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    Do caipira ao agronejo: como a música sertaneja se tornou a mais ouvida do Brasil contemporâneo

    Jonathan Scarello dos Anjos não é um nome conhecido no Brasil. Mas Panda, sua identidade artística, sim: é a voz do hit musical mais ouvido no país atualmente, a sertaneja "Eu Te Seguro " - segundo o mais recente levantamento da Pró- Música Brasil, entidade representativa do mercado fonográfico nacional, com base na somatória das reproduções de plataformas de streaming. Leia mais (09/23/2026 - 16h20)

    Folha de S.Paulo
    23 de setembro de 2026 às 19:20
    Do caipira ao agronejo: como a música sertaneja se tornou a mais ouvida do Brasil contemporâneo
    Dois homens vestindo ternos pretos encostados em parede de madeira clara. Homem à frente é calvo com barba grisalha, atrás está outro homem com cabelo escuro e curto, ambos com expressão neutra. — Foto: Folha de S.Paulo

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    Jonathan Scarello dos Anjos não é um nome conhecido no Brasil. Mas Panda, sua identidade artística, sim: é a voz do hit musical mais ouvido no país atualmente, a sertaneja "Eu Te Seguro " - segundo o mais recente levantamento da Pró- Música Brasil, entidade representativa do mercado fonográfico nacional, com base na somatória das reproduções de plataformas de streaming.

    Rick e Renner em mega apresentação na Band - Divulgação · Divulgação
    Rick e Renner em mega apresentação na Band - Divulgação · Divulgação — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Mas o sertanejo que está no topo não é exatamente aquela música caipira que começou a surgir em gravações na virada dos anos 1920 para os 1930.

    Tampouco a vertente romântica com contornos bregas que fez a fama de duplas como a que Rick - o Geraldo Antônio de Carvalho, que morreu nesta semana em acidente de helicóptero - formou com Renner - nome artístico de Ivair dos Reis Gonçalves.

    Como costuma acontecer com exemplos de sucesso da indústria cultural, o gênero se reinventa constantemente conforme o tempo passa.

    Veja imagens da mansão de Rick, da dupla com Renner, em Orlando
    Veja imagens da mansão de Rick, da dupla com Renner, em Orlando — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Os exemplos que sucedem os anteriores são, na definição do historiador Gustavo Alonso, "modernizadores no sentido da antropofagia cultural, de incorporar valores e músicas de outras searas, de outras origens".

    Alonso é professor na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e autor do livro "Cowboys do Asfalto: Música Sertaneja e Modernização Brasileira " .

    "Houve uma transformação estrutural que acompanhou o processo de modernização e o deslocamento do meio rural para o consumo urbano", analisa a especialista Gisele Jordão, coordenadora do curso de cinema e audiovisual da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM).

    Quadro de Cornélio Pires, o 'mecenas' da primeira gravação de música sertaneja - Creative Commons / Wikimedia Commons via BBC Brasil · Creative Commons / Wikimedia Commons via BBC Brasil
    Quadro de Cornélio Pires, o 'mecenas' da primeira gravação de música sertaneja - Creative Commons / Wikimedia Commons via BBC Brasil · Creative Commons / Wikimedia Commons via BBC Brasil — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Jordão vê o gênero mudando dos versões "que registravam as rotinas do trabalho agrícola" e "causos locais" para "a dor nostálgica do migrante desiludido no meio urbano". Depois, com o avanço da fronteira pecuária para o Centro-Oeste, uma exaltação do "heroísmo do boiadeiro".

    Gradualmente, as canções sertanejas passaram a incluir "narrativas das culturas de massas" e se afastar "das referências rurais", dando mais ênfase aos "sentimentalismos amorosos".

    Por fim, neste século, veio a ênfase em "paqueras, bebidas, desencontros e consumo ostentatório".

    Veja lugares para curtir música sertaneja em São Paulo
    Veja lugares para curtir música sertaneja em São Paulo — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Em geral, entende-se como uma espécie de marco fundador da música sertaneja no Brasil o episódio que tornou o gênero acessível enquanto produto de consumo de massa: a primeira gravação de uma canção do segmento, no caso a música "Jorginho do Sertão " , composição do jornalista e folclorista Cornélio Pires (1884-1958) a partir de fragmentos de causos populares, na voz da dupla Mariano e Caçula. Foi em 1929.

    "Nenhuma gravadora queria gravar música caipira. Cornélio Pires alugou um estúdio e pagou a prensagem do próprio bolso", enfatiza a empresária artística Anita Carvalho, fundadora da escola Music Rio Academy e pesquisadora da ESPM.

