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    Dólar abre em alta com dados de inflação dos EUA no radar

    O dólar abriu em alta nesta quinta-feira (13), com investidores repercutindo a divulgação de novos dados de inflação nos Estados Unidos e projetando a trajetória de juros no país. Leia mais (08/13/2026 - 10h07)

    Folha de S.Paulo
    13 de agosto de 2026 às 13:07
    Dólar abre em alta com dados de inflação dos EUA no radar
    Painel eletrônico exibe gráfico e cotações de ações em fachada de prédio com três pessoas caminhando em frente, todas usando máscaras. — Foto: Folha de S.Paulo

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    O dólar abriu em alta nesta quinta-feira (13), com investidores repercutindo a divulgação de novos dados de inflação nos Estados Unidos e projetando a trajetória de juros no país.

    Um homem passa ao lado de um painel eletrônico que exibe índices de mercado na Bolsa de Valores B3, em São Paulo - Amanda Perobelli - 12.ago.2026/Reuters · Amanda Perobelli - 12.ago.2026/Reuters
    Um homem passa ao lado de um painel eletrônico que exibe índices de mercado na Bolsa de Valores B3, em São Paulo - Amanda Perobelli - 12.ago.2026/Reuters · Amanda Perobelli - 12.ago.2026/Reuters — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Queda nos preços do petróleo no exterior e dados de varejo no Brasil também estão no radar dos analistas durante a sessão.

    Por volta das 9h55, a moeda americana subia 0,24%, a R$ 5,190. O movimento contrasta com o exterior, onde o índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a seis outras moedas, recuava 0,13%.

    Os dados dos preços ao produtor nos EUA ficaram abaixo do esperado em julho, em um sinal de menor pressão inflacionária na economia americana. Na comparação com o mês anterior, os preços ficaram estáveis, enquanto, na base anual, a alta foi de 4,7%. As expectativas, segundo pesquisa da Reuters, eram de avanços de 0,2% e 4,9%, respectivamente.

    O que é o Banco Central e por que ele influencia seu dinheiro
    O que é o Banco Central e por que ele influencia seu dinheiro — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Os números são acompanhados pelos investidores em busca de sinais sobre os próximos passos do Federal Reserve, o banco central americano, em relação aos juros.

    No ambiente doméstico, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) informou que o setor varejista brasileiro encerrou o segundo trimestre com alta nas vendas acima do esperado em junho. O avanço foi de 0,5% na comparação com maio, acelerando o ritmo em relação ao mês anterior e sinalizando alguma resiliência do consumo, mesmo diante do cenário de juros ainda elevados.

    O dia também será marcado por falas do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, que participa, às 14h30, da abertura do evento "30 anos de atuação do FGC", promovido pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), em São Paulo.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Na véspera (12), a moeda norte americana fechou em alta de 0,26%, cotado a R$ 5,177, com investidores repercutindo os dados de inflação dos Estados Unidos , que vieram em linha com as expectativas. O valor é o mais alto desde 9 de junho.

    A Bolsa registrou queda de 0,22%, aos 167.491 pontos, após recuar 2,50% no pregão de terça (11), aos 167.874 pontos. O índice fechou no menor nível desde 20 de janeiro, quando terminou a sessão aos 166.276 pontos, em meio à reação dos investidores à divulgação da ata da última reunião do Copom.

    Luca Girardi, analista de investimentos da Nomad, diz que o Ibovespa passou a sessão sem direção definida, alternando entre ganhos e perdas mesmo depois de uma sequência de pregões negativos. "O índice teve dificuldade em acompanhar o desempenho positivo de Nova York, com o mercado ainda bastante sensível ao noticiário e ao ambiente de aversão a risco global", diz o especialista.

    Ilustração para Economia - Governo vai implantar sistema de chamadas verificadas contra fraudes telefônicas - Ferramenta será capaz de indicar se ligação partiu ou não de origem confiável
    Ilustração para Economia - Governo vai implantar sistema de chamadas verificadas contra fraudes telefônicas - Ferramenta será capaz de indicar se ligação partiu ou não de origem confiável — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

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    Girardi adiciona que, além disso, outro fator relevante foi o vencimento de opções e futuros sobre o Ibovespa, o que tende a adicionar volatilidade ao pregão e pode ajudar a explicar o vaivém do índice ao longo do dia.

    Os preços ao consumidor nos EUA registraram ligeiro aumento em julho. O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) subiu 0,1%, após queda de 0,4% em junho, segundo dados divulgados pelo Bureau of Labor Statistics, do Departamento do Trabalho dos EUA. Em 12 meses, o índice avançou 3,4%, após alta de 3,5% em junho.

    O CPI é acompanhado pelo mercado e ajuda a sinalizar os próximos passos da política monetária do Fed (Federal Reserve, o banco central americano).

    Para Vinicius Flores, economista e sócio da Stratton Capital, os dados refletem a normalização da inflação americana após um mês de junho marcado pela queda nos preços de energia, em meio à expectativa de uma resolução no conflito entre EUA e Irã , que não se concretizou.

    Segundo Flores, no último mês, os dados de aluguéis contribuíram para aproximadamente dois terços do aumento da inflação em julho.

    O especialista afirma ainda que houve melhora no núcleo do CPI, que, apesar de continuar acima da meta de 2% do Federal Reserve, recuou de 2,6% para 2,5%.

    "Com os dados extremamente em linha com as expectativas do mercado, acredito que o próximo número de inflação que será divulgado antes da decisão do Fed em setembro carregará mais peso para a decisão do comitê." Para Flores, com os dados atuais, a expectativa para a próxima reunião do Fed não deve mudar, e o cenário mais provável é de manutenção dos juros .

    Segundo o FedWatch, do CME Group, o cenário mais provável para a próxima decisão do Fed é a manutenção da taxa de juros na faixa de 3,50% a 3,75%. Segundo analistas consultados, havia 59,9% de chance de manutenção, contra 40,1% de possibilidade de aumento para o intervalo entre 3,75% e 4%.

    Após a divulgação dos dados, os rendimentos dos Treasuries e o dólar, medido pelo índice DXY, passaram a cair. Ao longo do pregão, porém, o movimento perdeu força. No fechamento, o DXY registrou alta de 0,17%. Às 17h12, os rendimentos dos Treasuries estavam estáveis.

    No cenário doméstico, os investidores acompanharam os dados sobre o setor de serviços. O volume de serviços ficou estável em relação a maio e teve alta de 2% na comparação com o mesmo mês do ano anterior, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

    André Valério, economista sênior do Inter, diz que o resultado de junho foi marcado pela disseminação de taxas negativas, com quatro das cinco atividades pesquisadas apresentando contração no mês. A única atividade que expandiu em junho e impediu uma contração geral do setor foi a de informação e comunicação, que avançou 1,8%, reflexo da alta de 2,2% nos serviços de TI.

    As curvas de juros fecharam em leve alta. Às 17h15, o DI para janeiro de 2028 avançava para 13,930%, alta de 0,01 ponto percentual. Na ponta longa, o DI para janeiro de 2035 avançava para 14,560%, alta de 0,02 ponto percentual.

    Economistas consultados pelo Boletim Focus projetam a taxa de juros terminando 2026 a 13,75%, estimando assim um novo corte de 0,25 ponto percentual. As previsões para os próximos três anos são de 12% (2027), 10,5% (2028) e 10% (2029).

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/08/dolar-abre-em-alta-com-dados-de-inflacao-dos-eua-no-radar.shtml.

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