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    Dólar abre oscilando com mercado de olho em dados de atividade e inflação no Brasil

    O dólar abriu oscilando nesta segunda-feira (17), com queda de 0,07%, a R$ 5,216. Nesta manhã, investidores monitoram os dados da economia brasileira divulgados pelo IBC-Br, indicador do BC (Banco Central) considerado uma prévia do PIB. Leia mais (08/17/2026 - 10h10)

    Folha de S.Paulo
    17 de agosto de 2026 às 13:10
    Dólar abre oscilando com mercado de olho em dados de atividade e inflação no Brasil
    Duas pessoas de costas apontam para painel eletrônico com gráficos e cotações de ações em ambiente interno, possivelmente bolsa de valores. — Foto: Folha de S.Paulo

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    O dólar abriu oscilando nesta segunda-feira (17), com queda de 0,07%, a R$ 5,216. Nesta manhã, investidores monitoram os dados da economia brasileira divulgados pelo IBC-Br, indicador do BC (Banco Central) considerado uma prévia do PIB.

    Duas pessoas conversam olhando para um painel eletrônico que exibe índices de mercado na Bolsa de Valores (B3), em São Paulo - Amanda Perobelli - 11.mai.2021/Reuters · Amanda Perobelli - 11.mai.2021/Reuters
    Duas pessoas conversam olhando para um painel eletrônico que exibe índices de mercado na Bolsa de Valores (B3), em São Paulo - Amanda Perobelli - 11.mai.2021/Reuters · Amanda Perobelli - 11.mai.2021/Reuters — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Os dados mostraram que a economia brasileira encerrou o segundo trimestre com leve crescimento, apesar da retração em junho. André Valério, economista sênior do Inter, afirma que a queda de 0,6% do IBC-Br em junho foi pior que a esperada. "Com isso, o índice do Banco Central sugere que o PIB avançou 0,2% no 2º trimestre de 2026, na comparação com o 1º trimestre deste ano. Nossa expectativa é que o PIB tenha variado 0,5% no 2º trimestre, acima do implícito pelo IBC, mas marcando uma notável desaceleração frente ao primeiro trimestre", diz.

    Valério afirma que o dado de junho confirma a trajetória de moderação da atividade e uma economia mais dependente do setor externo, principalmente do agronegócio e da exploração de petróleo. "O IBC implica que, sem o agro, a economia brasileira teria contraído 0,9% em junho", afirma.

    Entre os destaques, o varejo ampliado, que inclui as atividades do varejo restrito e setores como veículos, materiais de construção e atacarejo, e é uma das pesquisas utilizadas na análise da atividade econômica, contraiu 0,95% no segundo trimestre, indicando que as condições financeiras mais adversas têm sido um entrave para a dinâmica da atividade.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    "Assim, esperamos a continuidade da desaceleração da economia, com o PIB variando 1,8% em 2026, o que, na nossa visão, permitirá o Copom a manter o ciclo de calibração da Selic, encerrando o ano a 13,25%", diz o especialista

    Na sexta-feira (14), o dólar fechou em alta de 0,57%, a R$ 5,220, maior nível desde 19 de fevereiro. Enquanto o Ibovespa registrou queda de 0,09%, aos 166.934 pontos, menor nível desde 20 de janeiro, quando fechou aos 166.276 pontos.

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    Ilustração para Economia - Governo vai implantar sistema de chamadas verificadas contra fraudes telefônicas - Ferramenta será capaz de indicar se ligação partiu ou não de origem confiável
    Ilustração para Economia - Governo vai implantar sistema de chamadas verificadas contra fraudes telefônicas - Ferramenta será capaz de indicar se ligação partiu ou não de origem confiável — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Ainda nesta segunda-feira, o mercado repercute também os dados do IGP-10 (Índice Geral de Preços-10), que traz uma prévia da inflação de agosto. O indicador registrou queda de 0,51% no mês, após recuar 1,13% em julho, contrariando a expectativa de uma leve alta. O resultado foi influenciado principalmente pela queda nos preços da energia. Com isso, o IGP-10 acumula alta de 2% em 12 meses, segundo dados da FGV (Fundação Getulio Vargas).

    Entre os componentes do índice, o IPA-10 (Índice de Preços ao Produtor Amplo), que acompanha os preços no atacado e tem o maior peso no indicador, caiu 0,69% em agosto, após recuo de 1,76% no mês anterior. Já o IPC-10 (Índice de Preços ao Consumidor) registrou queda de 0,47%, ante alta de 0,23% em julho. O INCC-10 (Índice Nacional de Custo da Construção) subiu 0,65%, repetindo a taxa do mês anterior.

    No Boletim Focus desta semana, analistas consultados pelo BC revisaram suas projeções para a economia brasileira em 2027, com expectativa de inflação mais alta e crescimento mais baixo.

    A projeção para a alta do IPCA no próximo ano subiu para 4,24%, ante 4,22% na semana anterior. Para este ano, a estimativa permaneceu em 5,02%. O centro da meta oficial de inflação é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

    Para o PIB, a estimativa de crescimento em 2027 caiu pela quarta semana seguida, de 1,52% para 1,50%. Para 2026, os analistas mantiveram a projeção de expansão em 1,98%.

    Não houve alterações nas projeções para a taxa básica de juros . A expectativa é de Selic a 13,75% no fim deste ano e a 12% no próximo. Atualmente, a taxa está em 14%, e o Focus aponta para um corte de 0,25 ponto percentual em setembro

    Otávio Araújo, consultor sênior da ZERO Markets Brasil, afirma que o mercado internacional começa a semana de olho nos dados da Ásia, especialmente no PIB do segundo trimestre do Japão e nos números de produção industrial e vendas no varejo da China. Os indicadores podem dar sinais sobre o ritmo da segunda maior economia do mundo e seus efeitos sobre a demanda por commodities.

    "Paralelamente, as tensões geopolíticas no Oriente Médio , com as negociações da guerra entre Estados Unidos e Irã estagnadas, sustentam a alta do petróleo no mercado eletrônico, pressionando as expectativas de inflação global e reforçando o cenário de cautela dos investidores", afirma.

    Às 10h07 desta segunda-feira, o barril do petróleo Brent era negociado a US$ 89, com alta de 0,93%.

    Segundo Araújo, o principal destaque da agenda externa nesta semana será a ata da reunião do Fed (Federal Reserve, o banco central americano), que será divulgada na quarta-feira (19). O documento deve ser acompanhado em busca de sinais sobre os próximos passos dos juros americanos. Os balanços de grandes varejistas, como Home Depot e Walmart, também podem trazer pistas sobre o comportamento do consumo nos Estados Unidos.

    O índice DXY, que mede o desempenho do dólar ante uma cesta de seis moedas, abriu em queda de 0,23%.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/08/dolar-abre-oscilando-com-mercado-de-olho-em-dados-de-atividade-e-inflacao-no-brasil.shtml.

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