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    Discussão política no trabalho exige cuidado também fora do escritório

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    Folha de S.Paulo
    7 de setembro de 2026 às 20:31
    Discussão política no trabalho exige cuidado também fora do escritório
    #pratodosverem: Arte com fundo cinza mostra pessoas com várias tonalidades de pele e roupas dipostas lado a lado. No canto esquerdo, há uma seta indicando para a esquerda; no canto direito, uma seta indicando para a direita. Na parte superi — Foto: Folha de S.Paulo

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    Especialista diz que moderação evita conflito entre colegas e chefes - Catarina Pignato/Folhapress · Catarina Pignato/Folhapress
    Especialista diz que moderação evita conflito entre colegas e chefes - Catarina Pignato/Folhapress · Catarina Pignato/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Informações semanais sobre mercado de trabalho e dicas para universitários e recém-formados alavancarem sua vida profissional

    O ano eleitoral chega, o clima esquenta, e de repente aquela conversa de corredor sobre política vira motivo de climão com o colega de mesa —ou, pior, com o chefe.

    Vamos entender como ter uma discussão saudável sobre política sob as regras (quase nunca escritas) do ambiente corporativo.

    Confira as últimas edições da newsletter Folha Carreiras
    Confira as últimas edições da newsletter Folha Carreiras — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Cuidado com as paixões. Em geral, não pega bem ter nenhuma forma de discussão fervorosa com colegas, seja sobre o trabalho em si ou sobre outros assuntos, como a disputa eleitoral. O importante é não "colocar gasolina na fogueira", diz a advogada trabalhista Tábata Dias.

    Ou seja, conversas respeitosas e que se mantêm tranquilas são bem-vindas: afinal, é difícil ignorar um acontecimento que envolve a vida de todos, como as eleições. O importante é não entrar em agressões verbais, ofensas e, claro, manter a convivência corporativa fluida, independentemente das discordâncias individuais.

    Nem toda discussão política pede intervenção: conversas respeitosas entre pessoas dispostas a participar geralmente não são problemas. O alerta liga quando a conversa vira um conflito, deixa alguém constrangido ou mira em características como raça, religião ou gênero.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Fronteiras. Muita gente acha que o limite é a porta do escritório. Não é. Segundo Tábata Dias, contam como extensão do ambiente de trabalho: o horário de almoço com colegas, o happy hour, viagens a trabalho, visitas a clientes e qualquer situação de atendimento ao público —mesmo fora do horário de expediente.

    Isso significa que o cuidado para manter o relacionamento saudável entre colegas precisa se estender a esses ambientes. Nada de brigar ou criar rusgas na mesa do restaurante, ou na mesa do bar.

    ↳ Prestar atenção nesses comportamentos é essencial, especialmente para quem está começando. Nesses contextos, você está representando a empresa, e regras de conduta valem como no escritório.

    A psicóloga Wendy Rhoades (Maggie Siff), personagem da série Billions
    A psicóloga Wendy Rhoades (Maggie Siff), personagem da série Billions — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Rede social é (quase) sua. Segundo Tábata Dias, o cuidado precisa se estender às redes sociais. Vale entender com a liderança se a empresa tem algum código de conduta para os funcionários na internet —muitas criam regras específicas para o comportamento online no período eleitoral, por exemplo.

    Se não houver manual para o período, vale a conduta normal —que provavelmente também recomenda moderação nas publicações.

    No LinkedIn , o cuidado deve ser redobrado. Lá, você se vincula explicitamente à empresa , o que muda o jogo. Em redes como Instagram e Facebook, o vínculo geralmente não é declarado, e o espaço deveria, em tese, ser mais tranquilo para manifestação política. Na prática, segundo Dias, não é bem assim.

    Na lei. Do ponto de vista legal, a manifestação política no trabalho não é proibida, mas a legislação não garante proteção automática. O empregador não precisa justificar uma demissão sem justa causa e pode desligar alguém simplesmente por discordar da sua posição política. Esse é, no entanto, um cenário extremo e pouco frequente.

    Existe, no entanto, o assédio eleitoral , que é quando empregadores pressionam os trabalhadores a votar em determinados candidatos. Nesse caso, é possível fazer uma denúncia anônima ao Ministério Público por meio da campanha "No meu voto mando eu" .

    Em resumo… entre os sinais que costumam preocupar um RH: insistência em discutir política mesmo após pedidos para parar, discussões que sobem de tom, queda de produtividade, e comentários que cruzam para discriminação ou assédio.

    ↳ Do lado do empregado, é incentivado: ter opinião, votar em quem quiser, comentar notícias respeitosamente nas pausas.

    ↳ A empresa pode restringir: comportamento que atrapalhe o trabalho, crie ambiente hostil, ou pressione colegas a adotar determinada posição.

    Na prática… aí vão algumas dicas da especialista para te ajudar a tatear o ambiente.

    E você, já viveu ou presenciou alguma tensão política no seu trabalho? Como a empresa lidou com isso?

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/sobretudo/carreiras/2026/09/discussao-politica-no-trabalho-exige-cuidado-tambem-fora-do-escritorio.shtml.

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    Especialista diz que moderação evita conflito entre colegas e chefes - Catarina Pignato/Folhapress · Catarina Pignato/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo

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