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    Diretores da PF dizem que acusações contra Andrei são “sem fundamento”

    Depois de apresentar essas justificativas, os 11 integrantes da cúpula encerram a nota colocando os próprios cargos à disposição

    Metrópoles
    8 de setembro de 2026 às 17:44
    Diretores da PF dizem que acusações contra Andrei são “sem fundamento”
    Foto: Metrópoles

    Os 11 diretores da Polícia Federal (PF) que colocaram os cargos à disposição nesta terça-feira (8/9) justificaram a decisão como uma forma de defender a corporação e manifestar apoio ao diretor-geral afastado, Andrei Rodrigues, e ao diretor de Inteligência, Leandro Almada.

    A manifestação coletiva ocorreu após o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar o afastamento preventivo dos dois delegados e mandar a Corregedoria da PF investigar a produção de relatórios de inteligência sobre autoridades.

    Na nota, os integrantes da cúpula classificam como “injustificados” os ataques sofridos pela PF e afirmam que existem “narrativas marcadamente influenciadas por interesses político-eleitorais” dirigidas contra a instituição e seus dirigentes. É nesse contexto que os diretores apresentam a decisão de colocar os postos à disposição do comando substituto.

    Vinícius Schmidt/Metrópoles
    Vinícius Schmidt/Metrópoles — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    “Cumprindo nosso dever de defender a Instituição de ataques e tentativas de usurpação de funções, e assegurando o interesse público na manutenção de uma Polícia Federal capaz de promover justiça e assegurar o Estado Democrático de Direito, tornamos público nosso apoio aos diretores”, diz a manifestação. Atuação “não republicana” Outro ponto usado pelos diretores para justificar a reação coletiva é a defesa da atuação institucional de Andrei e Almada.

    O grupo afirma repudiar “toda e qualquer tentativa” de atribuir aos dois ou à própria Polícia Federal uma atuação “não republicana”. “Tais acusações, desprovidas de fundamento, afrontam a história, a credibilidade e o compromisso institucional que sempre pautaram suas condutas”, afirmam.

    No caso de Andrei, os signatários destacam sua trajetória profissional e sustentam que o delegado teve uma atuação “técnica, isenta e responsável” à frente da instituição.

    Imagem colorida do diretor-geral da PF Andrei Rodrigues - Metrópoles
    Imagem colorida do diretor-geral da PF Andrei Rodrigues - Metrópoles — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Os diretores também argumentam que acusações ou críticas não seriam capazes de apagar a reputação construída pelo delegado ao longo da carreira.

    Depois de apresentar essas justificativas, os 11 integrantes da cúpula encerram a nota colocando os próprios cargos à disposição do diretor-geral substituto.

    Ao colocar os cargos à disposição, submetem sua permanência à decisão de quem assumir o comando da PF. “Neste ato, colocamos nossos cargos à disposição do Diretor-Geral substituto”, registra o documento.

    A nota não estabelece condições para a permanência dos diretores e não informa que a entrega dos cargos esteja condicionada ao retorno de Andrei ou Almada.

    Também não afirma que haverá exoneração coletiva. Esses pontos dependerão das decisões tomadas a partir da mudança no comando da corporação.

    Mendonça afastou preventivamente Andrei e Almada ao analisar seis relatórios produzidos pela inteligência da PF. O ministro afirma que o material revela “monitoramento e coleta dirigida” sobre ele e o advogado-geral da União, Jorge Messias.

    Na decisão, Mendonça utiliza expressões como “monitoramento sistemático e ilegal” e “arapongagem institucional” e aponta problemas técnicos e jurídicos nos documentos. O ministro também determinou a abertura de procedimentos criminais e administrativo-disciplinares pela Corregedoria da própria PF.

    Os afastamentos têm caráter cautelar e não representam condenação ou conclusão definitiva sobre a responsabilidade dos dois delegados.

    Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/colunas/mirelle-pinheiro/diretores-da-pf-dizem-que-acusacoes-contra-andrei-sao-sem-fundamento.

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