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    Dívida pública recorde nas américas impacta financiamentos, avalia BIS

    Análise do banco ta,bém afirmou que que o aumentos das dívidas vem produzindo efeitos deproporcionais sobre as expectativas da inflação

    CNN Brasil
    20 de agosto de 2026 às 15:50
    Dívida pública recorde nas américas impacta financiamentos, avalia BIS
    Foto: CNN Brasil

    A dívida pública em patamares recordes nas Américas vem produzindo efeitos desproporcionais sobre o custo de financiamento dos governos e sobre as expectativas de inflação, segundo análise do BIS (Banco de Compensações Internacionais, em inglês).

    O estudo indica que, com endividamento elevado e despesas maiores com juros, os mercados reagem de forma mais intensa a déficits fiscais , e a alta do prêmio de risco se transmite com mais força para a inflação esperada, complicando a condução da política econômica.

    Na região, a dívida do setor público alcançou máximas de várias décadas após sucessivos choques e esforços limitados de consolidação fiscal.

    Torre da sede do Banco de Compensações Internacionais (BIS, na sigla em inglês) na Basileia, Suíça • 18/03/2021 REUTERS/Arnd Wiegmann · • 18/03/2021 REUTERS/Arnd Wiegmann
    Torre da sede do Banco de Compensações Internacionais (BIS, na sigla em inglês) na Basileia, Suíça • 18/03/2021 REUTERS/Arnd Wiegmann · • 18/03/2021 REUTERS/Arnd Wiegmann — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Episódios como a década perdida dos anos 1980 e, mais recentemente, a pandemia de covid-19 levaram o endividamento aos maiores níveis desde 1960 em muitos países emergentes latino-americanos.

    O cenário atual, marcado por preços de energia mais altos e pressão por medidas de apoio a famílias e empresas, acrescenta tensão às contas públicas.

    Além do tamanho da dívida, o BIS chama atenção para a escalada do custo de carregamento, isto é, o gasto com juros, que em geral aumentou na última década e, em vários casos, avançou mais do que as receitas fiscais.

    Análise: Dinâmica da dívida gera receio em investidores
    Análise: Dinâmica da dívida gera receio em investidores — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    A instituição observa que dívida e juros nem sempre caminham juntos.

    Inflação mais alta, depreciação cambial e elevação dos juros básicos podem aumentar a despesa com o serviço da dívida mesmo sem grande mudança no estoque.

    O ponto central do estudo é que esses fatores geram não linearidades, quando o efeito de um impulso fiscal deixa de ser proporcional e passa a ser amplificado.

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    Análise: Governo não paralisa os gastos para vencer eleição — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Em economias emergentes e em desenvolvimento nas Américas, o BIS encontra evidências de que expansões fiscais elevam os spreads soberanos, como os do EMBI índice do JPMorgan, muito mais quando a dívida já é alta.

    Em países mais endividados, o aumento do prêmio de risco diante de déficits pode ser quase três vezes maior do que em economias com dívida mais baixa.

    Quando o peso dos juros é elevado, o impacto sobre o risco também tende a ser maior e mais persistente. Segundo o BIS, esse padrão aparece tanto em regimes de câmbio flutuante quanto em arranjos não flutuantes.

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    Dívida vai subir para 115% do PIB em 2036, diz IFI — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    O prêmio de risco mais alto, por sua vez, pode pressionar as expectativas de inflação por diferentes canais.

    Entre eles, o BIS cita a tendência de enfraquecimento cambial, ou o aumento do risco de desvalorização em regimes administrados; o encarecimento do crédito para bancos e empresas mesmo sem mudanças na taxa básica; e a percepção de que, com a dívida elevada, a inflação pode acabar sendo usada, direta ou indiretamente, para aliviar o ajuste fiscal, sobretudo se houver dúvidas sobre a autonomia do banco central.

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    Análise: Dinâmica da dívida gera receio em investidores
    Análise: Dinâmica da dívida gera receio em investidores — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Nas estimativas da instituição, as expectativas de inflação de curto prazo tornam-se significativamente mais sensíveis às oscilações do prêmio de risco quando a dívida pública é elevada.

    Na conclusão, o BIS afirma que o ambiente atual eleva o custo de adiar ajustes .

    A recomendação é de políticas fiscais mais disciplinadas , com estratégias críveis de consolidação que preservem o potencial de crescimento, protejam investimentos produtivos e serviços essenciais, e se apoiem em instituições robustas, como regras fiscais claras, transparência e mecanismos efetivos de cumprimento.

    Análise: Governo não paralisa os gastos para vencer eleição
    Análise: Governo não paralisa os gastos para vencer eleição — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    No campo monetário, o estudo enfatiza a necessidade de resguardar a credibilidade do compromisso com a estabilidade de preços e, sobretudo, a independência do banco central, como condição para reduzir vulnerabilidades macroeconômicas em um contexto de endividamento elevado.

    Dívida vai subir para 115% do PIB em 2036, diz IFI
    Dívida vai subir para 115% do PIB em 2036, diz IFI — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil
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    Capacidade de empresas brasileiras de quitar dívidas preocupa, diz economista | Abertura de Mercado — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Publicado originalmente por CNN Brasil. Leia a matéria completa em https://www.cnnbrasil.com.br/economia/money/macroeconomia/divida-publica-recorde-nas-americas-impacta-financiamentos-avalia-bis/.

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