Doença que matou Netinho tem tratamento promissor, mas ele pode custar até R$ 4 milhões; entenda
Netinho Ricardo Matsukawa/UOL Quando o linfoma não Hodgkin responde à quimioterapia, as chances de cura são boas. Quando volta, o cenário muda: um tumor que já resistiu ao tratamento padrão tende a resistir de novo, e as alternativas se estreitam. Foi esse o caminho do cantor Netinho, que teve a doença diagnosticada em março de 2025, entrou em remissão ainda naquele ano, viu o câncer reaparecer em 2026, de forma mais agressiva, segundo ele mesmo contou, e morreu nesta terça-feira (13). Para pacientes nessa situação, a oncologia tem hoje uma aposta forte: a terapia CAR-T, que treina o sistema d
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Quando o linfoma não Hodgkin responde à quimioterapia, as chances de cura são boas. Quando volta, o cenário muda: um tumor que já resistiu ao tratamento padrão tende a resistir de novo, e as alternativas se estreitam. Foi esse o caminho do cantor Netinho, que teve a doença diagnosticada em março de 2025, entrou em remissão ainda naquele ano, viu o câncer reaparecer em 2026 , de forma mais agressiva, segundo ele mesmo contou, e morreu nesta terça-feira (13).
Para pacientes nessa situação, a oncologia tem hoje uma aposta forte: a terapia CAR-T , que treina o sistema de defesa do próprio doente para caçar o câncer . Ela já pode ser feita no Brasil e tem produzido respostas expressivas em quem esgotou outras opções, mas cada tratamento comercial custa de R$ 2 milhões a R$ 4 milhões.
O linfoma não Hodgkin reúne mais de 40 tipos de tumor do sistema linfático , segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), e a evolução varia muito de um para outro. Alguns avançam devagar, outros de forma agressiva. A Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (Abrale) calcula que as chances de cura fiquem, em média, entre 60% e 70%, para mais ou para menos conforme o subtipo e a extensão da doença no corpo.

O tempo de remissão pesa nas decisões do médico. O hematologista Guilherme Duffles, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e do grupo Oncologia D’Or, coordenador do Comitê de Linfomas da Associação Brasileira de Hematologia e Hemoterapia, explica que quem recai logo depois de terminar o primeiro tratamento costuma evoluir pior do que quem passa muito tempo sem sinais do câncer.
Pacientes mais jovens e com menos outras doenças suportam esquemas mais intensos, que podem render respostas melhores, ainda que com mais toxicidade.
Publicado originalmente por G1. Leia a matéria completa em https://g1.globo.com/saude/noticia/2026/10/13/doenca-que-matou-netinho-tem-tratamento-promissor-mas-ele-pode-custar-ate-r-4-milhoes-entenda.ghtml.

CAR-T Cell: terapia inovadora contra o câncer tem 87,5% de eficácia e pode entrar no SUS — Foto: G1
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