regime iraniano.

    As declarações do secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, foram feitas na quinta-feira (20), após Trump anunciar a guerra econômica e ameaçar países que oferecessem qualquer tipo de apoio financeiro ao Irã. Bessent disse que os detalhes das medidas serão apresentados na segunda-feira (24).

    Ilustração para Economia - Governo vai implantar sistema de chamadas verificadas contra fraudes telefônicas - Ferramenta será capaz de indicar se ligação partiu ou não de origem confiável
    Ilustração para Economia - Governo vai implantar sistema de chamadas verificadas contra fraudes telefônicas - Ferramenta será capaz de indicar se ligação partiu ou não de origem confiável — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O estreito de Hormuz permanece fechado, enquanto Teerã exige que os Estados Unidos cumpram condições de um acordo provisório firmado em junho.

    Entre as exigências estão o fim do bloqueio aos portos iranianos, a suspensão das sanções sobre o petróleo, a liberação de ativos congelados e a interrupção de ameaças e operações militares americanas.

    Antes da guerra, o estreito de Hormuz era responsável pela passagem de cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito comercializados no mundo. Com a interrupção da rota, investidores voltam a temer um choque de oferta de energia. A perspectiva aumenta a cautela nos mercados e pode pressionar a inflação global.

    Com o cenário indefinido, o barril de petróleo voltou a subir. Por volta das 10h45, o Brent, referência mundial da commodity, avançava 0,22%, a US$ 93,95.

    Os investidores também continuaram reagindo ao anúncio do Tesouro dos EUA de aumentar o volume de recompra de títulos de longo prazo . A medida reduziu os rendimentos dos Treasuries e favoreceu a busca por ativos de mercados emergentes.

    O órgão informou que elevará de US$ 2 bilhões para pelo menos US$ 4 bilhões o volume das operações de recompra de títulos com vencimento entre 10 e 20 anos e entre 20 e 30 anos.

    O anúncio ocorreu após o rendimento dos títulos de 30 anos chegar a quase 5,34% na terça-feira (18), o maior nível desde 2007. Quando os rendimentos sobem, os preços dos títulos caem, elevando o custo de financiamento de longo prazo para o governo e servindo de referência para outras modalidades de crédito, como financiamentos imobiliários.

    A alta dos juros longos também reflete preocupações dos investidores com a trajetória fiscal americana. A dívida pública dos Estados Unidos ultrapassou US$ 40 trilhões pela primeira vez na história .

    A decisão do Tesouro dos EUA teve impacto nos mercados. Os rendimentos dos títulos americanos de 10 anos e 30 anos caíram. No Brasil, os juros futuros também recuaram.

    Bruno Yamashita, coordenador de alocação e inteligência da Avenue, diz que, apesar do anúncio, o impacto sobre os juros foi limitado. O Treasury de 10 anos recua levemente e negocia próximo de 4,69%, ainda em patamares próximos aos observados nos últimos dias, quando chegou a operar na faixa de 4,74% a 4,75%.

    Em Wall Street, as Bolsas americanas avançavam nesta sexta-feira. O S&P 500 subia 0,35%, o Dow Jones tinha alta de 0,60% e o Nasdaq avançava 0,22%.

    De acordo com Bruno, o movimento representa uma recuperação após uma sessão negativa na quinta-feira, quando os principais índices americanos registraram quedas entre 0,9% e 1,3%.

    Segundo o especialista, com uma agenda econômica mais esvaziada nesta sexta-feira, os investidores já começam a direcionar a atenção para a próxima semana, que deve trazer eventos mais relevantes. O principal destaque será o simpósio de Jackson Hole, onde o mercado acompanhará as sinalizações do Fed (Federal Reserve, banco central norte-americano)sobre os próximos passos da política monetária.

    "Em resumo, o mercado encerra a semana em compasso de espera, com os investidores monitorando os próximos sinais sobre juros, política monetária americana e os resultados corporativos que devem movimentar a próxima semana", diz

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/08/dolar-abre-em-queda-a-espera-de-nova-pesquisa-datafolha-e-com-cenario-externo-no-radar.shtml.

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