    "Para mim isso é o primeiro lançamento independente da história da música brasileira, e diz muito sobre o quanto a indústria erra ao julgar o que o público quer."

    Tinoco
    Tinoco — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Mariano e Rubens da Silva, o "Caçula", eram irmãos e viviam em Piracicaba no interior paulista. A música que eles entoavam era aquela conhecida como moda de viola.

    Nesses quase cem anos que se passaram, o sertanejo atravessou fases distintas e pode ser entendido não só como fenômeno musical: o gênero deixa pistas, a partir do seu sucesso e de sua disseminação, para compreender a sociedade e a urbanização brasileira.

    Professor na Universidade de São Paulo (USP), o violeiro e pesquisador Ivan Vilela divide o sertanejo em cinco grandes fases - Vilela é autor do livro "Cantando a Própria História: Música Caipira e Enraizamento " e apontado como o grande especialista no tema.

    O quadro 'Caipira Picando Fumo', de Almeida Júnior, do fim do século 19 - Domínio Público · Domínio Público
    O quadro 'Caipira Picando Fumo', de Almeida Júnior, do fim do século 19 - Domínio Público · Domínio Público — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Os primeiros passos do gênero enquanto produto vai da gravação de Mariano e Caçula até a década de 1940. "A radiodifusão dessas músicas ajudou no processo de re-enraizamento dos migrantes que trocavam o campo pelas cidades grandes", pontua.

    Vilela nota que esse período viu o nascimento da profissionalização dos cantores. Foi o caso de Raul Torres (1906-1970), paulista de Botucatu que cantava mas pretendia conciliar a vida artística com a profissão de farmacêutico.

    Torres acabou vendo que a música era um bom filão e deixou o balcão para trás - chegou a formar dupla com um sobrinho, mas fez história mesmo com Florêncio, nome artístico de João Batista Pinto (1910-1971).

    Chitãozinho & Xororó
    Chitãozinho & Xororó — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    "Ele cantava embolada, mas percebendo que havia espaço de trabalho muito grande [para a música caipira], acabou entrando no segmento", diz Vilela. Ou seja: a música caipira deixava de ser uma expressão de gente da roça; virava entretenimento que seguia a lógica de oferta e demanda do mercado.

    "[Foi quando] a música caipira consolidou-se no mercado fonográfico, sobretudo, com o trabalho de músicos urbanos que passaram a se dedicar ao gênero", comenta o violeiro e pesquisador Leandro Valentin, doutor pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) e atualmente escrevendo a biografia do cantor sertanejo Tião Carreiro (1934-1993).

    Estima-se que, naquela época, o gênero já dominava 40% da incipiente indústria fonográfica brasileira.

    As cantoras Marília Mendonça, Maiara e Maraisa
    As cantoras Marília Mendonça, Maiara e Maraisa — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    "A segunda fase veio com a música já difundida pelo rádio, com a produção chegando também a cidades pequenas e zonas rurais", explica o professor da USP.

    A música que nasceu no campo, migrou para a cidade cantando o campo e agora voltava ao campo empacotada pelas ondas radiofônicas.

    O maior nome dessa fase, segundo Vilela, é a dupla Tonico & Tinoco. Foi um retumbante sucesso. Eram os irmãos João Salvador Perez (1917-1994), nascido em São Manuel, e José Salvador Perez (1920-2012).

    Conheça artistas do sertanejo 'agro'
    Conheça artistas do sertanejo 'agro' — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Na profícua carreira, gravaram quase 1 mil canções, lançaram 83 discos, venderam milhões e milhões de cópias e fizeram mais de 40 mil shows.

    Para Vilela, essa dupla significou o início de um processo de furar a bolha - e a música caipira passou a ser ouvida até por pessoas que não tinham relação alguma, nem afetiva nem biográfica, com o mundo rural.

    Ele estima que Tonico & Tinoco tenham vendido cerca de 150 milhões de discos, no total. "Somados todos os formatos, são a dupla que mais vendeu discos no mundo", crava.

    Leandro e Leonardo
    Leandro e Leonardo — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    "É quando se firmou com mais força um padrão: a dupla, o violão e a viola, não mais instrumentais de choro que se usavam antigamente", diz Vilela.

    "Os músicos eram caras da roça que cresceram ouvindo pelo rádio e agora compunham com características muito masi rurais, incorporando ritmos como catira, folia de reis."

