Discord começa a suspender chamadas de vídeo e compartilhamento de tela
O Discord começou a suspender nesta segunda-feira (17) os recursos de compartilhamento de tela e chamadas de vídeo no Brasil para cumprir uma determinação da ANPD (Agência Nacional de Proteção de Dados). Leia mais (08/17/2026 - 14h18)

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O Discord começou a suspender nesta segunda-feira (17) os recursos de compartilhamento de tela e chamadas de vídeo no Brasil para cumprir uma determinação da ANPD (Agência Nacional de Proteção de Dados).

A empresa havia afirmado à agência que não conseguiria implementar a medida no prazo de três dias úteis determinado pelo órgão federal. Na sexta-feira (14), pediu a reconsideração da decisão e questionou a competência da agência para determinar a suspensão. O pedido ainda aguarda análise.
O cofundador e diretor de tecnologia do Discord, Stanislav Vishnevskiy, afirmou que a empresa está cumprindo a ordem e trabalhando "de boa-fé" com a ANPD. Segundo ele, a plataforma pretende restabelecer os recursos "o mais rápido possível".
"Os recursos de compartilhamento de tela e chamadas de vídeo ficarão indisponíveis para usuários no Brasil a partir de agora", afirmou Vishnevskiy.

O Discord disse que continuará oferecendo no país mensagens diretas, servidores, canais de voz, chamadas exclusivamente de áudio e os demais recursos que não dependem de vídeo ou compartilhamento de tela.
A suspensão foi determinada pela ANPD na quarta-feira (12), em uma medida preventiva relacionada à proteção de crianças e adolescentes. A agência deu três dias úteis para que a plataforma interrompesse as funcionalidades de vídeo.
A decisão ocorreu após a agência abrir uma fiscalização sobre o Discord , em meio às investigações sobre a morte de uma adolescente de 13 anos em Mato Grosso do Sul . O caso envolveu uma transmissão na plataforma e grupos que, segundo as investigações, promoviam violência extrema e incentivavam práticas de automutilação.

Em manifestação apresentada à ANPD na sexta-feira, o Discord havia dito que o prazo para cumprir a determinação era inviável e pediu a revogação da medida. A empresa também argumentou que a suspensão teria natureza de sanção e questionou se a agência teria competência para aplicá-la.
Apesar da contestação, a empresa conseguiu implementar a restrição dentro do prazo. Na carta desta segunda, porém, o Discord não afirma ter desistido do pedido de reconsideração. Ao contrário, diz que está trabalhando para recuperar os recursos.
O Discord também apresentou uma defesa pública da plataforma e pediu apoio dos usuários brasileiros. Afirmou ser menor do que outras grandes plataformas globais e disse que, para legisladores e reguladores que não conhecem o serviço, pode ser difícil compreender os diferentes usos da plataforma.
A companhia pediu que usuários compartilhem nas redes sociais relatos sobre como utilizam o Discord e marquem a empresa. Segundo Vishnevskiy, a intenção é "mostrar o panorama completo de como o Discord é usado no Brasil".
A plataforma também afirmou que continua colaborando com as autoridades policiais no caso que motivou a decisão da ANPD. A agência ainda deverá analisar as informações apresentadas pelo Discord e o pedido de reconsideração. A fiscalização pode resultar em novas medidas contra a plataforma.
Todas as funcionalidades de comunicação por vídeo em tempo real, em conversas privadas, grupos e servidores.
Mensagens diretas individuais e em grupo;
Demais recursos que não dependem de vídeo ou compartilhamento de tela.
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Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2026/08/discord-comeca-a-suspender-chamadas-de-video-e-compartilhamento-de-tela.shtml.

Mensagem enviada pelo Discord aos usuários alertando para a suspensão do serviço Go Live, por decisão da agência reguladora do governo federal - Reprodução · Reprodução — Foto: Folha de S.Paulo
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