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    Dólar abre em alta com tensão no Oriente Médio

    O dólar abriu em leve alta nesta terça-feira (18), acompanhando a piora dos mercados globais diante da manutenção das tensões no Oriente Médio , que pressionam os preços do petróleo e renovam as preocupações com a inflação. Às 10h08, a moeda tinha alta de 0,17%, cotada a R$ 5,208. Leia mais (08/18/2026 - 10h11)

    Folha de S.Paulo
    18 de agosto de 2026 às 13:11
    Dólar abre em alta com tensão no Oriente Médio
    Diversas cédulas de dólar americano sobrepostas, incluindo notas de 100, 50, 20 e 10 dólares, exibindo retratos históricos e elementos de segurança visíveis. — Foto: Folha de S.Paulo

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    O dólar abriu em leve alta nesta terça-feira (18), acompanhando a piora dos mercados globais diante da manutenção das tensões no Oriente Médio , que pressionam os preços do petróleo e renovam as preocupações com a inflação. Às 10h08, a moeda tinha alta de 0,17%, cotada a R$ 5,208.

    Notas de dolar - Pedro Affonso - 19.dez.2024/Folhapress · Pedro Affonso - 19.dez.2024/Folhapress
    Notas de dolar - Pedro Affonso - 19.dez.2024/Folhapress · Pedro Affonso - 19.dez.2024/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Nesta terça, o principal negociador de Teerã, Mohammad Baqer Qaliba, afirmou que o estreito de Hormuz permanecerá fechado até que os Estados Unidos cumpram as condições de um acordo provisório firmado com o Irã em junho.

    As exigências incluem que os EUA encerrem o bloqueio aos portos iranianos, suspendam as sanções ao petróleo, liberem ativos iranianos congelados e interrompam ameaças e operações militares, segundo Qalibaf.

    Às 10h09, o petróleo Brent era negociado a US$ 91, com alta de 0,36%. O DXY, índice que mede o desempenho do dólar ante uma cesta de seis moedas fortes, operava em estabilidade.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Pela passagem, considerada estratégica para o comércio global, circulava antes da guerra cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito comercializados no mundo. A possibilidade de restrições prolongadas à circulação pelo estreito mantém o mercado atento aos efeitos sobre os preços de energia e a inflação.

    Segundo Olívia Flôres de Brás, CEO da Magno Investimentos, a possibilidade de interrupções em Hormuz tem dimensão suficiente para transformar uma disputa regional em um problema monetário global. Os juros de longo prazo avançam nos Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha e Japão, enquanto investidores exigem mais prêmio para financiar governos por décadas, em um ambiente em que a energia mais cara ameaça reacender a inflação nas economias desenvolvidas.

    Na véspera (17), o dólar fechou em queda de 0,41%, a R$ 5,199, com investidores repercutindo novos dados da economia brasileira, entre eles o IBC-Br , indicador do Banco Central considerado uma prévia do PIB (Produto Interno Bruto). O Ibovespa fechou em queda de 0,09%, aos 166.793 pontos, décima sessão consecutiva em queda. Fora do índice, as ações das Casas Bahia recuaram 33% após a empresa entrar com pedido de recuperação judicial.

    Ilustração para Economia - Governo vai implantar sistema de chamadas verificadas contra fraudes telefônicas - Ferramenta será capaz de indicar se ligação partiu ou não de origem confiável
    Ilustração para Economia - Governo vai implantar sistema de chamadas verificadas contra fraudes telefônicas - Ferramenta será capaz de indicar se ligação partiu ou não de origem confiável — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A agenda dos Estados Unidos também está no radar dos investidores, com a espera por dados de produção industrial, construção de moradias e vendas pendentes de imóveis. Segundo Olívia, o mercado avalia os sinais de desaceleração da atividade americana ao mesmo tempo em que o petróleo e os juros longos permanecem pressionados, o que pode limitar o espaço para cortes de juros pelo Federal Reserve.

    Fabio Louzada, economista e fundador da B7 Business School, diz que o mercado brasileiro começou a semana ainda sob forte pressão. Segundo ele, a percepção de risco do Brasil aumentou, levando o mercado a exigir um prêmio maior para permanecer em ativos locais.

    "Tivemos o pedido de recuperação judicial das Casas Bahia mostrando o quanto as empresas estão sofrendo com os juros altos , além da incerteza sobre o cenário econômico e fiscal à frente. A taxa Selic está em 14% ao ano , e o mercado ainda trabalha com uma taxa elevada no encerramento de 2026", afirma.

    Na última segunda, também foram divulgados os dados do IBC-Br, que mostraram que a economia brasileira encerrou o segundo trimestre com leve crescimento de 0,2%, apesar da retração em junho. André Valério, economista sênior do Inter, afirma que a queda de 0,6% no mês foi pior do que a esperada pelo mercado.

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    "O índice do BC sugere que o PIB avançou 0,2% no 2º trimestre de 2026, na comparação com o 1º trimestre deste ano. Nossa expectativa é que o PIB tenha variado 0,5% no 2º trimestre, acima do implícito pelo IBC, mas marcando uma notável desaceleração frente ao primeiro trimestre", diz.

    No primeiro trimestre deste ano, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) informou que a economia brasileira cresceu 1,1% em relação aos três meses anteriores. O instituto divulga os dados do PIB do segundo trimestre, de abril a junho, no dia 1º de setembro

    O mercado também repercutiu, na véspera, os dados do IGP-10 (Índice Geral de Preços-10), que traz uma prévia da inflação de agosto. O indicador registrou queda de 0,51% no mês, após recuar 1,13% em julho, contrariando a expectativa de uma leve alta em meio à queda nos preços da energia. Com isso, o IGP-10 acumula alta de 2% em 12 meses, segundo dados da FGV (Fundação Getulio Vargas).

    Além disso, no Boletim Focus desta semana, analistas consultados pelo BC revisaram suas projeções para a economia brasileira em 2027, com expectativa de inflação mais alta e crescimento mais baixo.

    A projeção para a alta do IPCA no próximo ano subiu para 4,24%, ante 4,22% na semana anterior. Para este ano, a estimativa permaneceu em 5,02%. O centro da meta oficial de inflação é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

    Para o PIB, a estimativa de crescimento em 2027 caiu pela quarta semana seguida, de 1,52% para 1,50%. Para 2026, os analistas mantiveram a projeção de expansão em 1,98%.

    Não houve alterações nas projeções para a taxa básica de juros . A expectativa é de Selic a 13,75% no fim deste ano e a 12% no próximo.

    As taxas dos DIs desta terça abriram em leve queda. Às 10h07, o DI para janeiro de 2028 recuava para 13,940%, queda de 0,06 ponto percentual. Na ponta longa, o DI para janeiro de 2035 caia para 14,740%, queda de 0,008 ponto percentual.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/08/dolar-abre-em-alta-com-tensao-no-oriente-medio.shtml.

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    Notas de dolar - Pedro Affonso - 19.dez.2024/Folhapress · Pedro Affonso - 19.dez.2024/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo

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