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    Dólar abre em queda com investidores repercutindo decisões de juros no Brasil e nos EUA

    O dólar abriu em queda nesta quinta-feira (17), com investidores repercutindo as decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos. Às 9h46, a moeda norte-americana registrava queda de 0,36%, a R$ 5,133. Leia mais (09/17/2026 - 09h52)

    Folha de S.Paulo
    17 de setembro de 2026 às 12:52
    Dólar abre em queda com investidores repercutindo decisões de juros no Brasil e nos EUA
    A imagem mostra várias notas de dólar dispostas em uma superfície azul. As notas incluem valores de 20 e 100 dólares, com os rostos de figuras históricas visíveis. As notas estão ligeiramente sobrepostas, criando uma composição que destaca — Foto: Folha de S.Paulo

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    O dólar abriu em queda nesta quinta-feira (17), com investidores repercutindo as decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos. Às 9h46, a moeda norte-americana registrava queda de 0,36%, a R$ 5,133.

    Notas de dólar - Pedro Affonso/Folhapress · Pedro Affonso/Folhapress
    Notas de dólar - Pedro Affonso/Folhapress · Pedro Affonso/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Na véspera (16), o Copom (Comitê de Política Monetária) decidiu, por unanimidade, reduzir a taxa básica de juros , a Selic , em 0,25 ponto percentual, de 14% para 13,75% ao ano. Foi o quinto corte consecutivo e a última reunião do colegiado antes das eleições presidenciais .

    Nos Estados Unidos, o Fed (Federal Reserve, banco central americano) elevou os juros em 0,25 ponto percentual, para a faixa entre 3,75% e 4% ao ano. A decisão, também tomada por unanimidade, com 12 votos a zero, marcou a primeira alta desde julho de 2023 e já era esperada pelo mercado.

    Na última quarta, a moeda americana fechou em queda de 0,02%, a R$ 5,152, enquanto a Bolsa recuou 0,51%, a 185.547 pontos.

    Entenda o impacto da inflação e dos juros dos EUA no Brasil
    Entenda o impacto da inflação e dos juros dos EUA no Brasil — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Durante o dia, investidores repercutiram a alta dos juros dos EUA pelo Fed . Foi a primeira alta dos juros desde julho de 2023 . Naquele mês , a taxa foi elevada para a faixa de 5,25% a 5,50% ao ano, o maior nível em 22 anos. Desde então, os juros foram reduzidos e, posteriormente, mantidos até chegar à faixa anterior de 3,5% a 3,75%.

    Segundo o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), o aumento para 3,75% a foi tomada por unanimidade pelos 12 membros do colegiado. O comunicado afirma que a inflação permanece elevada e que a medida contribuirá para um retorno mais rápido à meta de 2%.

    "A atividade econômica está se expandindo em ritmo sólido. Embora a incerteza permaneça elevada, em parte devido a acontecimentos geopolíticos, os gastos domésticos têm se mostrado resilientes. O crescimento da produtividade é forte, e os investimentos de capital permanecem robustos. A criação de empregos tem acompanhado o crescimento da força de trabalho", afirma o documento.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A decisão acompanhou a previsão de analistas do mercado. A expectativa de alta, que antes estava concentrada na reunião de outubro, passou a incluir a desta quarta-feira em meio à persistência da inflação no país.

    O PCE, indicador de inflação preferido do Fed, subiu 3,7% nos 12 meses até julho. O CPI (índice de preços ao consumidor), último indicador divulgado antes da reunião, também avançou: a inflação acumulada em 12 meses até agosto foi de 3,4%, mesma taxa registrada em julho.

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     Programar investimentos é estratégia psicológica e traz mais disciplina financeira
    Programar investimentos é estratégia psicológica e traz mais disciplina financeira — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A decisão ocorre em meio a choques de oferta provocados pelo conflito no Oriente Médio . Nas últimas semanas, a guerra escalou, com novos ataques entre EUA e Irã e ofensivas contra embarcações e instalações de petróleo. O estreito de Hormuz também teve os fluxos interrompidos, e as cotações do petróleo voltaram a superar US$ 100.

    "A inflação é o problema. A estabilidade dos preços vem sendo o problema há mais de cinco anos e meio", disse Kevin Warsh, presidente do Fed, após a decisão.

    Nos EUA, a decisão pressionou as Bolsas americanas. S&P 500 e Dow Jones encerraram o dia em quedas de 0,67% e 1,21%.

    No cenário doméstico, analistas apontam a melhora dos indicadores de inflação como um dos fatores que justificam a redução da taxa básica de juros. O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) desacelerou para 4,22% no acumulado de 12 meses até agosto .

    Com a redução da taxa confirmada, as decisões tendem a reduzir a atratividade da estratégia de carry trade. Nela, investidores tomam recursos em economias com taxas de juros mais baixas, como os EUA, e aplicam em países com juros mais altos, como o Brasil.

    Fernando Saad Benati, estrategista global da Avenue, diz que os juros dos Estados Unidos ficam 0,5 ponto percentual mais próximos dos do Brasil. Isso torna o cenário para o carry trade no nosso país menos atrativo. A operação serviu como um dos grandes colchões para o real recentemente.

    A tensão no conflito envolvendo EUA e Irã seguiu no radar dos investidores. Nesta quarta-feira, o petróleo Brent, referência mundial da commodity, recuou quase 3% . Ao contrário da véspera, a baixa dos preços pesou sobre os ativos locais, em especial as ações da Petrobras, que caíram mais de 3%.

    O recuo ocorreu após ser noticiado que autoridades dos Estados Unidos se reuniram com representantes dos houthis no fim de semana, segundo cinco fontes familiarizadas com o assunto.

    De acordo com pessoas a par das conversas, os houthis disseram às autoridades americanas que não tinham intenção de atacar embarcações dos Estados Unidos e que estavam comprometidos com o cessar-fogo firmado com os EUA em 2025, segundo duas fontes.

    Desde a semana passada , o grupo do Iêmen passou a atacar cidades sauditas, atingindo oleodutos e refinarias e interrompendo o tráfego pelo estreito de Bab el-Mandeb, uma das rotas alternativas ao estreito de Hormuz.

    A queda dos preços reduz as expectativas de alta da inflação, o que diminui a cautela dos investidores e favorece ativos de risco. Por outro lado, o movimento prejudica as perspectivas de receita e rentabilidade das empresas produtoras, caso das petrolíferas brasileiras.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/09/dolar-abre-em-queda-com-investidores-repercutindo-decisoes-de-juros-no-brasil-e-nos-eua.shtml.

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