    Se na primeira leva, os sertanejos narravam o dia a dia rural, na segunda essa vida no campo passa a ser vendida com contornos de saudade - afinal, o público já se consolidava também nas cidades e tinha aquele ideal imaginário do bucolismo como válvula de escape sentimental.

    Homem de meia-idade com cabelo escuro penteado para trás, veste terno marrom, camisa branca e gravata listrada. Fundo neutro esverdeado.
    Homem de meia-idade com cabelo escuro penteado para trás, veste terno marrom, camisa branca e gravata listrada. Fundo neutro esverdeado. — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    "A vida no campo e o êxodo rural são tematizados com uma dose de nostalgia e coexistem com o romantismo que começa a ganhar força aos poucos", nota Valentin.

    Vilela contextualiza. No início, eram os migrantes, "gente da roça que [tinha se mudado para as cidades mas] via valores na roça" os que ouviam sertanejo. Depois, "com esse povo já vivendo todo na cidade, as narrativas passam a ser anacrônicas".

    "O público de Tonico & Tinoco, a grande linha de vendagem já era o urbano, então eram histórias de saudade", comenta.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    "O termo música sertaneja se tornou hegemônico a partir dos anos 1950", pontua Alonso. "Antes, desde a primeira gravação de 1929, se falava música caipira, música do interior, música do sertão, música do campo..."

    Nessa década, o gênero incorporou elementos estrangeiros, sobretudo da guarânia paraguaia e da ranchera mexicana.

    "Esses gêneros dialogaram com as culturas locais e alguns vão se tornar adeptos", explica o historiador. "Nessa fase, houve o uso cada vez mais demarcado de ritmos tradicionais como o recortado, o cururu e o cateretê", acrescenta Valentin.

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    Nos anos 1960, a música sertaneja passou por outra grande transformação. O Brasil já tinha um processo bastante consolidado de êxodo rural e o mercado fonográfico entendeu que os novos ouvintes do gênero, os filhos dos migrantes, eram já nascidos nas grandes cidades.

    "Eles tinham uma educação tradicional em casa e uma educação moderna nas ruas, no trabalho, na escola. Para eles, foi criada uma música que juntava vertentes da Jovem Guarda com a música caipira", conta Vilela. "Na terceira fase, a música caipira deixa de ser cronista do mundo rural e se torna também cronista do mundo urbano."

    A primeira dupla desse subgênero foi Léo Canhoto & Robertinho , respectivamente Leonildo Sachi (1936-2020) e José Simão Alves, hoje com 82 anos. Para Valentin, foi "uma tentativa de modernização do sertanejo, seja com o uso de guitarras elétricas, seja com uma ênfase a elementos tipicamente mexicanos na sonoridade das canções, e com uma presença cada vez mais marcante da temática amorosa na letra das canções".

    Estante de madeira escura com uma prateleira contendo 22 livros alinhados, com lombadas coloridas em tons de amarelo, vermelho, azul, verde, preto e branco. Os livros estão organizados principalmente na vertical, exceto cinco empilhados hor
    Estante de madeira escura com uma prateleira contendo 22 livros alinhados, com lombadas coloridas em tons de amarelo, vermelho, azul, verde, preto e branco. Os livros estão organizados principalmente na vertical, exceto cinco empilhados hor — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A guinada pop viria nos anos 1980 - obra principalmente dos esforços comerciais da gravadora Sony. "[Os executivos das gravadora] perceberam que a música caipira poderia receber um novo tipo de vestimenta, roupagem sonora e visual, e aí iniciou-se a vertente chamada hoje de sertanejo romântico", comenta Vilela.

    "Neste balaio estão sucessos incontornáveis como Chitãozinho & Xororó , Leandro & Leonardo , Zezé Di Camargo & Luciano , João Paulo & Daniel , entre outros. Rick & Renner entram na derivação do sertanejo romântico, embora tenham vindo um pouco depois", pontua Vilela.

    Valentin diz que somente nessa fase "o sertanejo foi finalmente aceito pela grande mídia como o gênero mais popular do país, embora já o fosse havia décadas".

    "Nessa época houve a incorporação do brega enquanto estilo, como gênero musical", afirma Alonso. Era o amor exagerado. "Uma fixação. Hoje chamamos de sofrência, na época era 'música de corno' mesmo."

    Era uma época de jabá institucionalizado e uma indústria ávida por novidades. "O mercado já estava muito voraz, em cima da produção musical", avalia Vilela.

    "O romântico acompanha o pagode da época, também romântico, e segue uma vertente da música romântica norte-americana que ganhou muito campo nos anos 1980", analisa o professor e violeiro.

