Dívida bruta do Brasil atinge 82,9% do PIB em agosto, maior nível em 5 anos, mostra BC
A dívida bruta do Brasil seguiu em alta e atingiu 82,9% do PIB (Produto Interno Bruto) em agosto, o maior nível em cinco anos. No mês, houve elevação de 0,3 ponto percentual. Os dados foram divulgados pelo Banco Central nesta quarta-feira (30).

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A dívida bruta do Brasil seguiu em alta e atingiu 82,9% do PIB (Produto Interno Bruto) em agosto, o maior nível em cinco anos. No mês, houve elevação de 0,3 ponto percentual. Os dados foram divulgados pelo Banco Central nesta quarta-feira (30).

A dívida bruta —que compreende governo federal, INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e governos estaduais e municipais— é um dos principais indicadores econômicos observados pelos investidores na hora de avaliar a saúde das contas públicas do país.
A comparação é feita em relação ao PIB para mostrar se a dívida do governo é sustentável. A trajetória da dívida bruta é hoje um dos focos de preocupação do mercado financeiro.
No terceiro mandato do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a dívida bruta subiu mais de 11 pontos percentuais. Em dezembro de 2022, o indicador estava em 71,68% do PIB.

Neste ano, o avanço acumulado do indicador de endividamento é de 4,2 pontos percentuais. O crescimento do endividamento foi influenciado, sobretudo, pelos gastos com juros. Hoje, a taxa básica (Selic) está em dois dígitos, fixada em 13,75% ao ano , e vem tendo redução a conta-gotas.
A dívida líquida, que desconta os ativos do governo, teve aumento de 0,1 ponto percentual no mês e chegou a 69,3% do PIB (saldo de R$ 9,2 trilhões). No acumulado do ano, houve avanço de 4 pontos percentuais.
Ainda segundo dados do BC, o setor público consolidado brasileiro registrou déficit primário de R$ 10 bilhões em agosto.

O montante engloba os resultados do governo central (Tesouro, Banco Central e Previdência Social), governos estaduais e municipais e de empresas estatais (exceto Petrobras e bancos públicos).
O resultado deficitário foi puxado pelas contas do governo central, com déficit de R$ 14,7 bilhões. Estados e municípios, por sua vez, tiveram resultado superavitário de R$ 2,7 bilhões e as empresas estatais registraram superávit de R$ 2 bilhões.
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Publicado originalmente por UOL. Leia a matéria completa em https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/09/divida-bruta-do-brasil-atinge-829-do-pib-em-agosto-maior-nivel-em-5-anos-mostra-bc.shtml.

Presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em entrevista na sede da autarquia, em Brasília - Pedro Ladeira - 24.set.26/Folhapress · Pedro Ladeira - 24.set.26/Folhapress — Foto: UOL
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