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    Dívida bruta brasileira atinge 82,5% do PIB em julho, maior patamar em cinco anos

    A dívida pública brasileira chegou a 82,5% do PIB (Produto Interno Bruto) em julho deste ano, o maior patamar desde abril de 2021, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (31) pelo Banco Central . Leia mais (08/31/2026 - 09h23)

    Folha de S.Paulo
    31 de agosto de 2026 às 12:23
    Dívida bruta brasileira atinge 82,5% do PIB em julho, maior patamar em cinco anos
    Entrada principal do Banco Central do Brasil com fachada de colunas verticais em tom bege e teto saliente branco. Acima da porta de vidro escura, letreiro branco com o nome da instituição. — Foto: Folha de S.Paulo

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    A dívida pública brasileira chegou a 82,5% do PIB (Produto Interno Bruto) em julho deste ano, o maior patamar desde abril de 2021, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (31) pelo Banco Central .

    Prédio do Banco Central, em Brasília
    Prédio do Banco Central, em Brasília — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O indicador subiu 0,6 ponto percentual em relação a junho deste ano . A DBGG (Dívida Bruta do Governo Geral) considera o governo federal, os estaduais e as prefeituras, além do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Do ponto de vista nominal, a dívida representa R$ 10,9 trilhões.

    Em abril de 2021, a dívida registrada foi de 82,62% do PIB, em um momento marcado pela alta dos gastos federais devido à pandemia da Covid-19.

    O governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) envia hoje o Orçamento de 2027 ao Congresso Nacional, com previsão de superávit primário efetivo de R$ 20 bilhões, o que representa o melhor Orçamento enviado ao Congresso desde o que foi enviado em 2014, que previa um superávit de R$ 86 bilhões (em valores da época) para 2025.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Embora a meta seja a mais positiva em mais de 10 anos, especialistas consideram que o patamar deve ser maior nos próximos anos para equalizar a dívida pública. Em entrevista à TV Globo na última semana, o presidente Lula minimizou a alta da dívida pública.

    No terceiro mandato do governo Lula, a dívida subiu mais de 10 pontos percentuais. Em dezembro de 2022, o indicador estava em 71,68% do PIB. Especialistas avaliam que essa alta torna urgente a discussão das medidas robustas de ajuste nas contas públicas pelos candidatos que disputam o Palácio do Planalto este ano.

    No último Relatório de Projeções Fiscais, divulgado ao final de junho pelo Tesouro Nacional, a equipe econômica projeta que a DBGG atingiria o pico de 87,9% do PIB em 2029, quando entraria em trajetória de queda. As estimativas do mercado financeiro, no entanto, são piores, sem apontar para uma estabilização nos próximos anos.

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    Programar investimentos é estratégia psicológica e traz mais disciplina financeira — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O BC explicou que a alta mensal ocorreu devido aos juros nominais apropriados (0,8 p.p.), das emissões líquidas de dívida pública (0,2 p.p.) e do efeito da variação do PIB nominal (-0,5 p.p.). No ano, a alta foi de 3,9 p.p. do PIB.

    Já quando considerada a variação de 3,9 pontos percentuais do PIB em um ano, a autoridade monetária registrou que esse aumento é resultado da incorporação de juros nominais (5,7 p.p.), das emissões líquidas de dívida (1,5 p.p.), do crescimento do PIB nominal (-3,1 p.p.) e do efeito da valorização cambial (-0,3 p.p.).

    Em julho, os dados do BC registraram que o setor público atingiu um superávit primário de R$ 1,4 bilhão. No mesmo mês do ano passado, o déficit foi de R$ 66,6 bilhões.

    Com informações de Adriana Fernandes, Guilherme Pimenta, Marcos Hermanson e da Reuters

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/08/divida-bruta-brasileira-atinge-825-do-pib-em-julho.shtml.

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