    Na virada do século surge o estágio atual do sertanejo, chamado de sertanejo universitárIo. O gênero fica pop, à media que o pop internacional também é incorporado e "vira norteador", complementa o professor da USP.

    "Eles são astros pop, tocam música pop em língua portuguesa, da maneira deles, mas a ideia é essa", resume.

    Valentin explica o sertanejo universitário como um momento de "fusão crescente com estilos como o pop, o rock e o axé". "E a temática das letras passa a dialogar cada vez mais com o público jovem urbano, com uma abordagem que transita entre o romantismo tradicional e a efemeridade de relações amorosas contemporâneas", pontua.

    É uma safra longa que já tem muitos desdobramentos.

    Caso do feminejo, surgido mais ou menos 10 anos atrás. Trata-se de um movimento em que mulheres - que sempre foram minoritárias entre os artistas do gênero - se tornaram as vozes mais ouvidas. Marília Mendonça (1995-2021), Maiara & Maraísa , Simone & Simaria , Naiara Azevedo , Paula Mattos e Paula Fernandes são as maiores expoentes.

    Mais recentemente, há o chamado agronejo, o subgênero que alimenta uma idolatria, em geral não crítica e subserviente, ao agronegócio. "São artistas que defendem a cultura do latifúndio e todas essas derivações", aponta Vilela. "Houve uma apropriação pela extrema-direita."

    O professor acredita que boa parte do setor esteja ligado a problemas de corrupção, por meio de uma lógica de cachês milionários em shows bancados por prefeituras e empresas ligadas ao agro em todo o país.

    O agronejo, lembra Valentin, incorpora "batidas eletrônicas e traços do pop e do funk ao sertanejo". "Não raro, a ostentação e os aspectos sensuais de relações amorosas efêmeras ou casuais são tematizados nessa fase", diz ele.

    "A música sertaneja contemporânea é a música das cidades pequenas e médias. Grande parte desses caras vieram das cidades pequenas e médias. O Brasil se tornou um país de cidades pequenas e médias", analisa o historiador Alonso, lembrando que as cidades grandes "pararam de inchar" nos anos 1990 e são as demais que crescem econômica e demograficamente desde então. "De certa forma, a música sertaneja retrata esse fenômeno."

    E segue antropofágica, incorporando novas estéticas. "Cada geração nova faz isso a seu modo. 'Ai Se Eu Te Pego' [que fez sucesso com Michel Teló ] é um forró. Você tem exemplos que são funk, tem reggaeton e agora o agronejo grava até música eletrônica", comenta o historiador.

    "Eles vão incorporando outras estéticas, de outros gêneros. É o que faz o sertanejo se tornar um grande guarda-chuva geral de gêneros popularzões."

    Embora dentre os nomes atuais esteja longe de ser unanimidade, a ideia da "dupla caipira" como símbolo do gênero permanece no imaginário. Segundo Vilela, essa forma de cantar "tem origem nos primórdios das gravações de música caipira", sempre com a ideia "de dois cantando juntos, muitas vezes irmãos".

    "A questão da dupla tem a ver com o canto em terças. Eles cantam em terças, ou seja, se um canta em dó, o outro canta em mi", explica Alonso. "Isso é padrão desde que se fazia música caipira lá atrás, antes mesmo de a indústria cultural abraçar o gênero." Ele observa que, curiosamente, o modelo do sertanejo universitário não mais prefere as duplas - a maioria dos astros faz carreira solo.

    Vilela lembra também que outra característica inerente ao gênero é a canção-romance, a canção-crônica, aquela que conta uma história. "A base da música caipira são as narrativas das histórias. Os povos não grafocêntricos, que não tinham a escrita, se apoiavam na música para registrar suas histórias, porque a música cantada preserva a integridade", explica o professor.

    "O sertanejo sempre foi crônica: histórias de fazenda, de cidade do interior, do sujeito que foi parar na capital, além de traição, jogo e bebida, que são temas de toda música popular", acredita Carvalho. "O que mudou de verdade foi o retrato do campo."

    Nessa perspectiva, não foi o olhar do gênero que mudou, mas sim o objeto. O mundo rural virou agronegócio - e a música acompanhou isso.

    "[A música caipira] é uma etnomúsica que traz traços muito característicos, instrumentais e de ritmos. São 17 ritmos presentes no universo da música caipira", enaltece Vilela.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2026/09/do-caipira-ao-agronejo-como-a-musica-sertaneja-se-tornou-a-mais-ouvida-do-brasil-contemporaneo.shtml.

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