Do impeachment à votação pela expulsão: a crise que levou Casares a novo julgamento no São Paulo
O Conselho Deliberativo do São Paulo decide nesta quinta-feira se Julio Casares será expulso do quadro associativo do clube. A votação ocorre de forma online e termina às 17h. Julio Casares em Flamengo x São Paulo Jorge Rodrigues/AGIF O colegiado analisa uma recomendação da Comissão de Ética do clube, que sugeriu a exclusão. O documento, elaborado no último dia 24, aponta gestão temerária de Julio Casares, que dirigiu o clube de 2021 a 2026, até sofrer impeachment e renunciar ao cargo antes da decisão final em Assembleia Geral. O dirigente foi enquadrado no artigo 34 do estatuto social. + Siga
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O Conselho Deliberativo do São Paulo decide nesta quinta-feira se Julio Casares será expulso do quadro associativo do clube. A votação ocorre de forma online e termina às 17h.
Julio Casares em Flamengo x São Paulo — Foto: Jorge Rodrigues/AGIF
O colegiado analisa uma recomendação da Comissão de Ética do clube, que sugeriu a exclusão. O documento, elaborado no último dia 24, aponta gestão temerária de Julio Casares, que dirigiu o clube de 2021 a 2026, até sofrer impeachment e renunciar ao cargo antes da decisão final em Assembleia Geral.

O dirigente foi enquadrado no artigo 34 do estatuto social.
— Estará sujeito à pena de eliminação do quadro associativo do SPFC o associado que for condenado em processo judicial, definitivamente, ou venha a ser responsabilizado disciplinarmente, pela prática de ato de gestão irregular ou temerária, na forma da legislação vigente, em especial o disposto no art. 25 da Lei nº 13.155, de 04 de agosto de 2015, ou naquele que vier a substituí-lo — diz o documento.
Ao todo, o Conselho é formado por 255 integrantes. Para ser expulso, Casares precisa receber ao menos 171 votos favoráveis à aplicação da pena, o equivalente a dois terços do colegiado.
A derrocada de Casares começou em dezembro do ano passado, depois de o ge revela esquema ilegal de camarote pertencente à diretoria em dias de shows no Morumbis , com participação de Douglas Schwartzmann, braço-direito de Casares e ex-diretor adjunto de futebol de base, e Mara Casares, ex-esposa do dirigente que também tinha um cargo diretivo.
Em áudio obtido pela reportagem, os dois admitiram que ganharam dinheiro com a comercialização de ingressos para o camarote 3A, no setor leste do estádio. Em documentos internos do clube, esse espaço consta como "sala presidência". O local fica em frente ao escritório que era de Julio Casares e servia também para reuniões e entrevistas.
Com a repercussão, a Polícia Civil abriu um inquérito para apurar o caso, e conselheiros protocolaram, no dia 23 de dezembro, um pedido de impeachment de Casares.
Depois da aprovação do Conselho Deliberativo, o ex-presidente renunciou ao cargo no dia 21 de janeiro, antes da assembleia dos sócios.
Publicado originalmente por GE Esportes. Leia a matéria completa em https://ge.globo.com/futebol/times/sao-paulo/noticia/2026/09/10/do-impeachment-a-votacao-pela-expulsao-a-crise-que-levou-casares-a-novo-julgamento-no-sao-paulo.ghtml.

ge São Paulo traça linha do tempo do impeachment de Casares — Foto: GE Esportes
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