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    Diretor afirma que medo marcou produção de documentário sobre Elon Musk

    Filme de Alex Gibney mostra trajetória do bilionário até se tornar uma das figuras mais influentes do mundo

    CNN Brasil
    8 de setembro de 2026 às 18:03
    Diretor afirma que medo marcou produção de documentário sobre Elon Musk
    Foto: CNN Brasil

    Muitas pessoas estavam com medo demais para falar publicamente sobre Elon Musk , afirmou o diretor Alex Gibney nesta terça-feira (8), ao apresentar seu documentário de longa duração sobre o empresário bilionário no Festival de Cinema de Veneza .

    O filme, com quase quatro horas de duração , traça a ascensão de Musk desde a era dotcom até se tornar uma das figuras mais influentes do mundo, questionando como um titã da tecnologia não eleito chegou a exercer tanta influência sobre a política e o debate público .

    “Havia um enorme medo de falar, realmente um medo quase existencial, tanto entre as pessoas que o criticavam quanto entre seus colegas de negócios e seus amigos”, disse Gibney antes da exibição de “Musk”.

    Diretor Alex Gibney no 83º Festival de Cinema de Veneza, em setembro de 2026 • Reuters/Yves Herman · • Reuters/Yves Herman
    Diretor Alex Gibney no 83º Festival de Cinema de Veneza, em setembro de 2026 • Reuters/Yves Herman · • Reuters/Yves Herman — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    “Conversei com muitas, muitas, muitas, muitas pessoas que, com exceção de algumas das pessoas corajosas que estão aqui, se recusaram a falar.”

    O chefe da Tesla e da SpaceX rejeitou o filme , escrevendo em sua rede social X, antigo Twitter, neste mês que Gibney era tendencioso e que “obviamente iria fazer o artigo difamatório mais convincentemente terrível sobre mim que pudesse imaginar”.

    Ao lado da jornalista Zoë Schiffer e de Ashley St. Clair, ex-parceira de Musk e mãe de um de seus muitos filhos, Gibney disse que começou a trabalhar no projeto em 2023 e que, inicialmente, havia planejado um filme menos ambicioso.

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    Festival de Veneza: Ellen Burstyn recebe Leão de Ouro pela carreira — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    “Pretendíamos fazer um filme mais curto antes que ele se envolvesse com a carreira de Donald Trump e a Presidência dos Estados Unidos”, declarou Gibney, acrescentando que a primeira coisa que fez foi entrar em contato com o magnata, que se recusou a ser entrevistado.

    O diretor, cujos temas anteriores incluíram o colapso da empresa de energia Enron e a Cientologia, disse que a ascensão de Musk é “a história do vigarista”, cujo império foi construído com base na capacidade de vender visões exageradas e promessas sensacionalistas.

    Sem necessariamente apresentar nenhuma revelação bombástica, o filme relaciona a aquisição do Twitter pelo bilionário, sua campanha de corte de gastos do governo e sua dependência de contratos federais à criação de poder e riqueza sem precedentes nas mãos de um único homem.

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    Academia de cinema de Gaza é lançada em Veneza — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    O documentário usa uma versão de Musk gerada por IA que repete palavras que ele proferiu ao longo dos anos. Questionado se esperava contestação judicial, Gibney disse: “Consultamos nossos advogados, e eles nos deram sinal verde para seguir em frente.”

    Depois de abraçar o movimento MAGA de Trump, o filme mostra o crescente apoio do magnata a causas políticas de extrema-direita internacionalmente, incluindo o partido Alternativa para a Alemanha (AfD), que vem ganhando força.

    “Acho que ele está perseguindo uma agenda global de direita, tanto por razões ideológicas quanto por motivos muito práticos e financeiros”, afirmou Gibney, acrescentando que Musk é “extremamente” perigoso para a democracia mundial.

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    Novo filme de Robert Pattinson é aplaudido por 7 minutos em Veneza — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Ele também fez uma avaliação pouco lisonjeira do caráter do bilionário. “Eu diria que ele tem muita dificuldade com a empatia”, disse o diretor.

    St. Clair, que revelou no documentário ter recusado um acordo de confidencialidade de US$ 40 milhões (cerca de R$ 203,4 milhões) após o fim de seu relacionamento com Musk, ecoou as críticas.

    “A relação mais complicada dele é com a verdade”, declarou ela. No filme, ela afirma simplesmente: “Elon é uma bomba nuclear”.

    Festival de Veneza: Ellen Burstyn recebe Leão de Ouro pela carreira
    Festival de Veneza: Ellen Burstyn recebe Leão de Ouro pela carreira — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    “Musk” está sendo exibido fora de competição no Festival de Veneza, que vai até 12 de setembro.

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    Academia de cinema de Gaza é lançada em Veneza — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil
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    Novo filme de Robert Pattinson é aplaudido por 7 minutos em Veneza — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Publicado originalmente por CNN Brasil. Leia a matéria completa em https://www.cnnbrasil.com.br/pop/cinema/diretor-afirma-que-medo-marcou-producao-de-documentario-sobre-elon-musk/.

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